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ESPORTE
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ESPORTE
01/03/2018

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 Divulgação


Apenas 14% jogam o ano todo, disputando Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro

Em 2009, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tinha 783 clubes profissionais registrados. Hoje, tem 722. Em oito anos, o Brasil perdeu 8% dos seus clubes e, se o futebol brasileiro não encontrar um modelo sustentável de desenvolvimento, a tendência é piorar.

Praticamente 90% dos clubes registrados na CBF jogam em média 19 partidas por ano, poucos participam da Copa do Brasil e a maioria só tem atividade durante o respectivo Campeonato Estadual, demitindo em seguida seus atletas, treinadores e comissão técnica. Apenas 14% jogam o ano todo, disputando Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro, e 1% jogam até demais, chegando a mais de 70 partidas por ano, prejudicando a própria rentabilidade das partidas, treinamentos da equipe e preparação física dos atletas.

No Brasil, poucos clubes jogam muito e quase todos jogam muito pouco! Um estudo, feito pela Fundação Getulio Vargas (FGV) para a Secretaria Nacional de Futebol do Ministério do Esporte, aponta que se todos os clubes que só jogam durante quatro meses por ano jogassem o ano inteiro, haveria a geração de 25 mil novos empregos e R$ 600 milhões por ano no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

Na Inglaterra há 22 divisões e sete mil clubes, na Alemanha, sete e 3,4 mil, na Espanha, nove e 3,2 mil. Nenhum clube europeu joga mais de 60 vezes por ano. Mesmo assim sofremos essa globalização de mão única em que clubes europeus têm mercado no Brasil, mas clubes brasileiros não têm no exterior. É preocupante que se venda mais camisas estrangeiras que nacionais no Brasil e partidas brasileiras tenham menos audiência no país que jogos da Champions League, exibidos até em salas de cinema.

Em 2017, anunciantes investiram US$ 205 bilhões na internet e US$ 192 bilhões na TV. A audiência de futebol está envelhecendo: em 2006, a idade média era 39 anos, hoje, 43. Nas gerações anteriores a 1980, 45% das pessoas preferem esportes e 13% e-sports; na geração do Milênio (19 a 38 anos), 27% preferem esportes e 27% e-sports. Alguma dúvida sobre o acontece a partir da geração Z (8 a 18 anos), onde apenas 31% assiste esporte ao vivo, contra 51% na geração X (39 a 58 anos)?

Essa tendência de enfraquecimento do futebol brasileiro, felizmente, não é irreversível. Só não se pode esperar resultados diferentes repetindo as mesmas práticas. O caminho passa pelo resgate do modelo de financiamento original dos clubes, que surgiram graças ao esforço dos seus membros, agora com a escala global da rede.







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