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Privatizações devem render R$ 500 bi, afirma Bradesco

Apesar disso, mercado tem receio que as promessas não sejam cumpridas

16/05/2019 - 00:00:00.

Foto divulgação

Uma das principais promessas de campanha de Jair Bolsonaro (PSL) foi a venda de empresas estatais e de economia mista. Hoje, existem 134 empresas estatais federais com controle acionário direto ou indireto da União. De acordo com estimativa do banco Bradesco, o governo conseguiria arrecadar R$ 500 bilhões com a privatização dessas companhias. Os dados foram calculados com base nos ativos e no orçamento já divulgado, que representa R$ 700 bilhões e R$ 800 bilhões. As informações são do jornal o Estado de S.Paulo.

"Há um potencial que pode alavancar bem o Brasil com a decisão do governo de sair de determinados ativos. Investidores internos e externos têm interesse em colocar dinheiro no Brasil", disse Marcelo Noronha, vice-presidente do banco, em entrevista coletiva no começo de abril. Do total arrecadado de R$500 bilhões, o Bradesco estima que de R$ 220 bilhões podem ser obtidos já nos dois primeiros anos de mandato. O maior montante viria da oferta de ações de empresas já negociadas na bolsa (R$ 100 bilhões).

Em seguida, viriam R$ 62 bilhões em transações de fusões e aquisições, e R$ 57 bilhões de aberturas de capital. Como herança do governo Temer, Bolsonaro já formalizou algumas concessões, como o leilão da Ferrovia Norte-Sul e o leilão de 12 aeroportos. Mas, para a venda de estatais do governo, é necessário uma reunião do Conselho do Programa de Parcerias e Investimento (PPI) para definir as empresas que seriam privatizadas. O encontro aconteceria em fevereiro, de acordo com o jornal Gazeta do Povo, mas foi adiado.

O receio do mercado, no entanto, é o recuo em relação a algumas estatais. Já foram feitos estudos para a venda dos Correios e da Eletrobrás, por exemplo, mas algumas perigam não vingar. A principal resistência está justamente no corpo ministerial. Apenas o Ministério da Economia está engajado de forma efetiva na mudança.

Tarcísio Freitas, ministro da Infraestrutura, já recuou em relação à privatização da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A Marcos Pontes, ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações também se recusa a vender seis importantes estatais sob a sua administração, incluindo os Correios. O banco – que também realiza ações como Leilão Bradesco - , por usa vez, sinaliza otimismo e diz estar preparado para participar dessas operações como assessor financeiro e ainda financiador dos negócios.
 

 

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