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CIDADE

Professores da rede estadual param hoje e decidem sobre greve

Categoria protesta contra o parcelamento dos salários e do 13º e cobra o acordo assinado em 2015 que prevê o pagamento do piso nacional

- Por Thassiana Macedo Última atualização: 08/03/2018 - 06:56:00.

Reprodução


Professores se reúnem hoje na praça da Assembleia Legislativa, em Belo Horizonte, onde irão decidir se prosseguem em greve

 

Trabalhadores da rede estadual de ensino cruzam os braços hoje em todo o Estado para reivindicar o fim do parcelamento dos salários e do 13º, cumprimento dos acordos assinados em 2015, pagamento do piso salarial e atendimento de qualidade pelo Ipsemg. De acordo com o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), uma nova assembleia será realizada às 14h no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para decidir se a greve será mantida ou não.

De acordo com a entidade, o indicativo de greve foi decidido em assembleia geral realizada em 28 de fevereiro, considerando todas as questões que a educação está sofrendo e a completa ausência de negociação com o governo para reverter o quadro. Segundo o Sind-UTE, desde o fim de 2017, o governo estabeleceu um tratamento diferenciado ao funcionalismo.

O sindicato destaca que mesmo a Educação possuindo recursos próprios, conforme dotação orçamentária anual, pelo segundo ano consecutivo o governo Fernando Pimentel optou por não pagar os reajustes e o 13º salário à categoria em dezembro de 2017, na sua integralidade. Este ano, a categoria foi surpreendida pelo adiamento do ano escolar para economizar no salário dos contratados, nas verbas de transporte e alimentação escolar.

O Sind-UTE informa ainda que a última escala de pagamento de salário dos servidores aprofundou ainda mais o tratamento diferenciado, pois a maior parte da categoria recebeu salário somente após o carnaval. Enquanto isso, os servidores da Segurança Pública receberam a primeira parcela no dia 9 de fevereiro. Além disso, o sindicato destaca que, por ser ano eleitoral, a campanha salarial-educacional precisa ser antecipada.

Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Educação (SEE) foi notificada oficialmente pelo sindicato sobre a convocação para paralisação das atividades da categoria e realização de assembleia. Em relação às reivindicações apresentadas que competem à pasta, a SEE reitera que o governo está empenhado em cumprir o acordo assinado com a categoria em 2015, do qual destaca reajustes salariais de 46,75% na remuneração.

Já em relação ao piso nacional, o governo está impedido de remeter o projeto de lei à Assembleia Legislativa por ter ultrapassado o limite de gasto com pessoal da Lei de Responsabilidade Fiscal.

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