JM Online

Jornal da Manhã 46 anos

Uberaba, 21 de outubro de 2018 -

BUSCAR EM TODAS AS SEÇÕES BUSCAR
Buscar

ARTICULISTAS

Fonte da missão

Tem início o novo ano, 2015, com a posse, para mais um mandato, da presidente

- Por Dom Paulo Mendes Peixoto Última atualização: 10/01/2015 - 19:02:14.

Tem início o novo ano, 2015, com a posse, para mais um mandato, da presidente da República, de novos governadores, senadores e deputados. É início de nova missão, mesmo com a continuidade para alguns, que foram reeleitos. Dizemos que a fonte de tudo isso está no voto dos eleitores, mas não basta só o voto.

A fonte da missão de cada político, além de sua base de sustentação, está em sua estrutura pessoal, em sua base familiar, no caráter, na formação ética, na visão comunitária e do bem comum. Faltando esses dados, sua missão não vai passar de carreirismo e exploração do bem público em benefício pessoal ou de grupo.

Na vida cristã, a base da missão está no batismo. Mas também não é suficiente a pessoa ser batizada. A missão cristã é questão de identidade, que acompanha a trajetória de toda a vida da pessoa. Isso supõe testemunho de autenticidade, de honestidade e prática da justiça. Foi o que aconteceu com Jesus no seu tempo de missão.

O olhar do político não pode perder de vista a prática de Jesus Cristo. Queira ou não, colocar-se a serviço do povo é construir o “reino” do bem, construir uma sociedade onde a vida seja defendida em sua real dignidade. Cada político é investido de poder, mas, muito mais, de compromisso determinado para bem de todos.

Nova gestão significa “espírito novo” e esperança nova. Não pode ser mesmice, continuidade sem nada de novidade, deixando o povo desconfortado e com esperança frustrada. Jesus não só trouxe esperança, mas realizou concretamente o que tinha prometido. Os efeitos de seus atos continuam na vida da comunidade e do povo.

  Agora é esperar para ver o que vai acontecer. O povo não pode caminhar na incerteza, desconfiado com a autenticidade dos políticos. E não é para menos, vendo o vexame da corrupção, do aproveitamento inescrupuloso de autoridades corroendo a estrutura de um país que deveria dar exemplo de dignidade e de ação realizada com honestidade. Muitas delas se dizem cristãs.

(*) Arcebispo de Uberaba

Leia mais

DESENVOLVIDO POR Companhia da Mídia