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CIDADE

Réu absolvido por legítima defesa em homicídio no Jardim Uberaba

Defesa adotou especialmente a tese de legítima defesa, visto que a motivação do crime seria as frequentes ameaças feitas pela vítima

12/09/2018 - 23:14:27. - Por Thassiana Macedo Última atualização: 13/09/2018 - 09:51:07.

Foto/Arquivo

Vítor Dionísio respondia em liberdade pelo crime de homicídio qualificado, sem defesa da vítima

Em julgamento popular realizado ontem, Vítor Dionísio da Silva Neto foi absolvido da acusação de homicídio qualificado de Thiago José de Melo, 22 anos. O crime ocorreu em março de 2008, durante uma emboscada no bairro Jardim Uberaba. O Conselho de Sentença foi presidido pelo juiz auxiliar da 3ª Vara Criminal, Stefano Renato Raymundo. A acusação foi do promotor Roberto Pinheiro da Silva Freire e a defesa dos advogados Lucas Teixeira de Ávila e Rodrigo Daniel Resende.

Vítor Dionísio respondia em liberdade pelo crime de homicídio qualificado, com recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Segundo testemunhas, uma delas namorada da vítima, uma adolescente de 15 anos, dois homens usando capacete se aproximaram de Thiago em uma motocicleta. Durante a abordagem, o passageiro apontou a arma e realizou vários disparos, sendo que três acertaram a vítima.

Uma ambulância do Samu foi chamada para o socorro, mas, quando compareceu ao local para prestar o atendimento, a equipe recebeu ameaças para que Thiago fosse encaminhado ao hospital. Porém, a equipe logo constatou o óbito e como o corpo já havia sido removido da cena do crime, a ambulância o encaminhou ao Instituto Médico Legal (IML).

Segundo o advogado Lucas Teixeira de Ávila, a defesa adotou especialmente a tese de legítima defesa, visto que a motivação do crime seria as frequentes ameaças feitas pela vítima contra o réu. Na época, Thiago queria assegurar que o réu e o irmão dele não o entregassem à polícia por um roubo cometido por ele anteriormente. 

Em sete horas de julgamento, o representante do Ministério Público, promotor Roberto Pinheiro da Silva Freire, tentou convencer os jurados de que o crime era intencional e premeditado, bem como que Vítor teria recebido a ajuda de um adolescente para cometer o crime. Como os jurados entenderam que o réu agiu em legítima defesa e que o crime ocorreu no intuito de resguardar a própria integridade e de seu irmão, o promotor deve recorrer contra a decisão, pedindo a anulação do julgamento.

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