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CRNICA DO DIA
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CRNICA DO DIA
09/07/2017

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É comum afirmar que o Brasil possui instituições sólidas e confiáveis que suportam as intempéries políticas e econômicas, garantindo a manutenção do estado geral de direito em quaisquer circunstâncias. Data venia ser essa a opinião reinante entre pessoas a quem respeito muito, começo a discordar.

Primeiro cito o caso do premiadíssimo acordo de delação com os donos da JBS e adjacentes em que se concedeu imunidade aos delatores, criminosos confessos, em troca de denúncias que atingiram políticos de todas as cores partidárias e, acima de tudo, o presidente em exercício do país. Sem entrar no mérito das delações, o que se depreende desse acordo, referendado pelo plenário do STF, é uma tremenda injustiça para com todos os outros delatores, que, sem exceção, receberam como recompensa apenas a redução das penas, e não sua extinção pura e simplesmente. Essa decisão colocou em suspeição órgãos da máxima respeitabilidade, por conduta desigual para crimes semelhantes.

Reporto-me também a um outro ícone do Brasil, a poderosíssima Rede Globo. Que massacre ao presidente ela tem perpetuado! De forma clara, velada e até irritante, ela enquadrou todos os seus comentaristas proibindo-os de discordar de sua linha de ação, coisa que sempre fizeram quando as denúncias de corrupção envolviam ex-presidentes. Não se limitou a informar, fez e está fazendo verdadeira indução aos fatos. Será que essa tendência tem a ver com o bem do país ou com interesses comerciais e outros, não revelados à luz do dia? Volto a insistir. A despeito da gravidade dos fatos, essa conduta ostensiva só leva ao descrédito.

Mais um exemplo da fragilidade das instituições no Brasil foi o caso em que a Anvisa, que é o órgão regulador da comercialização de medicamentos, viu-se atropelada pelo Congresso, que permitiu a venda de remédios para emagrecer, antes proibidos . Que bagunça é essa? Quem dita as regras? Estamos vivendo uma época de atropelos nada boa para a democracia brasileira. Quando as instituições se sobrepõem e usurpam funções umas das outras, o risco de turbulência aumenta consideravelmente, deixando nossa bandeira com vergonha de ostentar os dizeres “ordem e progresso”.

Marcia Moreno Campos







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