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Duração do curso de Medicina

No Brasil, o curso de Medicina dura seis anos e em alguns outros países pode durar até mais...

Por Valdemar Hial. Última atualização: 28/10/2015 - 20:21:26.

No Brasil, o curso de Medicina dura seis anos e em alguns outros países pode durar até mais. A proposta do governo é estender por mais dois anos, ou seja, que os cursos de Medicina atinjam oito anos.

No caso, por exemplo, dos Estados Unidos, o médico só poderá exercer a profissão comprovando estar apto após exame de suficiência. Lá, o curso de Medicina funciona como uma pós-graduação. O estudante para se tornar médico precisa fazer, primeiro, um curso de graduação que contemple os requisitos para o acesso a uma escola médica (graduação em Ciências). A duração dessa etapa, na grande maioria dos casos, é de quatro anos. Depois, os estudantes passam dois anos em salas de aulas e laboratórios e outros dois, conhecendo a profissão de perto, em hospitais, antes de seguir para a residência, perfazendo um total de oito anos.

Na África do Sul, o curso se estende, também, por oito anos. Os países com cursos de sete anos são: Grécia, Chile, Suécia, Rússia e Reino Unido. Com cursos de seis anos: Egito, Portugal, Argentina, Cuba, Espanha, Alemanha, China, Índia e Brasil. Em quase todos, existem modelos diferentes, no que concerne aos ciclos pré-clínico (base teórica) e clínico (contato com pacientes, aulas em hospitais) e estágios compulsórios (trabalho em campo sob supervisão).

Na realidade, aqui no Brasil, por exemplo, o curso de Medicina não passa de “três anos”, uma vez que o ano letivo é de, aproximadamente, 180 dias. Os outros três anos são dedicados às férias, feriados, sábados, domingos e recessos escolares; sem contar as greves nas universidades públicas. Estamos formando médicos em três anos. Caso se efetive o projeto de oito anos, o curso médico passará para “quatro anos”. Faz-se necessário uma mudança de estratégia para vencer essa ociosidade. Priorizar o tempo de formação em detrimento da qualidade e do perfil do médico que se deseja formar é, no mínimo, uma irrisão.

A divulgação dos resultados do Conceito Preliminar de Curso (CPC), em dezembro de 2014, medido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, traça a situação da maioria das escolas médicas brasileiras. Numa escala que vai de um a cinco, 28 (18%) escolas tiveram nota 2,92, (60%) alcançaram 3 e 34 (22%), nota 4. Nenhuma alcançou a pontuação máxima (5). Algumas não tiveram o CPC divulgado. As 77 escolas criadas a partir de 2009 não foram avaliadas.

Vocês acham que a solução, para melhorar o nível das instituições médicas, está na duração do curso?

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