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Heineken anuncia acordo para compra da Brasil Kirin Holding

A transação é equivalente a 664 milhões de euros, equivalente a quase R$2,2 bilhões. As marcas de cerveja da Brasil Kirin incluem Schin, Baden Baden e Eisenbahn

Última atualização: 13/02/2017 - 14:54:33.

 A Heineken anunciou a promoção de um acordo com a empresa japonesa Kirin Holdings Company, para a aquisição da fabricante brasileira de cervejas e refrigerantes Brasil Kirin Holding. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (13). Com ele, a companhia holandesa afirma que irá se tornar a segunda maior empresa de cerveja do Brasil.

A transação é equivalente a 664 milhões de euros, equivalente a quase R$2,2 bilhões. As marcas de cerveja da Brasil Kirin incluem Schin, Baden Baden e Eisenbahn.

O grupo japonês considerou, em comunicado enviado ao mercado, que os riscos associados com a economia brasileira e a competitiva indústria cervejeira do país limitavam a possibilidade de transformar a Brasil Kirin em um negócio rentável.

A Heineken argumenta que transação vai transformar o negócio existente da empresa em todo o país, ampliando a presença da firma, aumentando a escala e fortalecendo ainda mais o portfólio de marcas.

Investimento em números. A empresa japonesa investiu cerca de 300 bilhões de ienes (US$ 2,938 bilhões) na compra da brasileira Schincariol, em 2011, que, na época, era a segunda maior fabricante de cerveja do país. Posteriormente, ela foi rebatizada como Kirin Brasil. Em 2015, essa subsidiária fechou com perdas de 114 bilhões de ienes (US$ 1,004 bilhão), obrigando a Kirin a vender uma das fábricas no Rio de Janeiro para a Anheuser-Busch InBev (ABI).

Em setembro de 2016, o grupo japonês começou negociações com sócios potenciais com o objetivo de associar-se para revitalizar as operações da Brasil Kirin. Com isso, a intenção era debater o grau de cooperação em produção, distribuição compartilhada e abastecimento para reduzir custos. Isso tudo após a Brasil Kirin ter caído para a terceira posição entre os produtores de cerveja do país.

Por fim, a Heineken - que controla a Bavaria no mercado brasileiro - se ofereceu para comprar a filial da cervejaria japonesa.

Importante lembrar que o Brasil é o terceiro maior mercado em venda de cerveja do mundo, depois de China e Estados Unidos.
Com informações do Portal G1!

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