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REGINALDO LEITE
03/12/2016

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# 21 – ABU DHABI – UMA FINAL POLÊMICA

 Depois de vinte e uma etapas, o campeonato de 2016 conheceu o vencedor. Nico Rosberg, enfim, conseguiu realizar seu sonho de tornar-se campeão do mundo de Fórmula 1 ao terminar em segundo lugar o Grande Prêmio de Abu Dhabi. E como o próprio Nico disse, contra um grande rival, um ser conhecido como Lewis Hamilton.

Estranho. A grande polêmica de tudo foi o fato de Lewis correr devagar. Isso é até engraçado, correr devagar. Como Hamilton precisava ganhar – para isso, Nico só poderia ser o quarto – então o inglês lutou para que a Red Bull (Verstappen) e a Ferrari (Vettel) tomassem o segundo e o terceiro posto de Nico. Essa conduta irritou até o estado maior da equipe Mercedes.

Educado. Nico, apesar dos pesares, conseguiu ser educado e político em sua opinião sobre o rival e companheiro de equipe ao elogiá-lo, depois da bandeirada final. Educado e político, essa declaração só confirma o tipo de personalidade do campeão. Um ser bem-educado.

Rivalidade. As carreiras de Nico e Lewis se cruzaram bem cedo. Quando ainda eram jovens, os dois tiveram a sorte de ser patrocinados por um programa de apoio a jovens pilotos pela Mercedes. Correm juntos desde o Kart.

Diversidade. Nico ingressou no esporte pela carreira do pai, Keke. Lewis era de origem humilde. Porém, os dois tiveram quase as mesmas condições, do alicerce ao acabamento. Com a diferença de cultura entre eles. Nico estava no esporte, mas não largou os estudos. Lewis não pôde usufruir disso. E assim seu foco foi apenas nas pistas.

Resumindo. Nico Rosberg foi tipo um menininho criado a cheque e Lewis teve que lutar, e muito, para conseguir se firmar no esporte. Sorte dele que tanto Mercedes e McLaren o adotaram desde cedo.

Dividido. O paddock e os fãs ficaram divididos. Os torcedores do Nico não gostaram da manobra de Hamilton, a la Villeneuve. Já os fãs de Lewis o apoiaram. E o próprio Lewis alegou que não quebrou as regras. (Do regulamento não, mas da equipe sim).

E ainda deu uma de bebê chorão, dizendo que só seu carro sofreu quebras. Uma atitude um tanto quanto feia a do inglês. Tipo a de um mau perdedor.
Regulamento. Na verdade, Nico Rosberg, depois do GP do Japão,  simplesmente deixou de lutar por vitórias e correu só marcando Lewis. Foi assim nos EUA, México, Brasil e Abu Dhabi. Como dizem por aí, correu com o regulamento debaixo do braço. Não é errado e nem contra as regras, porém vai contra a essência do esporte. Tira a graça. Na verdade, os dois lutaram com todas as armas que tinham para ganhar, e venceu aquele que usou melhor a cabeça e não os braços.

De novo. A Red Bull levou Ricciardo ao sacrifício, de novo, ao obrigá-lo a parar com dez voltas quando estava calçado com pneus macios. Já o queridinho da equipe, com o mesmo tipo de pneus e com agravante de ter sofrido uma rodada na volta inicial, conseguiu completar dez voltas a mais com seu jogo de pneus.

A fila anda. Massa e  Button, depois de bela trajetória na categoria, se despediram em Abu Dhabi. Para o lugar de Massa entra o jovem e milionário Lance Stroll. E no lugar de Button volta Stoffel Vandoorne que fez somente uma etapa e conseguiu pontuar. Button afirma que vai tirar um ano sabático por conta própria. Já Nasr, aparentemente também vai para um ano sabático, só que contra a sua vontade.

Uma ótima semana!







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