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Marilu Teixeira - 01/03/2009

Termina período da Piracema, mas restrição à pesca continua

Terminou, à zero hora deste sábado (28), o período da piracema, época de reprodução dos peixes e em que a pesca é proibida em todo país. Depois de quatro meses, a pescaria ainda não será liberada por completo, segundo o tenente Ermínio, comandante do Pelotão de Meio Ambiente da Polícia Ambiental, em Uberaba.

De acordo com ele, a fiscalização continua para garantir que a pesca seja realizada dentro da legislação e nos locais permitidos. Lembra que é preciso licença do Ibama para pescar nos rios federais, como, por exemplo,  o rio Grande. Nos demais, a licença é expedida pelo IEF. Continua proibida a pesca em lagoas marginais, próximo a barragens e deságue de esgoto. Pescador amador não pode usar rede e outros apetrechos proibidos, só molinete. Para pesca subaquática, com arpão tem que ter licença.

Durante o período, foram lavrados 35 autos de infração e multas no valor de R$ 8.410. Cinco pessoas foram presas e houve a apreensão de 385 quilos de pescados diversos, além de 22 quilos de caranguejos que estavam sendo transportados em ônibus, sem documentação. Também foram apreendidos 2.500 metros de rede, três tarrafas, cinco molinetes e um espinhel.

A piracema teve início no dia 11 de novembro do ano passado e, a partir de agora, além dos locais permitidos, também deve ser observado o tamanho do peixe. O tenente Ermínio explica que existe um limite de tamanho para cada espécie. O dourado, por exemplo, não pode ter menos de 80cm. De acordo com o comandante, as operações vão continuar e recomenda que os pescadores se pautem na legalidade, usem coletes salva-vidas nas embarcações e procurem se habilitar com o Arraes, o documento que permite a condução de barcos.

O período da piracema é fundamental para a reposição das espécies que vivem nos rios, barragens e represas do Estado. Os peixes de piracema também são conhecidos como peixes migradores e chegam a nadar centenas de quilômetros em poucos dias. Minas Gerais abriga 354 espécies de peixes, o que representa quase 12% do total encontrado no Brasil.

Preço. Frederico Luiz Bolela, proprietário da peixaria Pescave, acredita que o encerramento da piracema deve influenciar no preço do peixe fresco, como mandi e curimba, hoje vendidos a R$ 8 e R$ 10, respectivamente. Para ele, o preço deve cair. Entretanto, no geral, os preços devem manter estáveis por causa do período de Quaresma, quando o consumo aumenta.




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