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02/03/2018

Prefeito garante reforma imediata do Calado e construo de cinco viadutos para melhorar o trnsito

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JM - Nesse aniversário de Uberaba, o que o uberabense pode esperar da sua administração em 2018, em termos de ações e programas?

PAULO PIAU -
Nós temos mais de cem projetos prioritários em várias áreas definidos com a ajuda da comunidade, não apenas para 2018, mas para todo o período de governo. Em linhas gerais, destaco a nossa ação na saúde pública, com o fortalecimento do Hospital Regional, redução da fila eletrônica, melhor atendimento nas UPA’s e nas ações de fortalecimento do programa de Saúde da Família, dentre outros. Na educação precisamos melhorar a oferta de vagas de 0 a 5 anos, embora Uberaba esteja acima da média nacional, ainda temos demanda, principalmente nos novos bairros. Precisamos melhorar a nossa malha vária. O asfalto de Uberaba é velho e não aguenta mais apenas o recapeamento. Vamos revitalizar o nosso centro, o Calçadão, a Praça Rui Barbosa, além das melhorias na questão da mobilidade urbana, com os novos ramais do BRT, será cada vez mais importante a construção dos viadutos para melhorar o nosso fluxo. Também destaco o avanço que precisamos no projeto Intervales, que inclui o Aeroporto de Cargas e Passageiros. Essa é uma demanda regional, com recursos privados, mas que nos surpreendeu pela alta procura até mesmo internacional. Estamos fortalecendo as ações no turismo, pois acredito no potencial de Uberaba para gerar emprego e renda nessa área tão pouco explorada na nossa cidade. Aliás, a geração de emprego é uma obsessão, principalmente o primeiro emprego e para isso ampliamos a idade máxima e as vagas na FETI para dar oportunidades aos jovens. Temos ainda a represa da Prainha para resolver de vez o problema da água, e ainda uma ação mais efetiva da prefeitura na questão da segurança pública, que não é responsabilidade das prefeituras, e sim do Estado e da União, mas nós que já atuamos no preventivo, com o esporte, com a educação e a cultura, vamos auxiliar em outras frentes também.

JM - Embora a responsabilidade de promover a segurança pública seja do Estado e da União, o que o senhor considera possível ao Município fazer para conter ou pelo menos minimizar a criminalidade em nossa cidade? Quais as medidas que o senhor pretende tomar nessa área?

PAULO PIAU
- Importante esse tema porque eu nunca disse que Uberaba é uma cidade segura como andaram apregoando por aí. Não existe nenhuma cidade segura no Brasil hoje, infelizmente. Todos nós ou sofremos ou conhecemos alguém próximo que já sofreu com esse problema que é grave. Segundo dados do Governo do Estado a criminalidade em Uberaba vem caindo, mas a população não sente isso nas ruas. É preciso agir. Até hoje estamos aguardando o governador receber a comitiva de Uberaba para tratar desse assunto, um pedido que fizemos logo após o episódio da Rodoban. Mesmo não sendo responsabilidade direta do prefeito, nós estamos agindo. Conseguimos o 2º Batalhão da Polícia Militar, o aumento do efetivo dos policiais rodoviários federais, buscamos recursos em Brasília para melhorar a infraestrutura da Polícia, trouxemos de volta o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado – GAECO, que estava fora de Uberaba há dez anos, a Delegacia de Homicídios, tudo isso com atuação política junto ao Estado e a União. Claro, se conseguirmos mais recursos vamos na direção de armar a nossa Guarda Municipal. Já autorizei o concurso para o aumento do efetivo da GM e estamos caminhando a passos largos para a implantação de um sistema de segurança monitorada mais avançada do que o modelo do Olho Vivo, com analíticos e softwares de identificação, por exemplo, de veículos roubados. Não podemos ficar de braços cruzados, mas temos todos, inclusive a comunidade que cobrar do Governador do Estado, da União que criou o Ministério da Segurança Pública, tamanho o problema no país. E ainda ir além da nossa responsabilidade constitucional para auxiliar naquilo que a gente pode avançar para melhorar a sensação de segurança da comunidade.

JM - As obras do BRT na avenida da Saudade começaram a deslanchar depois do carnaval, mas ainda não avançaram em outros setores, como Abílio Borges, no outro extremo. Vai dar tempo de concluir as obras até 21 de junho, que é a nova data estabelecida pela PMU? Além disso, terminados esses dois novos eixos, será possível iniciar as obras complementares de outros dois eixos ainda no seu governo? Projetos nesse sentido já estão prontos?

