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PAULO BORGES
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PAULO BORGES
21/08/2009
Paulo Fernando Borges - paulofernando1981@gmail.com

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Existe um limite para o nosso corpo. Não tenho dúvidas disso. Somos como motores de carro. Se não cuidarmos, não nos abastecermos e se exigirmos mais do que ele pode aguentar, uma hora ele, o corpo, não aguenta mais. O motor funde, a cabeça entra em parafuso e tudo para. É assim. Para alcançarmos a saúde do corpo, praticamos exercícios físicos ou adotamos algum esporte. A ideia nos dois casos é conciliar prazer e saúde. Correr só por obrigação, por exemplo, é muito chato.
 
No entanto, a busca da superação dos limites, de conseguir quebrar recordes, de ganhar fama e dinheiro, tem feito com que a prática esportiva maltrate esse nosso bem tão precioso: o corpo humano. Coitado do corpo! Não há medalha que pague esse sentir dores por causa de dias e dias de exaustivos treinamentos. Nenhuma medalha de ouro vale a pena, quando a moeda de troca é o sofrimento do corpo. Usain Bolt, recordista mundial nos 100 e 200 metros livres, deve sentir dores à noite. Duvido que não. Ele pode estar feliz, sorrindo e sonhando. Mas seu corpo – diga-se, sua máquina – está sofrendo.
 
Não fomos feitos para isso. Não fomos feitos para viver, dia após dia, levando nosso corpo ao limite máximo. Assim como uma linha de costura não foi fabricada para ficar sustentando o peso de um tijolo. Com o tempo, ela arrebenta e assim é com o nosso corpo: vem as contusões, necessidade de cirurgias complicadas e mais sofrimento. Não vale a pena. Os recordes, como diz o nome, serão recordados, lembrados. Mas a vida de atleta é curta. E a lembrança humana também. Vão-se as pistas, piscinas e campos, e ficam o atleta e seu corpo, sozinhos, cara a cara. E o que sobra? Dor. Dor física, dor do esquecimento e a certeza de que houve exagero na dose. A pratica esportiva, mesmo a nível de competição, deve sempre prezar primeiro o bem-estar do atleta. Isso não está acontecendo. Sou totalmente contra esses esforços absurdos, em busca de quebra de recordes e medalhas ou troféus. Antes de tudo, deve haver o prazer por competir e não a obrigação de vencer.






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