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Geórgia Santos - 14/05/2013

Congada e moçambique vão às ruas pelos 125 anos da Abolição

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Cultivando uma tradição de se comemorar a Abolição da Escravatura, aconteceu ontem em Uberaba o desfile dos ternos de congada e moçambique pelas ruas centrais da cidade. A festa foi realizada durante todo dia: no período da manhã teve o desfile de 14 grupos em direção à igreja Santa Terezinha e, à noite, baile, com coroação dos festeiros para 2014.

Este ano comemoram-se 125 anos da Abolição da Escravatura e em Uberaba, como de costume, foram realizadas várias atividades, começando logo cedo com um encontro dos ternos de congadas na Unidade de Atenção ao Idoso (UAI). O desembarque dos grupos foi realizado com muita festa, cânticos, danças e orações ao Rei Congo, à Rainha Ginga e ancestralidades africanas. Assim que todos chegaram, saíram rumo à igreja Santa Terezinha, passando pela avenida Leopoldino de Oliveira, subindo a rua Treze de Maio.

Durante o desfile os ternos relembraram a história do negro no Brasil. Já na praça em frente da igreja houve saudações ao busto da Princesa Isabel e também reverências aos congadeiros, moçambiqueiros e autoridades com atos de manifesto e discussão de políticas públicas direcionadas à raça negra. A banda do 4° BPM também participou da festa, tocando o Hino Nacional. Ainda no período da manhã foi celebrada missa afro, em louvor à alma dos cativos, e aconteceram apresentações dos ternos de congada e a confraternização nos quartéis. Já no período da noite houve um baile de coroação dos festeiros de 2014.

Todo o desfile contou com o apoio da Guarda Municipal para orientar o trânsito, evitando transtornos. E vale ressaltar os atos de manifesto que foram realizados assim que os ternos chegaram à praça, quando foram apresentadas as principais reivindicações. “Pedimos um pouco mais de apoio, pois para nós não é apenas festa, tem um significado muito grande, um ato que faz parte da nossa cultura. Esta é a única maneira que nós temos de expor a toda comunidade uberabense o quanto isso é importante. Pois nos deram liberdade, mas não nos deram instrumentos para sobreviver, um suporte”, explica o presidente dos grupos de congada e moçambique, Marcelo Simpatia.

Portanto, Marcelo ressalta que a luta até hoje é para que vejam a cultura afro de forma diferente da atual, sendo que ainda existe muita negação aos negros. “Vamos caminhando contra o preconceito, ainda muito velado, para dar aos nossos filhos o direito à escola, educação e trabalho, que não tivemos. Ainda existe muito preconceito que está camuflado. É muito importante não deixar a nossa cultura morrer, e nos ternos várias crianças participam das atividades, e isso é bom, pois dá sequência”, finaliza.






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