PAULO PIAU -
O BRT foi vítima da recessão do país que culminou nas dificuldades financeiras das construtoras. A prefeitura em acordo com a Caixa precisou assumir as obras que estavam muito atrasadas. Já avançamos muito mais desde então. Acreditamos que nesse ritmo possamos cumprir o prazo sim, pode até haver algum imprevisto, mas estamos trabalhando forte para cumprir. Havia uma perspectiva para execução do eixo norte mas não há projeto nesse sentido.

JM - Recentemente foram entregues à população duas praças completamente repaginadas, a Jorge Frange e a Carlos Gomes, ambas realizadas em parceria com a iniciativa privada. Acredita que esse sistema de parceria pode ser ampliado para outras praças de bairros e residenciais do Minha Casa Minha Vida, assim como para outros projetos em benefício da população?

PAULO PIAU -
Claro, a praça é da comunidade. É um modelo que vem dando certo e que queremos sim ampliar. As próximas parcerias já estão alinhavadas com a Praça da Paz e a Praça da Bíblia. Não podemos perder nossos espaços de convivência. A ONU afirma que uma cidade feliz é uma cidade em que o povo está nas ruas, convivendo. As praças são o melhor modelo desse conceito. Os equipamentos públicos, a nova iluminação de Led, as academias ao ar livre, tudo isso é para a comunidade e ela deve nos ajudar a zelar do patrimônio que é dela.

JM - O senhor tem afirmado que não vai desistir de trazer o gasoduto para Uberaba, muito menos vai desistir da fábrica de amônia. Quais são seus planos e quais as possibilidades reais desses planos se concretizarem? Já existem interessados ou pelo menos um trabalho técnico de prospecção para nortear as ações da sua administração?

PAULO PIAU -
Estamos afinados com a FGV - Fundação Getúlio Vargas para uma compilação de todos os dados já feitos sobre o empreendimento, tanto pelo Petrobras, Toyo Setal e outros envolvidos para fecharmos um estudo técnico de viabilidade voltado para investidores. Baseado na certeza da importância do agronegócio, o principal negócio desse país, mola mestra da economia. Segundo dados da FGV que nós estamos importando 75% de todo o adubo consumido no país. Isso é um absurdo, inaceitável. Nenhum país minimamente sério tem uma condição dessa natureza em algo tão estratégico. O que mostra que existe mercado. Precisamos alterar a parte fiscal e a parte de política de preço do gás, que já está sendo alterada, para que os investidores tenham ânimo para investir aqui. A Planta de Amônia tem mercado. No caso do fertilizante nitrogenado, que precisa da amônia, quase 90% é importado, isso é estarrecedor por um lado e por outro mostra que se tem mercado, tem negócio, isso é uma lei universal. A Planta de Amônia tem viabilidade de ser construída aqui sim. E o gasoduto tem várias iniciativas, a última delas é vindo de Ribeirão Preto. Portanto, as coisas estão caminhando. Claro que houve atraso, recuo da Petrobras, mas em função da Lava Jato que destruiu todos os seus planos e projetos ligados à área de fertilizantes. Mas com a retomada da economia, da confiança no país e com todo esse potencial de mercado, acredito no investimento privado para viabilizar a nossa Planta de Amônia. Estamos cumprindo o nosso dever de casa aqui até mais do que teríamos como responsabilidade diante de tudo isso que aconteceu na Petrobras que nos prejudicou, mas estamos confiantes.

JM - Quais serão as próximas etapas de trabalho para viabilização do projeto Intervales ainda no seu governo? Como pretende conseguir investidores para construção e gestão do aeroporto de cargas? Em quanto tempo esse projeto poderá estar operando 100%?

PAULO PIAU -
Depois da outorga concedida pelo Governo Federal estamos na fase do estudo documental de viabilidade econômica. O investidor, principalmente o internacional, precisa de dados, números que comprovem tudo aquilo que nós dissemos no vídeo. A nossa região é rica, é grande, tem potencial, tem infraestrutura e tem tudo para dar uma aula para o país. Estamos contratando uma consultoria de renome internacional para esse estudo para a comprovação daquilo que a gente sabe, o grande potencial do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Agora, prazo depende da economia brasileira, que já está dando sinais de recuperação. O Intervales como modal de logística já existe em parte, já temos a VLI, a rodovia duplicada, já temos investimentos de empresas previstos para a área e estamos buscando o Aeroporto. Posso assegurar que a coisa pegou e a procura tem sido muito grande. O importante é unir a região, através do G70, que são os 70 municípios e fazer o dever de casa que com certeza o potencial é enorme.

