Publicidade Rdio JM
Canais Facebook Twitter RSS RSS
Play Store App Store Estúdio Ao vivo
EDIÇÕES ANTERIORES:
  | 
BUSCA:     
Você está visitando a Edição do dia 28/02/2018

 
CRÔNICA DO DIA
Tamanho do texto: A A A A
CRNICA DO DIA
28/02/2018

Compartilhar:



 História e bacalhau!


Assim que chegamos a Portugal, ao lado do hotel, na parte central e histórica de Lisboa entramos de cabeça nos fatos e personagens comuns entre nós – brasileiros e portugueses. Uma ampla e bem cuidada praça dedicada a D. Pedro IV de Portugal e D. Pedro I, do Brasil, lugar que também abriga o Teatro D. Maria I, filha dos imperadores do Brasil. Daí em diante, estávamos sempre relembrando os fatos em suas conexões que aproximam sobremaneira as duas histórias. Em Sintra, no Palácio da Pena, vemos numa parede a dinastia comum entre os dois países – não temos aqui tantas referências ao tempo imperial brasileiro tão fugazmente discutido e presente na nossa memória.

Uma característica marcante deste tempo em Portugal foi perceber o quanto estamos ligados pela nossa história comum; somos um grupo em vínculo permanente e complementar – o descobridor e o descoberto. Este não se desvencilha já que um caracteriza e enobrece o outro.

Os conhecidos marcos dos descobrimentos que incluem a Praça do Império, a Torre de Belém, o Mosteiro dos Jerônimos, o Centro Cultural, e o Museu Nacional de Arqueologia rivalizam em grandiosidade e magnificência aos congêneres relevando a importância desse espírito português de busca expansionista, fator de origem e presença dos descobridores em regiões díspares e distantes como Índia, África e Brasil. A península Ibérica, palco de grandes e repetitivas batalhas de dominação, empurrou os portugueses e espanhóis a aventurarem-se além dos limites oceânicos, numa bravura tenaz e frutífera. Assim conseguiram aumentar, sobremaneira, suas fontes de riqueza e alimento escasso em região pouco fértil.

A freguesia de Belém caracteriza como nenhuma outra a “alma portuguesa”, ou seja, tudo aquilo que identifica culturalmente Portugal e seu povo. Lá estão registrados em pedra os descobridores e seus reis, o acesso aos outros lugares pela água, a religiosidade e os doces. Defesa, masmorra, canhão, acesso, coragem, sofrimento, vida religiosa e oração. Estes qualificativos esclarecem aos outros povos a essência portuguesa. Por toda Lisboa presenciamos os ícones culturais: em cada ladeira íngreme um castelo, uma igreja, um convento e panteões nacionais. Nas ruelas os melhores restaurantes, as melhores adegas, a música e a presença maciça de brasileiros que agora curtem o turismo Alentejo.

Quando falo da viagem a Portugal sempre tenho que responder ao questionamento sobre o bacalhau: comeu bastante bacalhau, gostou, qual refeição agradou mais seu paladar? A cozinha, que se assemelha à nossa, primoriza também por grandes e eloquentes diferenças: o bacalhau tem sabor sem ser apimentado; ele nada no azeite de sabor incomparável.


Ilcea Borba Marquez – psicóloga e psicanalista
e-mail – ilceaborba@gmail.com

 







AS EMPRESAS DO GRUPO JM DE COMUNICAÇÃO
JM Magazine JM Online JM JM Extra JM Rádio Vitória
Todos os direitos reservados ao Jornal da Manhã © 2018