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SOBRE RODAS
17/02/2018

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Chrysler Pacifica para a Waymo, ligada à Google

A cidade americana de São Francisco, na Califórnia, virou palco da briga homérica entre Uber e Google, duas gigantes da tecnologia, e ganhou novo capítulo recentemente. No início deste mês, aconteceu julgamento de denúncia feita pela Google, que acusa a Uber de ter roubado projetos e tecnologias para a construção de seus próprios carros autônomos.

A briga é válida, já que pode ser a chave definitiva para decidir quem sairá na frente no lançamento da tecnologia dos carros autônomos no mercado. E o resultado foi acordo milionário. A Uber aceitou pagar 245 milhões de dólares à Waymo – a expectativa era de receber 1,9 bilhão de dólares, além de um pedido público de desculpas, que certamente não vai acontecer. O novo CEO da empresa de mobilidade, Dara Khosrowshashi, apenas manifestou “arrependimento” pelas ações da empresa em comunicado, reafirmando que a Uber, no entanto, não utilizou nenhum possível segredo da Waymo.

Trocando em miúdos, a Google está ligada à Waymo, cujos carros autônomos já estão sendo testados há anos. Em contrapartida, a Otto, especializada em tecnologia autônoma para caminhões, foi adquirida em julho de 2017 pela Uber, após acordo na casa dos 680 milhões de dólares.

Pois bem, o fundador da Otto é Anthony Levandowski, engenheiro principal na Waymo, que pediu demissão e foi trabalhar na Uber, após sua startup ter sido comprada pelo grupo. Até aí, tudo poderia ser uma dança das cadeiras normal no alto-executivo empresarial.

Mas quando e-mails da Otto foram copiados não-intencionalmente a funcionários da Waymo, descobriu-se haver “semelhança impressionante” no projeto para carros autônomos de ambas. Entre elas, sensores em 3D que continham “elementos secretos” que levaram sete anos para ser desenvolvidos – e a Uber teria cumprido o mesmo feito em nove meses.

Ainda de acordo com a denúncia, Levandowski teria baixado mais de 14 mil arquivos confidenciais do programa de carros autônomos antes de pedir demissão da Waymo.

A Uber negou tudo. A gigante de mobilidade urbana alega que os dados baixados por Levandowski nunca chegaram ao seu conhecimento e que o projeto autônomo já estava em desenvolvimento antes da compra da Otto e da contratação do engenheiro. A Uber nega, ainda, que a tecnologia de seus sensores seja semelhante às desenvolvidas pela rival. Mesmo assim, Levandowski acabou afastado do programa de carros, após as acusações e, posteriormente, foi demitido, sob a alegação de que ele se negara a auxiliar no processo jurídico.

Carro autônomo desenvolvido pela Volvo para a Uber







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