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Aristteles Atheniense - 28/01/2016

Uma vitria expressiva

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O rei Abdullah bin Abdul Aziz Al-Saud, falecido em janeiro de 2015, editou em 2011 decreto pelo qual a Arábia Saudita deixou de ser o último país do mundo que ainda vedava o direito de voto às mulheres.

Somente nas eleições para os conselhos municipais, realizadas no ano passado, foi assegurada a participação das mulheres como eleitoras ou candidatas.

Das 130.000 em condições de eleger, cerca de 82% (106.000) foram às urnas. Já os homens, compreendendo 1,35 milhões, somente 44% (600.000) se dispuseram a comparecer às sessões eleitorais, escolhendo seus candidatos.

Os conselhos, que constituíam a única instituição submetida à escolha popular, contavam até 2011 exclusivamente com a participação de homens.

Com o advento da abertura política, 979 mulheres concorreram às 2.100 vagas existentes em todo o país. Vale assinalar que a presença feminina foi expressiva tanto nas grandes cidades como nos vilarejos. Isso revela o surgimento de uma consciência política que vinha sendo tolhida pelo arraigado tradicionalismo saudita.

A eleição, que repercutiu em todo o mundo, ocorreu numa monarquia islâmica, onde as mulheres são proibidas de dirigir automóveis, sendo mantidas sob tutela por um “guardião” (pai, marido ou irmão) que detém poder absoluto sobre elas.

Quando Hillary Clinton era secretária de Estado e visitou a Arábia Saudita (que sempre foi aliada dos Estados Unidos), externou seu desagrado pelo tratamento ali dispensado às mulheres, sem que esta censura resultasse em abrandamento imediato das restrições impostas.

Agora, diante do novo quadro que tende a modernizar os costumes, é de se esperar que as mulheres passem a desfrutar de novas franquias que lhes vinham sendo negadas. Trata-se de uma parcela significativa que busca ocupar maior espaço na sociedade ultraconservadora em que, com o tempo, passará a ter maior representação.

O poderio econômico do país, situado em posição estratégica no Globo, contribuiu para o acesso das mulheres ao exercício de profissões liberais, obtendo maior aproveitamento no mercado de trabalho.

Trata-se de um fenômeno que não mais comporta contenção e que o governo não será capaz de impedir, sob pena de a Arábia Saudita permanecer na retaguarda dos países árabes que têm aderido a uma nova forma de vida, levados pelas transformações sociais e econômicas. 

(*) Advogado e conselheiro Nato da OAB, diretor do IAB e do iamg, presidente da AMLJ
www.facebook.com/aristoteles.atheniense
Blog:
www.direitoepoder.com.br
Twitter: @aatheniense




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