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Dom Paulo Mendes Peixoto - 24/09/2016

Realidade social

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Historicamente, cada indivíduo relaciona-se com as pessoas dentro de uma realidade que envolve as dimensões da convivência, seja no aspecto étnico, cultural, político, econômico, religioso e social. É nesse ambiente que ele cria a extensão de sua influência social, podendo ter como parâmetro de vida as suas condições econômicas, confirmando a autenticidade de seus negócios.

Ao medir a vida social das pessoas, a partir de suas condições econômicas, os resultados podem revelar a identidade social de cada uma delas. Podemos saber se estão agindo com honestidade, ou com justiça, ou simplesmente se apoiam em práticas gananciosas e exploradoras. Essa medida serve tanto para os atos praticados pelos ricos como, também, pelos pobres.

Torna-se lamentável ver práticas de “aproveitar a vida” sem preocupação nenhuma com a ruína do povo. Em vez de dar o pão ao necessitado, essa possibilidade lhe é tirada. Sinal evidente de que a justiça e o direito não são levados em conta. Diante de atitudes como essa, o profeta Amós faz corajosa denúncia à classe exploradora, que vive no luxo e na luxúria, explorando a classe dos pobres.

Não é ilegítimo ser rico economicamente, mas existe aí um perigo: a insensibilidade para com a realidade social. Isso está patente na parábola do “rico e o pobre Lázaro” do Evangelho (Lc 16,19-31). O rico não tem nome, ele é sem identidade e totalmente egoísta, não permitindo que o pobre Lázaro se beneficie das sobras de sua farta mesa para matar a fome, e as dá aos cachorros.

A riqueza pode tornar a pessoa incomunicável, porque ela foge da relação social provocada pelo medo. Assim acontece nos condomínios fechados, no isolamento, onde as pessoas procuram se defender e defender suas riquezas do ataque dos salteadores. É diferente do pobre, porque ele não tem nada a perder e tem as mãos mais abertas para dar o pouco que tem.

Dentro da estrutura da realidade social, do desperdício provocado pela classe mais privilegiada, vivemos um problema social e um ecológico, porque a cada dia são produzidos mais lixo e mais mendigos. Não há uma verdadeira opção pelo bem comum e as riquezas passam a ser expressão de status sociais. A sociedade depende de uma mudança estrutural na política e na economia. 

(*) Arcebispo de Uberaba




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