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SADE
29/10/2017

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 Foto/Reprodução

Lei de 2016 impõe às instituições de ensino – públicas e privadas – o dever de adotar práticas de combate, conscientização e prevenção ao bullying

Apelidos pejorativos, constrangimento público e ataques físicos são alguns dos problemas enfrentados por quem é vítima de bullying. Recentemente, diversos casos desse tipo de violência vieram à tona, gerando mais violência entre os envolvidos. Para a psicóloga clínica, especialista em saúde mental em Uberaba, Fernanda Bosco, o bullying no ambiente escolar é o espelho de uma sociedade intolerante, na qual cada indivíduo adoecido produz e reproduz comportamentos e valores de acordo com seu contexto.

Fernanda Bosco argumenta que, geralmente, nas escolas as crianças e adolescentes extravasam suas perturbações e inquietações psíquicas. “É por meio de um comportamento agressivo ou de excessivo retraimento que a vítima ou aquele que comente o bullying se expressam”, avalia.

É importante que pais, amigos e a equipe escolar fiquem atentos aos sinais dados por quem sofre esse tipo de agressão. Segundo a especialista, entre os sintomas emocionais está a falta de interesse pela escola, sentimento de incapacidade, isolamento, notas baixas, ataques de fúria e impulsividade. “Já os sintomas físicos englobam o choro constante, problemas para dormir, feridas no corpo que a criança/jovem diz não saber como surgiram, falta de apetite, dores de cabeça e na barriga várias vezes ao dia”, revela. Diante disso, é recomendado que os responsáveis conversem com a criança ou jovem, assim como com os professores, e marquem uma sessão com um psicólogo para tratamento e orientação.

Fernanda Bosco destaca, ainda, a necessidade de cuidado por parte das escolas. Segundo ela, em fevereiro de 2016, tornou-se lei o combate à intimidade sistemática, que impõe às instituições de ensino – públicas e privadas – o dever de adotar práticas de combate, conscientização e prevenção ao bullying. “Precisamos falar sobre o que dói, ensinar que as pessoas e a vida vão nos frustrar e que devemos buscar uma maneira saudável de lidar com a emoção e jamais incentivar o ódio ou a revidar, muito menos agir de forma impulsiva e agressiva”, pontua, destacando a importância e a necessidade de acompanhamento psicológico. “Muitas vezes, a criança ou o adolescente se sente mais seguro e confortável em falar com um profissional capacitado a ajudar”, completa a psicóloga.

 







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