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Dom Paulo Mendes Peixoto - 15/11/2014

Saber viver

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A vida está condicionada ao tempo, mas também ao espaço e a tudo que faz parte normal de seu envolvimento. Como dom, o tempo é oportunidade para a pessoa desenvolver suas atividades e poder realizar obras boas. Para isto, cada indivíduo tem talentos na sua história de vida, que devem ser trabalhados, tendo atitude sábia de discernimento do que é bom ou ruim, e constante vigilância.

Só sabe viver quem consegue ser sóbrio, simples e transparente. Isto ajuda a superar os diversos tipos de necessidades que afetam seu cotidiano. Não é saudável ser omisso na realização do bem, quando isto é possível na vida. Creio que o saber viver está mais centrado no que a pessoa faz pelo outro, do que o que dele recebe. É mais gratificante dar do que receber.

A pessoa nasce, cresce e leva consigo algumas virtudes, ou talentos, que podem ajudá-la no seu viver. Mas devem ser canalizados para finalidades saudáveis na construção do bem. Muitos colocam suas possibilidades a serviço do mal, contribuindo para uma vida infeliz e má. Esconder os talentos é perder oportunidades e cavar a própria derrota.

Em muitas realidades experimentamos situação de fechamento e indiferentismo em relação ao próximo, ao estrangeiro, ao doente, aos marginalizados, aos moradores de rua, aos em situação de necessidade. A acomodação ocasiona individualismo, preocupação com o próprio bem-estar, estresse e insensibilidade ao sofrimento alheio.

É preciso fazer render os dons que possuímos. Na cultura moderna temos que ser criativos, evitando a ótica capitalista, porque ela é excludente e legitima os bens econômicos em vista do acúmulo nas mãos dos espertos. Evitar atitudes egoístas é ser corajosos na prática do amor e da justiça. Não enterrar talentos por egoísmo, medo ou comodismo.

No tempo tudo é transitório, tudo passa e há o perigo das mãos ficarem vazias. O que dura são as obras feitas com sabedoria, como expressão do verdadeiro amor. Paulo explica isto dizendo: “O amor jamais passará” (I Cor 13,8). Sabe viver quem consegue abrir-se para essa realidade.

(*) Arcebispo de Uberaba




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