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Eliana Barbosa - 19/06/2009

Os prejuzos da maledicncia

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Um dos maiores e mais presentes defeitos da Humanidade é a maledicência. Temos ainda dentro de nós muitos impulsos negativos, que nos levam a pensar e, pior, falar mal das pessoas, enxergando nelas os seus defeitos e esquecendo-nos de observar que elas possuem, também, grandes virtudes. Há pessoas que só veem erros e falhas na vida alheia, não só em desconhecidos, mas até em parentes mais próximos e colegas de trabalho.

A crítica é um sentimento destrutivo, que denota inveja e orgulho, ao mesmo tempo, porque quem critica tem inveja, mas disfarça tentando parecer melhor do que o alvo da sua crítica. E quem somos nós para nos colocarmos numa posição superior em relação ao outro, se estivermos humilhando, criticando ou destruindo? Aquilo que vemos como defeito no outro é, quase sempre, uma imperfeição nossa, que muito nos incomoda e que se revela espelhada no outro.

Falar e julgar é muito fácil. Difícil e muito sério é se responsabilizar pelas consequências do mal que você comenta. Os danos causados por rumores maldosos são enormes, podendo, às vezes, comprometer toda uma existência. Quando os boatos chegam aos ouvidos do caluniado, é muito improvável que ele saiba quem deu origem aos mexericos e é muito difícil traçar o caminho de volta e reverter o rumo dos acontecimentos iniciados pelas fofocas.

É preciso evitar palavras insensatas porque elas são como sementes lançadas no solo e, como você já sabe, na vida só colhemos aquilo que plantamos.

Aprenda a desenvolver um construtivo espírito de crítica, para discernir entre o bem e o mal, sem se esquecer, é claro, que existem circunstâncias em que é seu dever desmascarar as imperfeições, a mentira e a hipocrisia dos outros, evitando que mais pessoas possam ser enganadas e prejudicadas. Contudo, muito cuidado! Como diz o filósofo Sócrates (470-399 a.C.), todo comentário deve passar por três crivos, antes de ser pronunciado. O primeiro é o crivo da Verdade: tenha absoluta certeza do que vai falar. O segundo crivo é o da Bondade: o que for comentado deverá ser em benefício de alguém. E o terceiro crivo é o da Utilidade: o que for dito deverá ser útil, sob todos os aspectos.

Portanto, em suas palavras e atitudes, seja mais positivo, otimista e sensato, dirigindo aos outros palavras que sejam de confiança e apoio, pois, inevitavelmente, elas serão atraídas de volta para você. Por favor, para o seu próprio bem – saúde e paz de espírito –, se for para falar mal de alguém, fique de boca fechada!

 

(*) palestrante; apresentadora de TV e rádio e autora de livros motivacionais
www.elianabarbosa.com.br




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