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03/02/2018

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Sandro Neves


BRT derrubou mais uma dezena de árvores da avenida da Saudade na manhã dessa sexta-feira, no quarteirão entre as ruas Alfen Paixão e Bento Ferreira. Será esse o “progresso” que merecemos?

Sem perdão
Para dar passagem aos ônibus do BRT, árvores centenárias e completamente saudáveis foram derrubadas impiedosamente na manhã dessa sexta-feira. Um crime imperdoável, praticado em nome do “progresso”. Mas que diabos de progresso é esse, que só emporcalha a cidade? Que substitui o verde da nossa paisagem pelo preto do asfalto? Que acaba com a sombra das árvores nas nossas ruas? Que enche nossos caminhos de inúteis sinaleiros pisca-pisca? Que corta nossas avenidas com grades horrorosas? Que nos espreme nas pistas apertadas de trânsito? Que torna a nossa cidade num lugar feio e triste? Será que é isso mesmo o que merecemos? Será esse o preço do tal “progresso”?
 
Natureza ameaçada
No ano passado vimos dezenas de acácias floridas serem ceifadas para dar lugar à pista de BRT, na mesma avenida da Saudade. Na época, a PMU alegou que as árvores seriam transplantadas em outras praças, mas não se tem a mínima notícia de confirmação dessa história, muito menos de sobrevivência das espécies. Não bastasse, a Secretaria de Meio Ambiente autorizou o corte de diversas árvores na Praça Rui Barbosa, como se todas estivessem “condenadas”. Tem mais: a mesma Semam autorizou o corte de uma paineira centenária no bairro Mercês, que só não veio ao chão graças à interferência pessoal do prefeito Paulo Piau. Mas até hoje a paineira está ameaçada de morte. Pergunto: até quando vamos continuar matando nossas árvores? Até morrermos todos de calor, ou sermos arrastados pelas enchentes no centro da cidade?
 
Dois pesos, duas medidas
O produtor rural que precisa desmatar área para plantar lavoura enfrenta uma dificuldade enorme para conseguir autorização dos órgãos ambientais. Se derrubar uma árvore, sem essa autorização, correrá até o risco de responder a ação civil pública movida pelo Ministério Público. Por que na cidade é tão fácil derrubar árvores, como se vê em Uberaba? Alguém tem uma explicação convincente para essa disparidade?
 
Alvo certo
Em vez de ficar derrubando árvores, a Prefeitura deveria capinar as praças e os canteiros centrais das avenidas onde ainda existem. Quer acabar com o verde, que pelo menos acabe com o verde certo...
 
Sujeira
Calçada da avenida Santos Dumont, quase esquina com rua Onofre da Cunha Rezende (Medalha Milagrosa), tem lixo amontoado há dias, sem que ninguém tome qualquer providência. No 3318-0800 (Fala Cidadão), a informação é que cabe ao proprietário do imóvel a  limpeza do passeio. Porém, mesmo registrando queixa na PMU, o processo passa por encaminhamento ao setor de Posturas, para fiscalização e notificação do proprietário. Até a sujeira ser retirada do passeio, sabe-se lá quantas pessoas vão se machucar ali ou o que a chuva poderá arrastar para entupir os bueiros...
 
Eleições

Ficou para depois do carnaval, mais precisamente no dia 21 deste mês, a eleição para renovação da diretoria da Amvale. Ao que tudo indica, o atual presidente, Ruy Ramos, deverá passar o cargo para o prefeito Paulo Piau.
 
Lenga-lenga

Embora já esteja definido que Marcos Jammal assumirá cargo no Ministério das Cidades (por méritos pessoais dele, diga-se de passagem), não é certo que o vereador Kaká Carneiro (PR) assumirá a presidência da Cohagra. Pelo menos não imediatamente. Tudo indica que haverá uma interinidade nesse processo de transição.
 
Sem alteração
Coordenador de Comunicação do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, Rogério Tavares, descarta qualquer possibilidade de descentralizar o atendimento aos eleitores para o recadastramento biométrico em Uberaba, como sugerido nessa coluna. Segundo ele, a abertura de novos espaços, como no caso dos terminais do BRT na avenida Leopoldino de Oliveira, “depende de muitas variáveis (de ordem técnica, logística, de segurança, entre outras), e nem sempre é uma iniciativa bem-sucedida”. Além disso, Rogério destaca que a “Central de Atendimento em Uberaba é uma das maiores do Estado e, em cada município, a Justiça Eleitoral tem diferentes perfis de centrais. No caso de Betim e Contagem, como as centrais desses municípios são relativamente pequenas (menos de um quarto da capacidade de Uberaba), foi necessária a busca por outros espaços para absorver o grande movimento do recadastramento biométrico. Não se tratou exatamente de uma opção, mas de uma necessidade em virtude das dimensões das Centrais”.
 
Que gás é esse?
Leitores questionando por que não tem cabimento falar em priorizar a vinda do gasoduto de São Paulo ao Triângulo Mineiro, como prega o grupo de trabalho criado pela PMU e Codemig para estudar o “futuro” da fábrica de amônia da Petrobras. Estamos falando de gasoduto de transporte (entre estados), investimento que comporta algo em torno de 3 milhões de m3/dia, para suprir uma fábrica de amônia com 1,2 milhão de m3/dia. A sobra poderia ser usada numa termelétrica ou petroquímica, mas para gás veicular, apesar de ser útil, o consumo não está em discussão, pois não passaria de 0,000000001%.
 
Reparo

O segundo homem forte na estrutura nacional da Polícia Federal é Clayton Xavier, e não Marlei Xavier, como noticiado nessa coluna, ontem. Os dois irmãos são filhos do juiz aposentado Ataíde Xavier, por quem temos enorme apreço.
 







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