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FALANDO SÉRIO
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FALANDO SRIO
31/01/2018
Wellington Cardoso Ramos - wellingtoncardoso@terra.com.br

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François Ramos – Redator Interino

Cultura
A violência no Brasil registra números impressionantes. Documentário produzido pelo jornal O Globo revela que entre 2001 e 2015 ocorreram 786.870 homicídios, o equivalente à população de João Pessoa. O país encontra-se imerso no que os especialistas têm chamado de cultura da violência.

Problema

Não existe região imune: a BBC chama nossa atenção para o fato de que o crime organizado está levando terror a todos os cantos do Brasil ao destacar que a “Guerra de facções torna Rio Branco, no Acre, a capital onde os homicídios mais aumentam”.

Hein?!
É preciso acordar: Enquanto os cariocas abraçam a Lagoa Rodrigo de Freitas, uma criança é estuprada a cada cinco dias nas escolas do Rio de Janeiro.

Inacreditável
A Uberaba pacífica do prefeito Hugo Rodrigues da Cunha no final dos anos 1980 hoje presenteia o Chefe do Executivo municipal com uma realidade na qual o povo tem medo de se tornar vítima da violência absurda, que como dito, vem sendo chamada de cultura.

Solução
O Estado, pra justificar a falta de investimentos e a incapacidade de prover a segurança pública, empurra responsabilidades (que na realidade são dele) pra todo lado. Vive dizendo que o número de ocorrências violentas diminuiu. Será que já acordaram para o fato de que um povo incrédulo em relação às instituições que deveriam protegê-lo simplesmente não as procura?

Compartilhado
O discurso estatal contempla ainda a afirmação de que segurança é responsabilidade de todos, mas o que falta ainda? Muros de 3 metros, com cerca elétrica e concertina o povo já fez. Alarmes e câmeras foram instalados. Denúncias são feitas após vencer uma burocracia grotesca e para quê? Descobrir que não existem viaturas. Às vezes falta até mesmo combustível.

E a polícia?
Num contexto como esse, fica a cada dia mais inerte. É capturar o bandido que uma militância fervorosa aparece pra ver se está tudo bem com essa vítima da sociedade. Se chegam atrasados tem sempre a audiência de custódia pra ver se os policiais “trataram bem” o cidadão infrator. E com a vítima? Ninguém se preocupa?

O Povo

Mas tenho que reconhecer, o povo também colabora. Quer doutrinar marginal com a “cultura da paz”. E dá-lhe passeata de camiseta branca, vela na mão, muita oração e John Lennon no coração. É falar em endurecer com a criminalidade, aumentar penas e dar para a polícia condições de agir que não dá outra: o motivo das passeatas e das postagens no Facebook muda na hora: É preciso abolir o Estado opressor!!!

Depende?
Isso sem falar que quando surge uma proposta de solução, a receptividade depende de onde ela vem!!! Os grupos feministas que tanto defendem ações contra o estupro não apoiam o projeto de lei que exige a castração química do condenado para que ele possa progredir para o regime aberto. Por quê? Quem assina é Bolsonaro.

Mi-mi-mi

O tráfico de drogas é outra questão polêmica. Famílias de todos os grupos econômicos defendem que a violência é culpa do traficante, mas não reconhecem a participação daquele que consome drogas e alimenta de cartuchos as armas que matam em nome do “prazer” de fumar um baseado.

Proerd

Poucos são aqueles que reconhecem o verdadeiro valor do Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd) desenvolvido com excelência pela Polícia Militar nas Escolas de Uberaba. Porque bom mesmo é falar mal da polícia até precisar dela!

Política
Quando assistimos ao noticiário vemos como os valores do brasileiro foram distorcidos. É constante a defesa de que um bandido não pode ser preso porque outros ainda não foram condenados. Pela igualdade constitucional não deveriam pedir que todos fossem investigados e se culpados condenados?

Contrassenso

É muito estranho ver “chiadeira” enorme porque um juiz mandou recolher o passaporte de político já condenado e com vários processos que podem ampliar a sua punição, enquanto poucos reclamam de ver o seu próprio passaporte comprometido se não fizerem o recadastramento biométrico para votar nas próximas eleições.

Pensando bem

As autoridades estão certas. A culpa é do povo. Afinal qual é a contribuição daquele que diz “roubou, mas fez” ou “roubou, mas ajudou o povo”? É o mesmo que você pegar o marginal fazendo “um limpa” na sua casa e ele te dar uma carona pra loja. Assim você compra tudo de novo pra que ele possa roubar de novo!

Exclusão
A violência não é culpa apenas dos pobres, excluídos, porque a maioria trabalha para por pão na mesa e pro bem do País. Não é só dos ricos, que dão emprego e ajudam a manter a vida por aqui bem melhor que na Venezuela. A culpa é do abraço inconsciente que a sociedade tem dado em uma cultura de completa ausência de valores e distante do conceito de família.

Jesus
Mas não é preciso se preocupar mais. O Brasil entrou em um novo conceito de fé: a doutrina da prosperidade! Deus resolve tudo. E já deu sua contribuição: nosso governo vai doar R$ 792 mil para o Estado da Palestina para a restauração da Basílica da Natividade, na cidade de Belém. Enquanto isso, nos hospitais-escolas do nosso País... falta tudo! Médico nem se fala!!!

Educação
Enquanto isso, nas nossas universidades públicas, mantidas com o dinheiro que pagamos em tributos, jovens que deveriam se dedicar à pesquisa de soluções para melhorar a vida dos brasileiros compõem rap’s e ensaiam coreografias em favor do ditador Nicolás Maduro. Isso, porque eles “aprendem” que golpe e ditadura só existem no Brasil e quando “o derrubado” é da esquerda.

Esperança
A esperança reside em ver que muitos indignados começam a perceber a barbárie que tomou conta de nosso país e mostram determinação em bani-la, entre eles milhares de jovens dispostos a abraçar valores diferentes daqueles que colocaram o Brasil neste caminho, que vale dizer, ainda não é irreversível.

DEDICATÓRIA
Dedico a coluna de hoje aos formandos do curso de Direito e Administração da FACTHUS e de Direito da UNIPAC (que hoje colam grau). Foi um grande prazer construir e reconstruir conhecimentos com vocês. Que Deus os ilumine nesse novo ciclo que se inicia e que possam todos contribuir na construção de um País melhor.

“Acreditar é essencial, mas ter atitude é o que faz a diferença.” (Anônimo)
 







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