O 1º Simpósio Internacional de Medicina Regenerativa em Ortopedia e Traumatologia reuniu médicos e pesquisadores de todo o Brasil e também do exterior, como Rodrigo Lasmar, do Atlético-MG; José Luiz Runco, médico da seleção brasileira e do Flamengo; Ramon Cugat, médico do Barcelona, da Espanha; e José Carlos Noronha, do Porto, de Portugal. Os especialistas trouxeram as últimas novidades na pesquisa sobre medicina regenerativa e células-tronco não embrionárias.
Na Espanha, o pesquisador Ramon Cugat já apresentou resultados positivos em mais de 500 casos com lesões
Para Rodrigo Lasmar, médico do Atlético-MG, a utilização no Brasil está bem avançada. “Há um intercâmbio muito rápido. O grande benefício é que é uma técnica muito simples e mais barata que outras, pois é uma terapia natural. Usando as substâncias do sangue do próprio jogador, por exemplo, não de outro e nem de laboratório”. Isso evita a rejeição e acelera o processo de regeneração e cicatrização dos tecidos.
José Luiz Runco, médico da seleção brasileira e do Flamengo, diz que agora as pesquisas avançam na divisão desses fatores, o que facilitará ainda mais a regeneração natural de lesões. O tratamento ainda é caro no Brasil, custando até R$ 10 mil. Para Runco, o entrave ainda se encontra na importação da técnica, já que a legislação impõe altas taxas.
Na cidade, a técnica já é usada pelo ortopedista com especialização em joelho, ombro, medicina esportiva e regeneração óssea. Para José Fábio Lana, a maior dificuldade nas cirurgias ortopédicas, em que às vezes há apenas uma chance de sucesso, é a falta de uma cicatrização ideal. Ele afirma que tem obtido resultados positivos após a implementação das injeções de plaquetas em suas cirurgias.