Publicidade Rdio JM
Canais Facebook Twitter RSS RSS
Play Store App Store Estúdio Ao vivo
EDIÇÕES ANTERIORES:
 | 
BUSCA:     

 
ARTICULISTAS
Tamanho do texto: A A A A
Aristteles Atheniense - 09/03/2017

Apenas uma gorjeta

Compartilhar:

Segundo revelou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a Odebrecht reconheceu o pagamento de US$29 milhões em propinas aos agentes públicos do Peru, entre 2005 e 2014, período em que a empreiteira atuou em 40 projetos em investimentos da ordem de US$12 bilhões.

O BNDES sustou o pagamento de US$3,6 bilhões para 16 obras de infraestrutura na Argentina, Venezuela, República Dominicana, Cuba, Honduras e Guatemala. Executivos da Odebrecht que fizeram delação premiada admitiram que essa era a “regra do jogo” que imperava nos negócios fechados, também, pela Petrobras e outros órgãos governamentais.

A propina recebeu o eufemismo de “custo de mercado”. O BNDES mantém 47 contratos de financiamento de obras no exterior no importe de US$13,5 bilhões.

Assim que vieram à tona os descalabros cometidos, a Odebrecht pediu desculpas aos brasileiros, através da imprensa, por suas políticas inapropriadas em sua atividade empresarial com a “violação dos nossos próprios princípios”, o que importou numa “agressão a valores consagrados de honestidade e ética”.

Participou dessa trama Maurício Funes, ex-presidente de El Salvador (casado com a petista Vanda Pignato), que se escondeu em Nicarágua. A mesma travessura foi cometida por Ricardo Martinelli e Danilo Medina, respectivamente, ex-presidentes do Panamá e República Dominicana.
As teias da Odebrecht alcançaram Rafael Correa, no Equador; Álvaro Uribe, no Peru; José Eduardo dos Santos, em Angola. Formou-se uma rede internacional de corrupção, uma tropa de Ali Babás endossada por Lula e Dilma.

Em fevereiro passado, o desembargador Ivan Athié (Tribunal Regional da 2ª Região) votou pela revogação da prisão do presidente da Eletronuclear, almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, condenado pelo juiz Marcelo Bretas a 43 anos de prisão.

Na conceituação do magistrado: “Agora tudo é propina. Será que não é hora de admitirmos que parte desse dinheiro foi apenas uma gratificação, uma gorjeta? A palavra propina vem do espanhol. Significa gorjeta. Será que não passou de uma gratificação dada a um servidor que nos serviu bem, como se paga a um garçom que nos atendeu bem? Essas investigações estão criminalizando a vida”.

Aristoteles Atheniense
Advogado e Conselheiro Nato da OAB, diretor do IAB e do IAMG, presidente da AMLJ
www.facebook.com/aristoteles.atheniense
Blog: www.direitoepoder.com.br
Twitter: @aatheniense

 




San Marco - 16maio
EDIÇÃO DE HOJE
Edição de Hoje
SINTONIZE

ENQUETE
Voc concorda com a alterao do horrio de funcionamento de estabelecimentos comerciais e at mesmo da Prefeitura em decorrncia dos jogos da Seleo na Copa do Mundo?





JM FORUM
Voc acredita na briga de faces criminosas como motivao para as recorrentes mortes de detentos na penitenciria de Uberaba?
Comentar


AS EMPRESAS DO GRUPO JM DE COMUNICAÇÃO
JM Magazine JM Online JM JM Extra JM Rádio Vitória
Todos os direitos reservados ao Jornal da Manhã © 2018