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Laudo aponta que agressor de Bolsonaro tem doença mental

Documento afirma que Adélio Bispo de Oliveira é inimputável, ou seja, não poderá ser punido criminalmente

07/03/2019 - 15:18:21.

Foto/Divulgação

Adélio Bispo de Oliveira foi preso na tarde de 6 de setembro, logo após esfaquear o então candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL), que fazia campanha eleitoral em Juiz de Fora

Laudo assinado por peritos indicados pela Justiça Federal aponta que Adélio Bispo de Oliveira, que confessou ter tentado matar o presidente Jair Bolsonaro (PSL), sofre de uma doença mental. Segundo o documento, o agressor é inimputável, ou seja, não poderá ser punido criminalmente pelo fato. 

A Justiça Federal aceitou denúncia contra Adélio por prática de atentado pessoal por inconformismo político, mas, mesmo ele tendo se tornado réu, a Justiça não pode julgar o caso. Adélio Bispo está preso desde o dia do crime, em 6 de setembro de 2018. 

A doença apontada pelo documento é transtorno delirante permanente paranoia. Segundo o laudo, ainda, Bispo afirmou em entrevistas com psicólogos e psiquiatras que não cumpriu sua missão e que iria matar o presidente assim que saísse da cadeia. 

Segundo o procurador da República Marcelo Medina, a perícia médica pedida pela Justiça Federal resultou em dois laudos, sendo um psiquiátrico e outro psicológico, e que eles divergem entre si. Há também divergências em relação ao laudo psiquiátrico particular apresentado pela defesa de Adélio no ano passado. Ele não informou quais são as divergências, restringindo-se a dizer que são relevantes. 

O laudo oficial deverá subsidiar a análise pela Justiça de um procedimento para investigar a sanidade mental do acusado. Caso Adélio seja considerado imputável, ele sofrerá o rigor da lei, enquadrado na Lei de Segurança Nacional; caso seja considerado semi-imputável, a ele será concedida redução da pena em caso de condenação; por fim, caso seja considerado inimputável, será aplicada medida de segurança. Nesse último caso, Adélio não poderá ser mantido encarcerado em presídio, podendo ser levado para um manicômio judicial pode tempo indeterminado – em cerca de dois anos, passará por novos exames psicológicos para avaliação. 

Facção. Vale lembrar que a Polícia Federal apura possível interesse do Primeiro Comando da Capital (PCC) no atentado em que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) foi vítima, em setembro do ano passado durante a campanha eleitoral. A corporação mostrou a Bolsonaro áudios atribuídos à facção criminosa, captadas pelo setor de inteligência. Eles sustentam uma das linhas de investigação de inquérito que apura se Adélio Bispo, o autor da facada, agiu a mando de alguém. Ainda, mandado de segurança concedido pelo TRF-1 suspendeu as perícias e investigações de material apreendido no escritório e em estabelecimentos comerciais do advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior, que defende Adélio Bispo de Oliveira, o autor confesso da facada no então candidato à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL). A decisão impede a Polícia Federal de usar os dados extraídos do celular do advogado, que estavam sob análise dos agentes na superintendência da PF em Belo Horizonte, no segundo inquérito que investiga o caso. Caso contrário, a investigação como um todo poderá ser anulada judicialmente. 

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