Terminou, à zero hora deste sábado (28), o período da piracema, época de reprodução dos peixes e em que a pesca é proibida em todo país. Depois de quatro meses, a pescaria ainda não será liberada por completo, segundo o tenente Ermínio, comandante do Pelotão de Meio Ambiente da Polícia Ambiental, em Uberaba.
De acordo com ele, a fiscalização continua para garantir que a pesca seja realizada dentro da legislação e nos locais permitidos. Lembra que é preciso licença do Ibama para pescar nos rios federais, como, por exemplo, o rio Grande. Nos demais, a licença é expedida pelo IEF. Continua proibida a pesca em lagoas marginais, próximo a barragens e deságue de esgoto. Pescador amador não pode usar rede e outros apetrechos proibidos, só molinete. Para pesca subaquática, com arpão tem que ter licença.
Durante o período, foram lavrados 35 autos de infração e multas no valor de R$ 8.410. Cinco pessoas foram presas e houve a apreensão de 385 quilos de pescados diversos, além de 22 quilos de caranguejos que estavam sendo transportados em ônibus, sem documentação. Também foram apreendidos
A piracema teve início no dia 11 de novembro do ano passado e, a partir de agora, além dos locais permitidos, também deve ser observado o tamanho do peixe. O tenente Ermínio explica que existe um limite de tamanho para cada espécie. O dourado, por exemplo, não pode ter menos de 80cm. De acordo com o comandante, as operações vão continuar e recomenda que os pescadores se pautem na legalidade, usem coletes salva-vidas nas embarcações e procurem se habilitar com o Arraes, o documento que permite a condução de barcos.
O período da piracema é fundamental para a reposição das espécies que vivem nos rios, barragens e represas do Estado. Os peixes de piracema também são conhecidos como peixes migradores e chegam a nadar centenas de quilômetros em poucos dias. Minas Gerais abriga 354 espécies de peixes, o que representa quase 12% do total encontrado no Brasil.
Preço. Frederico Luiz Bolela, proprietário da peixaria Pescave, acredita que o encerramento da piracema deve influenciar no preço do peixe fresco, como mandi e curimba, hoje vendidos a R$ 8 e R$ 10, respectivamente. Para ele, o preço deve cair. Entretanto, no geral, os preços devem manter estáveis por causa do período de Quaresma, quando o consumo aumenta.
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