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CRÔNICA DO DIA
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CRNICA DO DIA
23/01/2018

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 Vou iniciar esta crônica sentindo profundamente uma Dor… Essa expressão pode ser incitada por terceiros, por tragédia, pela Vida inacabada (exatamente para qual vos escrevo nesse momento), por alegria – sim, existem pessoas que se alegram com a Dor, vide condenados norte-americanos executados nos sistemas prisionais assistidos pelas famílias afetadas. E a Dor astral. Essa, ninguém lhe consegue extirpar!

Anteriormente enalteci algumas palavras sobre Morte… sequer comentei sobre esse contexto ou sentimento parecido. Fui escuso? Fui omisso? Ou fui perseverante? Para alguns, morrer sem Dor é o ideal. Será?

O que a Dor significa para nós? Por que sentimos Dor? Ora, médicos doutores podem responder essa pergunta em um piscar de olhos! Somos seres orgânicos, temos células nervosas que nos “avisam” quando algo ou alguém tenta imputar circunstância relevante contra o nosso próprio organismo! E uma dessas reações fisiológicas é a Dor!

Entretanto, existe, ou “aparece” uma Dor realmente fulminante: Aquela pela qual você se enxerga envolto de momentos, de acontecimentos marcantes e que, pelo esforço total de sua Vida, acha que fora tudo em vão. E então, acontece uma bifurcação extraordinária (para o Bem ou para o Mal): O que vivi, valeu a pena? Tudo que fiz, fora positivo? Exerci meu dever como “amigo”? Como “Irmão”? Ou preferi passar o dia a dia fazendo o que outros fazem, e abraçando simplesmente a minha família (que é o Bem maior)?

Saiba que algo – ou alguém, pode lhe responder essa pergunta. Quem seria? Seu Músculo Supremo! Sim, ele entra em arritmia quando precisa, ultrapassa situações pelas quais você nunca pensaria passar, mas eis algo que existe dentro de ti que sempre lhe guia! E você, e eu vou afirmar isso, por muitas vezes raramente dá razão a esse batimento! Eis aqui a Dor surgindo… e propagando-se…

E, sendo assim, até quando conseguirei “controlar” a minha Dor? Sentirei mais do que sinto hoje, ou será que tudo isso que sinto, sumirá amanhã? Vai Saber…

• Vai Saber é uma obra de Guilherme Oliveira Magalhães. 
• Crônica escrita em 19 de janeiro de 2018 – in memoriam para Dolores O’Riordan (15/01/2018)







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