JM - Geralmente, a conquista de grandes empreendimentos para Uberaba ganha destaque na mídia, mas pouco ou quase nada se diz sobre os projetos voltados para pequenos e médios negócios. A PMU tem um programa específico para incentivar o pequeno empresário local, de modo a gerar emprego e renda? O que o Município tem feito nesse sentido e quais os resultados alcançados até agora?

PAULO PIAU -
Tem razão, às vezes o impacto do que vem de fora ganha mais destaque na mídia, mas na verdade o maior trabalho desenvolvido é justamente com as empresas locais. Desde o início do governo em 2013 a orientação foi de mudar a ótica que prevalecia até então. Nós priorizamos as empresas locais, principalmente as micro, pequenas e médias empresas com os mesmos incentivos que eram oferecidos às empresas de fora. Mudamos a Lei de Incentivo, oferecemos áreas com escrituras, melhoramos o atendimento ao empresário, criamos a Sala do Empreendedor e fomos reconhecidos pelo Sebrae. Por essas ações, Uberaba venceu duas vezes o Prêmio Prefeito Empreendedor do Sebrae. Hoje 80% da demanda e atendimento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo são do empresariado local. Nós não distinguimos tamanho, damos a mesma oportunidade para todos que quiserem empreender e gerar emprego em Uberaba com foco principal ao nosso empreendedor. Isso também foi uma quebra de tabu que se mostrou muito acertada. Com a retomada da economia brasileira acredito que muitas empresas que estavam aguardando o país da recessão, vão retomar seus investimentos e nós estamos prontos para receber e ajudar naquilo que for preciso para gerar emprego para nossa comunidade.

JM - Para encerrar, o calçadão da Artur Machado e a reforma do centro da cidade vão sair do papel ainda neste semestre? Quais as outras obras que o senhor pode garantir início ou conclusão até o próximo aniversário de Uberaba?

PAULO PIAU -
A obra vai começar sim, pois já temos dinheiro e a licitação está na fase final de recurso. A conclusão depende desse início, pois para todo o conjunto arquitetônico, que engloba o Calçadão, o quarteirão após a Avenida Leopoldino de Oliveira e a Praça Rui Barbosa o prazo de obra total é de seis meses. O que determinei é que devemos começar e terminar primeiro, o Calçadão, porque ali é uma obra que não pode parar sob hipótese nenhuma. Só o Calçadão terá um prazo máximo de pouco mais de 2 meses. O combinado é trabalhar dia e noite. Precisamos contar com a paciência da comunidade, sobretudo de quem mora ali no entorno, embora tenham poucas residências, porque a ordem é trabalhar dia e noite mesmo. Estamos buscando um contrato muito rígido, com clausulas rígidas, porque se o primeiro colocado na licitação não aceitar nossas regras, que deixe para o segundo e assim sucessivamente. Quem pegar ali tem que começar e terminar sem nenhum um dia de atraso, de tolerância ou alteração do cronograma. Não vamos aceitar. Não podemos prejudicar a população, sobretudo os comerciantes, pois queremos um centro revitalizado para servir a todos.
Temos outros projetos que esperamos começar esse ano. A Câmara já aprovou o financiamento junto a Caixa Econômica Federal, mas houve um atraso por problemas internos da Caixa, mas isso já está sendo retomado. A prioridade são os projetos que temos dos viadutos, para melhorar o trânsito, principalmente o da Fernando Costa, a recuperação da malha asfáltica de Uberaba, a canalização de córregos, como o Barro Preto, dos Carneiros e da Saudade. Temos cinco projetos de viadutos, com a liberação dos recursos temos tudo para iniciar esse ano sim esses projetos, claro dentro das prioridades. Portanto, até o final de 2020, muita coisa boa está prevista para Uberaba. Eu acredito demais nessa terra, nessa gente e espero que no nosso bicentenário, nós possamos entregar uma cidade melhor para nossa comunidade, dentro do conceito de cidade bonita, verde e segura.

 

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