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Da Redação - 30/08/2009

Simpósio renova a esperança no tratamento de lesões incuráveis

O 1º Simpósio Internacional de Medicina Regenerativa em Ortopedia e Traumatologia reuniu médicos e pesquisadores de todo o Brasil e também do exterior, como Rodrigo Lasmar, do Atlético-MG; José Luiz Runco, médico da seleção brasileira e do Flamengo; Ramon Cugat, médico do Barcelona, da Espanha; e José Carlos Noronha, do Porto, de Portugal. Os especialistas trouxeram as últimas novidades na pesquisa sobre medicina regenerativa e células-tronco não embrionárias.

Na Espanha, o pesquisador Ramon Cugat já apresentou resultados positivos em mais de 500 casos com lesões em cartilagem. Lá, como aqui no Brasil, a técnica não está sendo usada apenas em esportistas, apesar de obter maior repercussão quando feitas em atletas com passes de alto custo, como jogadores de futebol. No mundo todo, diferentes grupos investigam a utilização dos fatores de crescimento, proteínas retiradas do próprio sangue do paciente. Iniciaram, primeiramente, na renovação de ossos do maxilar e face, para implantes dentários, e hoje pode atuar na cicatrização, impedindo ou diminuindo hemorragias, o que oferece maiores resultados em cirurgias.

Para Rodrigo Lasmar, médico do Atlético-MG, a utilização no Brasil está bem avançada. “Há um intercâmbio muito rápido. O grande benefício é que é uma técnica muito simples e mais barata que outras, pois é uma terapia natural. Usando as substâncias do sangue do próprio jogador, por exemplo, não de outro e nem de laboratório”. Isso evita a rejeição e acelera o processo de regeneração e cicatrização dos tecidos.

José Luiz Runco, médico da seleção brasileira e do Flamengo, diz que agora as pesquisas avançam na divisão desses fatores, o que facilitará ainda mais a regeneração natural de lesões. O tratamento ainda é caro no Brasil, custando até R$ 10 mil. Para Runco, o entrave ainda se encontra na importação da técnica, já que a legislação impõe altas taxas.

Na cidade, a técnica já é usada pelo ortopedista com especialização em joelho, ombro, medicina esportiva e regeneração óssea. Para José Fábio Lana, a maior dificuldade nas cirurgias ortopédicas, em que às vezes há apenas uma chance de sucesso, é a falta de uma cicatrização ideal. Ele afirma que tem obtido resultados positivos após a implementação das injeções de plaquetas em suas cirurgias.




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