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22/02/2018

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Se até na areia do deserto de Dubai há flores, por que não em Uberaba?


De volta!

De volta ao batente, compartilho com vocês algumas impressões sobre os Emirados Árabes, onde estive. Dubai e Abu Dabi, assim como Doha (Qatar) e Manama (Barhein) não passavam de deserto árido há 25 anos. Procurando água, eles acharam petróleo. De lá pra cá, o que se viu foi a transformação de areia fina em cidades futuristas, com gruas operando freneticamente por todos os cantos e paisagem repleta de arranha-céus com design moderno. Um cenário absolutamente estonteante. Os museus são ultramodernos e imponentes. Até o Louvre, de Abu Dabi, impressiona por sua arquitetura arrojada. Interessante, também, é que canteiros que separam pistas nas largas avenidas têm flores durante o ano todo. Isso mesmo: há tamareiras e flores no deserto, plantadas na areia, irrigadas com água do mar dessalinizada, cuidadas para encantar nativos e os milhares de turistas que desembarcam diariamente em Dubai e seus vizinhos. A beleza das cidades não é fruto exclusivo da riqueza do petróleo, mas principalmente do bom gosto e da visão de futuro de seus governantes. Como o petróleo vai acabar um dia, os Emirados estão investindo pesado no turismo, a indústria sem chaminés que multiplica riquezas.

Outro mundo
Erroneamente costumamos associar os árabes ao terrorismo e aos atentados sangrentos. Mas, ao contrário das facções criminosas que usam o islamismo como fachada, nos países do Golfo Pérsico não se vê sequer polícia nas ruas. Não precisa. Ninguém passa a perna no outro, muito menos pratica crimes de furto, homicídio, assaltos, arrastões... A religião (islamismo) é severa e impõe limites rígidos à população, como, por exemplo, a proibição do comércio e consumo de bebidas alcoólicas. Apenas nos hotéis de luxo a venda de bebidas é permitida. Eles acreditam – com razão – que o álcool estimula a violência.

Outra realidade
A poligamia é aceita sem discriminação nos Emirados. Mulheres são consideradas ser de segunda classe, tendo de andar dois passos atrás dos maridos e entrar pela “porta dos fundos” nas mesquitas, cobertas dos pés à cabeça com aquela roupa preta odiosa, sob o sol escaldante do deserto. Apesar desse atraso cultural, há pontos altamente positivos nos Emirados, como o fato de não haver corrupção, nem violência explícita como no Brasil. O sheik, por exemplo, dirige tranquilamente o próprio carro, sem ser escoltado por seguranças. Não precisa.

Mínimo – Sabe de quanto é o salário mínimo para os nativos, em Dubai? R$ 18 mil. Em Abu Dabi, R$ 25 mil. E ninguém tem de declarar imposto de renda, muito menos pagar tributos. IPTU? IPVA? ICMS? Que nada! Além do mais, não se vê mendigo nas ruas. Ninguém dorme debaixo de marquises. Certamente esse é o país que todos nós queremos: sem violência e com dinheiro no bolso.

Fora! –
Se os países do Golfo Pérsico têm prazer na criação de camelos e na abominável falcoaria, por outro lado não admitem motocicletas no trânsito das suas cidades. Nem bicicletas. Aliás, todo mundo tem seu próprio automóvel, trocado a cada dois anos, para não envelhecer a frota nas cidades. Linhas e estações de metrô são espetaculares. Tudo construído em menos de dois anos. Enquanto isso, nosso BRT se arrasta sem expectativa de conclusão de obras neste semestre...

Com a corda toda
Mudando de alhos para bugalhos, Marcos Jammal está com a corda toda em Brasília, onde assumiu cargo no Ministério das Cidades pouco antes do carnaval. Pra começar, recebeu duas missões do ministro Alexandre Baldi. A primeira, reestruturar o programa Minha Casa Minha Vida, que deverá adotar novos critérios para liberação de recursos. A segunda, estender para todo o país o programa de fiscalização da ocupação dos imóveis pelo sistema QR Code. Esse sistema, como se sabe, foi criado em Uberaba, na gestão de Jammal à frente da Cohagra.

Mais rigor
Em relação ao programa habitacional, ministro Alexandre Baldi pretende criar normas mais rigorosas para liberação de recursos para novas etapas do Minha Casa Minha Vida. Dentre outros itens em estudo estão a obrigatoriedade de inclusão de escola e equipamentos públicos nos novos núcleos habitacionais a serem construídos com recursos federais pelo país afora. Paralelamente, os canteiros de obras poderão ser transformados em alamedas de serviços para os moradores dos residenciais do Minha Casa Minha Vida. Nesses locais poderiam ser instaladas padarias, mercadinhos e comércio similar.

Curiango

A propósito, Jammal já ganhou apelido nos corredores do Ministério das Cidades: Curiango. Isso porque ele costuma sair do prédio onde trabalha por volta de 23h quase diariamente, tendo se tornando conhecido inclusive pelos seguranças do Ministério. É o último a sair...

Prata da casa
A advogada uberabense Bruna Angotti integrou o time de advogados que obteve a concessão de habeas corpus coletivo em favor de mulheres grávidas ou mães de crianças de até 12 anos que estejam cumprindo prisão preventiva (à espera de julgamento). Decisão da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal substitui a prisão preventiva pela domiciliar enquanto durar essa condição.

 







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