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Dom Paulo Mendes Peixoto - 17/01/2015

Sentir-se comprometido

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Não basta a pessoa ficar sensibilizada diante de motivações recebidas a partir do que ela escuta. Tudo depende do compromisso que é assumido e colocado em prática. Muitos dizem que “as palavras comovem, mas são os exemplos, ‘isto é, as práticas concretas’, que arrastam”. Mesmo em cultura de superficialidade, é possível ser comprometido e autêntico.

Entendo que as pessoas têm uma missão própria a desenvolver na construção do bem social. Para isso, é fundamental a capacidade natural de doação e busca da perfeição. Em outras palavras, de compromisso sério na realização e concretização da história de vida das pessoas. O que está em jogo é a superação do individualismo e do egoísmo, que destroem o bem comum.

Quando construímos o bem da vida, de forma comunitária, colocamos em evidência os princípios do Reino de Deus. Reino de justiça, de amor e de paz, como realidade que beneficia o bem popular, e todas as pessoas passam a ser valorizadas. Os benefícios desse comprometimento atingem a toda comunidade ali envolvida.

Essa realidade de comprometimento teve como expressão concreta a vida dos primeiros cristãos. Entre eles destacamos a prática de Jesus Cristo e dos seus apóstolos. Eles não perderam de vista a autenticidade da missão recebida e não se abateram diante da cultura contrária, que existia, em seu tempo. Foram verdadeiramente autênticos.

Autenticidade significa agir com liberdade e consciência diante da missão. Ela não pode ser confundida com libertinagem, com atos irresponsáveis e imorais, que esvaziam o sentido da vida e da vocação natural de todo ser humano. Fere também a identidade do cidadão, membro de uma realidade social, que ele deve construir.

Ao agir concretamente, o cidadão deve saber ouvir, escutar e meditar para descobrir sua real missão na sociedade. Não pode ficar preso em seus próprios interesses, ser egoísta, mas estar atento na descoberta daquilo que mais lhe faz bem e ajuda no bem das outras pessoas. Com isto, estará construindo também sua própria realização. A verdadeira felicidade depende do bem que conseguimos fazer aos outros.

(*) Arcebispo de Uberaba




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