Publicidade Rdio JM
Canais Facebook Twitter RSS RSS
Play Store App Store Estúdio Ao vivo
EDIÇÕES ANTERIORES:
 | 
BUSCA:     

 
ARTICULISTAS
Tamanho do texto: A A A A
Dom Paulo Mendes Peixoto - 13/06/2015

Agir coerente

Compartilhar:

O mundo está assustado com tanta corrupção. É incalculável a vulnerabilidade de quem lida com muito dinheiro. As pessoas não medem o tamanho das consequências provocadas por atitudes desonestas, injustas e irresponsáveis. Lesam a dignidade das instituições. Quem sofre com isso são os mais fracos, que dependem das condições mínimas para sobrevivência e uma vida digna.

Ainda bem que nem tudo está perdido! Há possibilidade de uma sociedade diferente, de práticas com mais transparência, com a atuação de pessoas eticamente bem formadas. Os desonestos deveriam ser punidos com uma medida nas proporções do roubo praticado. A impunidade é a principal causa do imbróglio que vemos.

As injustiças dos últimos tempos no mundo, organizadas e maquinadas, afrontam as instituições, as pessoas e o próprio Deus. Elas estão por todo lado, em todas as classes da cultura moderna, surtindo efeito cascata, provocando um adágio muito preocupante: “Fazem assim, porque eu também não posso fazer?”.

A “Bíblia” fala do valor da semente, quando plantada em terra boa. As consequências dependem da identidade da semente e da terra onde é plantada. O dinheiro, em si, é bom. A riqueza, também. O problema é a conduta de quem administra riquezas monetárias, não as destinando para os fins para os quais são determinados.

No passado, a infidelidade do povo judeu lhe custou o preço do exílio na Babilônia. O povo foi punido exemplarmente, fazendo-o restaurar e revitalizar sua identidade, fragilizada pela desorganização e pelo descumprimento dos preceitos do Senhor. O ser humano tem capacidade para ser diferente e retomar um caminho de credibilidade e confiança das pessoas. O Brasil precisa fazer esse processo.

Portanto, agir coerentemente tem sido desafio para muitos de nossos dirigentes. Faltam princípios básicos para cimentar uma prática de honestidade em relação ao que é do povo, da coletividade, e não de suprir interesses particulares. Estamos em momento de esperança diante da publicidade e da ação da Justiça em relação a algumas pessoas que depredam, de forma injusta, e desviam bens impróprios, prejudicando a outros. Que realmente sejam punidos. 

(*) Arcebispo de Uberaba




San Marco - 16maio
EDIÇÃO DE HOJE
Edição de Hoje
SINTONIZE

ENQUETE
Voc concorda com a alterao do horrio de funcionamento de estabelecimentos comerciais e at mesmo da Prefeitura em decorrncia dos jogos da Seleo na Copa do Mundo?





JM FORUM
Voc acredita na briga de faces criminosas como motivao para as recorrentes mortes de detentos na penitenciria de Uberaba?
Comentar


AS EMPRESAS DO GRUPO JM DE COMUNICAÇÃO
JM Magazine JM Online JM JM Extra JM Rádio Vitória
Todos os direitos reservados ao Jornal da Manhã © 2018