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Marilu Teixeira - 18/02/2009

Ambientalistas mirins querem reduzir lixo no carnaval

Grupo de ambientalistas mirins de Uberaba está promovendo uma campanha e conscientização da comunidade quanto à coleta seletiva do lixo durante o período de carnaval. Para a coordenadora do grupo, veterinária e conservacionista, Érica Assunção Araújo, todos os cidadãos sabem que não há como não produzir lixo, “mas queremos alertar que podem diminuir essa produção, reduzindo o desperdício, reutilizando sempre que possível e separando os materiais recicláveis para a coleta seletiva”.

Érica lembra que o carnaval é uma comemoração extensa em que a produção de lixo cresce vertiginosamente, especialmente pelo consumo de bebidas envasadas em latas de alumínio e em PET. Para ela, os governantes deveriam criar alternativas para que a separação do lixo seja efetivada, como a instalação de contêineres para a entrega voluntária de resíduos recicláveis (latas, papel, plásticos etc.), e dar estímulos às cooperativas para a coleta de todo o material reciclável gerado em sambódromos e em festividades carnavalescas.

Segundo a conservacionista, cada ambientalista mirim, que tem em média nove anos de idade, esteve em residências de Uberaba e modificou o hábito da família em relação ao destino do lixo reciclável, que passou a ser devidamente separado. “Assim, o objetivo é pesar todo o lixo para se ter uma ideia do quanto foi produzido durante uma semana, para, com base nesse cálculo, fazer uma estimativa na produção de lixo durante a semana de carnaval”, explica, acrescentando que o grupo é formado por dez crianças. “O material reciclável será doado para beneficiar um catador. Este vai testemunhar suas dificuldades e prazeres diante desse trabalho, principalmente no que se refere à ética das empresas, cooperativas, que compram esse material e se dizem “beneficiadoras” da sociedade, sendo que na realidade muitas são corruptas em suas ações”, afirma Érica.

De acordo com ela, os catadores de recicláveis são vítimas de preconceito por parte da sociedade. Entretanto, podem vir a ser associados às soluções, pois prestam um serviço à população. “Hoje, segundo o IBGE, um em cada 1.000 brasileiros é catador, sendo pessoas dignas que merecem políticas públicas que fortaleçam seu perfil empreendedor e ecológico”, afirma.

Érica conta que algumas modificações já ocorreram por intermédio dos ambientalistas mirins. Um exemplo é a avó de um deles, proprietária de uma padaria, que adotou a prática de criar “sacolas reutilizáveis” de pano, para não oferecer apenas sacolas plásticas na hora de vender o pão. A proposta da campanha, segundo Érica, é educativa, ecológica e socialmente correta, que vai contribuir com a limpeza do meio ambiente através da mudança de comportamento de cada indivíduo, por mais criança que seja.




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