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24/09/2017

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  Sandro Neves

Leandro De Vito afirma que a ultrassonografia mamária não substitui a mamografia, pois os dois exames se complementam

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), em 2016 e 2017, aproximadamente 600 mil pessoas vão desenvolver algum tipo de câncer no Brasil, dos quais cerca de 180 mil serão de pele; 61 mil, de próstata, e 58 mil, de mama. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o principal problema é a demora no diagnóstico da doença. A indicação médica para a realização desse exame é vista por muitas mulheres como um castigo, uma verdadeira tortura medieval, mas a injustiçada mamografia tem salvado milhares de vidas de pacientes anualmente em todo o mundo. 

Para o mastologista Leandro De Vito, a incidência do câncer de mama tem aumentado de forma alarmante, tornando-se um problema de saúde pública. “As mudanças do hábito de vida impostas às mulheres pela sociedade moderna têm contribuído sobremaneira para o agravamento desse problema. Elas, em razão da sua dupla jornada de trabalho, têm adquirido maus hábitos de vida. Estresse, ganho de peso, sedentarismo, menos tempo para amamentar, ter filhos mais tarde e após a consolidação profissional, sem dúvida, são fatores, além da herança genética, que contribuem para a triste realidade que estamos vivenciando”, alerta o profissional.

Nesse panorama, o especialista ressalta que a polêmica mamografia, mesmo com toda a sua imperfeição, continua sendo o melhor método para a detecção precoce do câncer de mama na população de mulheres acima dos 40 anos. “Agora, mais moderno com a tecnologia digital, o exame ampliou sua capacidade de detecção de pequenas alterações que podem representar a doença ainda na sua fase mais inicial e oferecer a possibilidade de cura próxima de 100%”, afirma De Vito.

Ao contrário do que se pensa, o médico afirma que a ultrassonografia mamária não substitui a mamografia, pois os dois exames se complementam em muitos casos, aumentando a possibilidade de diagnóstico. “Sempre digo que Uberaba é uma cidade privilegiada, diferente da realidade de muitos municípios do Brasil, onde sempre existiu uma preocupação por parte de seus governantes com as políticas da saúde da mulher, onde elas têm acesso a exames de mamas de altíssima qualidade custeados integralmente pelo serviço público. Nós, mastologistas, especialistas em doenças das mamas, recomendamos o acompanhamento e a realização do exame anualmente após os 40 anos para todas as mulheres”, conclui o mastologista.

 







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