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Uberaba, 22 de outubro de 2018 -

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CIDADE

“Carnaval da inclusão” do Bloco Maria Boneca abre dias de folia

Pelo 14º ano consecutivo, a Fundação Gregório Baremblitt organiza o bloco que tem ainda a participação do Centro de Atenção Psicossocial ao dependente de Álcool e Drogas e de universitários

- Por Geórgia Santos Última atualização: 10/02/2018 - 08:10:25.

Sandro Neves


Com a tradicional bandeira do Bloco, centenas de pessoas levaram alegria às ruas centrais da cidade neste sábado

Desfile do Bloco Maria Boneca abre o Carnaval de Uberaba. Realizado há 14 anos, Bloco da Fundação Gregório Baremblitt, que também tem a participação dos integrantes do Centro de Atenção Psicossocial ao dependente de Álcool e Drogas (Caps AD) e de alunos de universidades, já se tornou tradição. O evento aconteceu na manhã desta sexta-feira (9) e reuniu cerca de 300 pessoas.

Com o propósito de levar diversão para as ruas, o bloco também leva mensagem de alegria e vida, mostrando a importância da inclusão, construindo uma sociedade onde cabem todos, além de retirar do imaginário popular a ideia do “louco perigoso”.

“Com o decorrer dos anos, percebo que as pessoas estão mudando a forma de pensar. A realidade melhorou muito. Antes no país não existia relação com os doentes mentais, que ficavam presos em hospitais psiquiátricos até a morte. Com a rede CAPs isto está mudando. E depois de 14 anos que realizamos o desfile percebemos que as pessoas estão mais receptivas, algumas saem nas janelas para receber o desfile. E os pacientes distribuem mensagens de otimismo e convivência e assim vamos construindo essa relação”, relata o diretor da Atenção Psicossocial de Uberaba, Sérgio Henrique Marçal.

Por sua vez, a psicóloga da Fundação Gregório Baremblitt, Aurélia Germano Januário, destaca que o propósito do Bloco Maria Boneca é mostrar à população que não existem diferenças. “O evento já se tornou uma tradição, marca o início do carnaval na nossa cidade. E com o passar dos anos, pelo que pude perceber, as pessoas estão mais abertas às diferenças, sem preconceito, fazemos o carnaval da inclusão”, explica Aurélia.

O desfile, que começou na sede da Fundação Gregório Baremblitt e terminou na Praça Rui Barbosa, teve muita folia durante toda a manhã.  

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