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Diabetes aumenta em 25 vezes o risco de amputações

De acordo com a Federação Internacional de Diabetes, o Brasil tem cerca de 14 milhões de pessoas vivendo com a doença

Última atualização: 19/11/2017 - 20:37:35.

 

Não controlar adequadamente a glicemia e o uso correto de medicamentos, criam condições para complicações

De acordo com a Federação Internacional de Diabetes, o Brasil tem cerca de 14 milhões de pessoas vivendo com a doença. Nesse universo, cerca de um milhão de pacientes desenvolverão úlceras e 200 mil precisarão passar por amputações, das quais cerca de 40 mil levam o indivíduo a óbito.
O risco de uma pessoa com diabetes sofrer uma amputação é 25 vezes maior do que o de um indivíduo sem a doença, sendo que cerca de 10% dos pacientes podem sofrer amputação de membros inferiores, causada pelo pé diabético, por infecção, ulceração ou outra destruição do tecido dos pés.
“Esses números são muito preocupantes. Infelizmente, ao não controlar adequadamente a glicemia (nível de açúcar no sangue) e o uso correto de medicamentos, criam-se condições para o aparecimento de complicações que afetarão sensivelmente a qualidade de vida do paciente e da sua família”, esclarece o presidente da Associação Nacional de Atenção ao Diabetes, Fadlo Fraige Filho. Entre as complicações microvasculares da doença estão os danos nos nervos, que podem levar à diminuição da sensação de dor e agravar feridas existentes nos pés, bem como nos rins e nos olhos, que podem evoluir para insuficiência renal e cegueira, respectivamente.

Dados do Ministério da Saúde revelam que entre 40% e 70% de todas as amputações das extremidades inferiores estão relacionadas ao diabetes, sendo que 85% delas são precedidas de uma ulceração nos pés. “Se essas lesões fossem evitadas ou tratadas adequadamente na fase inicial, seria possível impedir a perda do membro, por isso são tão importantes a prevenção e o controle do diabetes”, completa o presidente.

O problema, no entanto, é muito mais grave, pois de 15% a 19% dos pacientes submetidos a uma amputação não sabiam que tinham diabetes e foram diagnosticados apenas quando a lesão se tornou crônica e complexa. Um em cada dois portadores de diabetes não sabe que tem a doença.

 

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