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Reis Magos

Passadas as festas natalinas e de fim do ano civil, a vida continua com as mesmas exigências

Por Dom Paulo Mendes Peixoto. Última atualização: 03/01/2015 - 19:13:42.

Passadas as festas natalinas e de fim do ano civil, a vida continua com as mesmas exigências de sempre, retomando os passos de sua trajetória normal. A esperança deve ser das melhores, não deixando passar despercebidas as datas que nos envolvem e querem de nós posturas de responsabilidade para construir o que for melhor.

Na liturgia católica é dado destaque ao Domingo da Epifania do Senhor, quando o Menino do Natal passa a se manifestar para o mundo. Ele é visitado, não só pelos pastores que rodeavam a Gruta da Belém, mas também por Reis vindos do Oriente, que se deixaram orientar por uma estrela, que os conduziu até o encontro do Rei Menino-Deus.

Para os Reis Magos do Oriente, Jesus é a estrela que orienta os caminhos da humanidade. Isto significa que a esperança não vem de Jerusalém e nem de Roma, mas de Belém, onde estava a verdadeira luz da estrela que brilha para todo o mundo que reconhece em Jesus o Filho de Deus. Os Reis Magos não duvidaram dessa realidade que os envolveu.

A manifestação de Deus não se deu na majestade de Herodes, mas na simplicidade e singeleza de um Menino pobre sem onde reclinar a cabeça. Belém tornou-se o centro do mundo, porque ali passou a brilhar a luz na escuridão que pairava na humanidade. Dali surge a oportunidade da libertação verdadeira, potencializando as pessoas para uma vida digna.

Jesus é o Messias universal e “rei dos judeus”, mas que não foi percebido como tal por esse povo. Não foi visto como luz e tiveram medo de encontrá-lo. Por isso o Rei Herodes mandou matar todas as crianças supondo eliminar também o novo Rei, proclamado pelos profetas. A perda de poder é afronta para quem é incapaz de se submeter à ação de outros.

Contemplamos a grandeza de Deus, a de “Herodes”, e a fragilidade de uma criança no menino Jesus. Pensamos em milhões de crianças abandonadas e destinadas às drogas, à prostituição, nas mortas pela fome, doença, guerra, aborto, órgãos extraídos, fetos usados para produzir células para rejuvenescer velhos ricaços.

(*) Arcebispo de Uberaba

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