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Eliana Barbosa - 12/02/2016

Piedade de si mesmo

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Passar por problemas na vida é algo que já devíamos estar acostumados, porque a perfeição ainda não é deste mundo. Admiro muito as pessoas positivas que enfrentam as suas dificuldades de cabeça erguida, sempre aguardando por momentos melhores, por tempos mais prósperos. Não se deixam levar pelo desânimo e encaram os seus fracassos como etapas do processo de crescer.
Entretanto, existem outras pessoas, pessimistas por natureza, que se deixam abater por qualquer contratempo e passam uma imagem aos outros de sofredoras, vítimas do mundo, com sentimentos de autopiedade, como se não houvesse outra escolha senão sofrer e aceitar a situação.
Ficam tão intensamente preocupadas consigo mesmas – são egocêntricas – que perdem o interesse pelos outros. Tornam-se pessoas aborrecidas e implicantes e utilizam-se de chantagens emocionais na tentativa de atrair as atenções dos que a cercam. Mas o que conseguem, na verdade, é a solidão. A família e os amigos se afastam, porque é terrível conviver com pessoas que, inconscientemente ou conscientemente, não querem melhorar, não querem sair do fundo desse poço emocional.
O indivíduo que sente autopiedade acha, sempre, que o mundo lhe deve alguma coisa, que as pessoas são injustas com ele e vive a dar justificativas confusas para as situações. Ele sabota as suas próprias possibilidades. Ele não enxerga nada além de sua própria imagem sofrida.
Ter autopiedade é querer ser e ter mais do que a pessoa merece. É ficar “arrasado” por não ver as próprias vontades realizadas.
A autopiedade compromete o desempenho profissional, porque a pessoa perde a vontade de criar, se aventurar e progredir.
A autopiedade é uma prisão degradante, um sentimento negativo poderoso que cria um círculo vicioso de tortura mental que consome todas as energias da pessoa, levando-a à depressão.
A culpa costuma andar ao lado da autopiedade. Quem sente culpa e não consegue se perdoar, desenvolve em si mesmo a autopunição e, então, começa a sentir piedade de si mesmo, por estar nesta situação. Sentir culpa e piedade de si mesmo é, muitas vezes, um movimento de fuga. É mais fácil sofrer e se sentir um coitado, do que tomar nas mãos a responsabilidade por construir a própria felicidade, pois isto só acontece com esforço pessoal.
O importante é saber que a cegueira provocada pela autopiedade pode ser curada. Quem passa por esse sentimento deve compreender, primeiramente, que a vida só lhe dará aquilo que ele também oferecer a ela. É preciso ocupar o seu tempo com os que lhe cercam, interessando-se em contribuir para a melhoria do mundo; utilizar os recursos do autoconhecimento, desenvolvendo a sua autopercepção; aprender com os seus fracassos; procurar a excelência em seu trabalho e, acima de tudo, assumir a responsabilidade pela própria vida, perdoar-se pelos deslizes do passado, mudando definitivamente, os seus padrões de pensamentos. Só assim, a pessoa depressiva conseguirá conquistar a felicidade e a plenitude de viver.
“A autopiedade é um pântano sedutor. Afundar-nos nele exige muito menos esforço do que a fé, a esperança ou a simples ação.” (Autor desconhecido)

Eliana Barbosa
Coach de relacionamentos, psicoterapeuta, articulista de jornais e de revistas de circulação nacional e internacional, autora de vários livros no campo do autodesenvolvimento, apresentadora de programas em TV e rádio, e ministra palestras e cursos transformacionais no Brasil e nos Estados Unidos
www.elianabarbosa.com.br
eliana@elianabarbosa.com.br




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