JM Online

Jornal da Manhã 46 anos

Uberaba, 23 de outubro de 2018 -

BUSCAR EM TODAS AS SEÇÕES BUSCAR
Buscar

CIDADE

Greve e valor do frete prejudicam escoamento da safra na região

Com armazéns cheios, produtores rurais não têm onde estocar a safrinha e o transporte está dificultado por causa do preço do frete

- Por Geórgia Santos Última atualização: 14/06/2018 - 07:39:41.

Divulgação


Em reunião ontem na Certrim com os setores envolvidos foi discutida a situação do escoamento da safrinha na região

Armazenamento de grãos enfrenta problemas em decorrência do movimento dos caminhoneiros. Ontem foi realizada reunião na Certrim para tratar do escoamento da safra de grãos e outros assuntos. Durante o encontro foi relatada dificuldade no armazenando e transporte dos produtos.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento do Agronegócio, Luiz Carlos Saad, a safra de inverno, também conhecida como safrinha, não começou a ser colhida em Uberaba, diante da dificuldade encontrada para o frete dos grãos. Já a safra de verão, que foi colhida e com os armazéns cheios, está tendo problemas para escoar para os portos e, consequentemente, para as fábricas de rações e alimentos do país. Os armazéns estão cheios de grãos, não é possível escoar e nem receber os grãos da safra de inverno, pois não há espaço para armazenar. “A situação ainda não se normalizou. Além de termos enfrentado problemas durante o movimento para o transporte dos produtos, a situação delicada agora é com relação à tabela de frete anunciada pelo governo federal, que para alguns transportes chegou a dobrar os valores. É justamente esse o impasse que está fazendo com que atrase a recuperação da logística de grãos, atrasando a colheita de milho e sorgo”, explica Saad.

O secretário lembra que este é um problema que pode gerar reflexos ao consumidor final, com aumento nos preços dos produtos, portanto, ele afirma que a demanda precisa ser resolvida com urgência, para que a economia volte a produzir e até mesmo para se definir o resultado da safrinha 2017/2018. Quando questionado sobre o que o município pode fazer para ajudar a resolver a problemática, uma vez que os valores sobre o frete foram definidos pelo governo federal, o secretário explica que a pressão para alterar a tabela deve partir de sindicatos, da CNA e associações de produtores e empresas que fazem a transformação. “Da nossa parte, o que podemos fazer é promover o encontro de todos os envolvidos para debater a questão”, afirma.

Leia mais