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Dom Paulo Mendes Peixoto - 25/04/2015

Conhecer e reconhecer

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Os dois verbos, “conhecer e reconhecer”, são fundamentais para a construção de uma identidade qualquer. Isto exige ser próximo e ter bom relacionamento, principalmente quando o que deve ser conhecido é pessoa humana. A convivência social e o diálogo causam encontros, possibilitando maior identificação entre as pessoas. O individualismo é porta fechada para acontecer esse processo de conhecimento.

Um bom relacionamento está ligado ao conhecimento da conduta do outro. Sem isto, a afinidade não deixa de ser superficial, vazia e dificulta um compromisso sustentável na convivência. “Ninguém ama aquilo que não conhece”. Caímos no enfraquecimento das normas de direitos e deveres, abrindo espaço para atitudes injustas.

O ser humano é muito complexo, com capacidade para práticas de grandeza, orgulho, domínio, autossuficiência e coisas parecidas. Mas também pode ter atitudes concretas de humildade e simplicidade, podendo, com isto, ajudar ou não na fraternidade comunitária. Portanto, as pessoas podem fazer o bem ou o mal, dependendo de sua maneira de ser na convivência.

O cristão, ou o cidadão, não pode ser arrogante, mas todos devem ter consciência de que o ser humano é dependente de Deus como princípio de todas as coisas. É importante conhecer e reconhecer Jesus Cristo como presença de Deus na vida. Quem O conhece e reconhece é marcado pelo amor e pela prática de justiça.

Jesus se apresenta como o bom pastor, que conhece e reconhece suas ovelhas. Ele é diferente do mercenário, que não é reconhecido por elas. O mercenário é um estranho, às vezes desconectado com os interesses e necessidades que elas têm. Ele abandona as ovelhas quando aparece um lobo perigoso e as deixa sem amparo.

Interessa ao bom pastor a vida plena e a dignidade das ovelhas. Ele tem bons propósitos e sai de si mesmo para ajudar a todos. Jesus criava intimidade com as pessoas, principalmente com as mais pobres e marginalizadas. Sua vida foi toda colocada a serviço das ovelhas. Prática quase impossível numa sociedade marcada por violência, egoísmo, consumismo, intolerância e falta de amor verdadeiro. 

(*) Arcebispo de Uberaba




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