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20/05/2017

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 Quem se salvará?
Novos trechos da delação premiada do dono da JBS, Joesley Batista, mostram que esse cidadão não é, nem nunca foi, “flor que se cheire”. Entre outras revelações, Joesley disse que transferiu para contas no exterior US$70 milhões destinados ao ex-presidente Lula e mais US$80 milhões em conta, também no exterior, em benefício da ex-presidente Dilma Rousseff. O montante chega a meio bilhão de reais. Tudo intermediado pelo ex-ministro Guido Mantega, aquele que se queixou de estar vivendo um “inferno” desde que a Lava-Jato começou. Pois é. Para ter dado essa dinheirama toda a Lula e Dilma, imagine o que Joesley não lucrou e quanto ele embolsou durante os governos do PT!

Outros “santos”

Na delação premiada de Ricardo Saud, ele contou ter pago R$35 milhões em propina a cinco atuais e ex-senadores do PMDB para garantir o apoio de todo o partido à reeleição de Dilma Rousseff nas eleições de 2014. O dinheiro teria ido parar na conta dos senadores Eduardo Braga (AM), Jader Barbalho (PA), Eunício Oliveira (CE), presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), além do ex-senador Vital do Rego, hoje ministro do Tribunal de Contas da União. Responda: quem é “santo” nessa história: quem pagou ou quem recebeu?

 Viva o PT!
Transcrição exata da delação de Ricardo Saud à Procuradoria Geral da República, justificando a compra do apoio dos senadores do PMDB para garantir a reeleição de Dilma: “Na eleição de 2014, na reeleição da presidente Dilma, havia um risco sério de o PMDB debandar e não ir inteiro para o PT, uma parte apoiar o senador Aécio [Neves, que foi candidato a presidente pelo PSBD] e uma parte apoiar a Dilma. Como não tinha essa unidade, podia correr sério risco do PT perder”. Traduzindo em miúdos: a JBS fez o que fez para manter o PT no poder e continuar “mamando” descaradamente no BNDES. Era do banco que vinha toda a dinheirama para bancar o esquema de corrupção, assim como o enriquecimento meteórico do grupo JBS. Isso está claro. Claríssimo!

De bobo... 

Enquanto todas as atenções se voltaram para o suposto aval de Temer ao pagamento de um cala-boca ao deputado Eduardo Cunha, outros fatos mais graves foram surgindo nos desdobramentos da delação de Joesley. Ele diz que, este ano, o presidente Michel Temer pediu “vantagem indevida” para resolver um assunto de grande interesse do grupo – o fim do monopólio da Petrobras no fornecimento de gás natural.

 Muito fácil
 

O auxílio pedido pelo presidente Temer, de acordo com a delação de Joesley Batista, também se estenderia a outras demandas da companhia, como o “destravamento das compensações de créditos de PIS/Cofins com débitos do INSS”. O presidente da República, segundo ele, receberia 5% dos valores em questão (uma comissãozinha milionária). Joesley Batista cita ainda o repasse, em 2014, de valores próximos a 15 milhões de reais para Temer “em troca da atuação favorável aos interesses do grupo J&F”. A J&F é a holding da qual faz parte o frigorífico JBS. Tem mais: no BNDES, o já presidente Temer teria intervido em favor da JBS. No entanto, o lobby teria sido “infrutífero”, porque Maria Silvia Bastos Marques, presidente do banco, não levou as conversas adiante. Ainda bem.

Dinheiro a rodo
A situação do presidente Temer deve se complicar, também, com as revelações de Ricardo Saud à Procuradoria-Geral da República. Segundo ele, Temer determinou a entrega de um de milhão de reais, em dinheiro vivo, numa empresa do coronel aposentado João Baptista Lima. O militar, amigo de Temer, é um dos homens de confiança do presidente.

 Bico fechado
Talvez todas essas revelações expliquem por que Temer ouviu calado a confissão de Joesley Batista sobre suborno a juízes e procuradores responsáveis por investigações e processos contra a JBS. Temer não o repreendeu, nem comunicou os crimes à PGR para aprofundar as investigações contra o grupo.

 Ladeira abaixo
Ainda que o Congresso não tome qualquer medida para apear Temer do poder na próxima semana, é certo que seu governo está liquidado. Não tem mais condições de governabilidade.

Cautela e caldo de galinha
Na avaliação do deputado Marcos Montes, líder do PSD na Câmara Federal, o momento impõe serenidade e cautela na análise dos fatos. MM admite, porém, que a situação do governo está realmente muito difícil nesse momento.

Julgamento técnico
Se no Congresso o julgamento do governo Temer é meramente político, Marcos Montes lembra que o processo de cassação da chapa Dilma-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral fará um julgamento técnico. E, a partir daí, poderá embasar eventual afastamento do presidente Temer, ou dar a ele condições de continuar no comando da Nação até o final do mandato. Particularmente, acredito que o TSE decidirá pela cassação da chapa, seguindo o voto do ministro Herman Benjamim. O julgamento está marcado para 6 de junho.

 Vacina
Nessa sexta-feira, durante a reunião do Conselho da OAB/MG, a CAAVanguarda lançou oficialmente a campanha de vacinação gratuita contra a gripe para advogados e estagiários inscritos na OAB mineira. O valor das doses é subsidiando pela instituição. Em Uberaba, a campanha ocorrerá nos dias 22, das 13h às 18h, e 23, das 9h às 18h, na Drogaria Santo Ivo (avenida Maranhão, 1.153). É a maior campanha de vacinação gratuita realizada por uma entidade de classe.







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