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ENTREVISTA
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ENTREVISTA
31/01/2016

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Empossado presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Uberaba (Aciu) na última segunda-feira (25) para o biênio 2016-2017, o empresário José Peixoto diz que a entidade estará na luta pela redução da carga tributária e defende a criação do imposto único no país como alternativa responsável a ser adotada. Nesta entrevista ao Jornal da Manhã, ele analisa que a crise econômica no Brasil é real, e não apenas terrorismo, e entende que o governo não agiu na hora correta, deixando a situação se agravar. Peixoto não se mostra otimista quanto à duração da crise, mas diz que a Aciu está pronta para atuar em favor do desenvolvimento da cidade, principalmente na atração de novas empresas.

Jornal da Manhã - Como empresário e agora presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Uberaba, qual a análise que o senhor faz do atual momento econômico do país? Será possível superar a crise em curto prazo? Acredita que 2016 será mesmo um ano de grandes dificuldades ou há mais terrorismo do que realismo nas análises dos economistas?
José Peixoto -
Muito se tem discutido sobre as causas e a natureza da crise econômica brasileira, mas o fato é que ela chegou e não passará com rapidez. Assim como o ano passado, 2016 será um ano de dificuldades. Já faz algum tempo que a crise deixou de ser terrorismo e virou realidade. Aliás, acho que ela nunca foi terrorismo. Um dos indicadores da economia que mais traduzem esse realismo da crise é o desemprego. A cada dia mais e mais empresas estão precisando repensar seu quadro de funcionários, pois a conta no fim do mês não está batendo. O empresariado está tendo que se desfazer de alguns de seus funcionários para dar conta das despesas, que só aumentam. 

JM - O governo federal demorou muito para admitir a crise ou errou na avaliação do seu tamanho? 
AP -
As duas coisas. O governo federal veio empurrando de barriga essa questão. Há três anos os economistas já alertavam sobre essa situação. Ao invés de tomar providências quando os primeiros indícios apareceram, o governo preferiu admitir que nada estava acontecendo. Depois, quando tudo começou a desabar, aí veio a público dizer que a situação era mais grave do que o previsto. Um contrassenso total. 

JM - Muitas empresas brasileiras têm se queixado da pesada carga tributária cobrada pelos governos, atribuindo a esse fato a inviabilização de muitos negócios no país... Numa eventual reforma tributária, o que deveria ser priorizado? 
AP -
 Enquanto presidente da Aciu, vou lutar contra as injustiças impostas pelos governos estadual e federal, que a cada dia criam mais cargas tributárias pesadas para os empresários. Os governantes se esquecem que são os comerciantes, prestadores de serviço e empresários em geral que desenvolvem a economia e sustentam esse país. Em uma reforma tributária, a criação do imposto único seria a alternativa mais responsável a ser adotada. O empresariado está cansado de ser tão cobrado, de pagar tantos impostos e não ter nenhum retorno. Mas, quando falo de unificação de impostos, me refiro à criação de um imposto único, de verdade, e não só de fachada. 

JM - O que de fato encarece os produtos ao nível do consumidor? A excessiva carga tributária? A corrupção? Fretes caros? Estradas ruins? 
AP -
Corrupção é crime e não podemos admiti-la. O que gera custos em todos os níveis é, sem dúvida alguma, as altas cargas tributárias. Minas é um dos estados com a maior arrecadação em impostos. Neste ano de 2016 tivemos o aumento do ICMS, que teve alteração da alíquota em vários produtos e serviços. O ICMS da energia elétrica, por exemplo, para consumo da classe comercial, de serviços e outras atividades, passou de 18% para 25%. Cerca de 160 produtos tiveram alteração na alíquota do imposto. Todos esses custos são repassados ao consumidor. O empresário não dá conta de manter o preço. Se ele fizer isso, é prejuízo na certa. 

JM - Num momento de crise, como esse que estamos vivendo, muito se fala em criatividade como meio de sobrevivência empresarial. Como é possível efetivamente traduzir essa criatividade para quem está descapitalizado e sem perspectivas de aumento do faturamento? 
AP - 
Ter criatividade e jogo de cintura são fatores primordiais para qualquer empresário. A descapitalização é uma situação grave para o empresário e deve ser tratada com o mais alto grau de importância. É preciso rever o negócio, diminuir custos de produção e manutenção da empresa. 

JM - Ainda em tempos de crise, qual a sua sugestão para que os empresários em situação financeira difícil evitem recorrer aos bancos em busca de oxigênio para capital de giro? 
AP -
Antes de recorrer a empréstimos, o empresário deve tentar soluções mais caseiras. É imprescindível não se desesperar e ter a cabeça fria para avaliar a situação da empresa e o que pode ser feito sem comprometer a vida útil da organização. Tentar negociar as dívidas é uma alternativa. Mas é preciso ter pé no chão e avaliar se, mesmo protelando a dívida, o empresário conseguirá quitá-la. 

JM - O governo Paulo Piau tem divulgado a assinatura de 150 protocolos com empresas de diversos portes, geração de mais de 20 mil empregos nos próximos anos, e até mesmo apostado no início das atividades da VLi. Diante do que tem acompanhado como diretor da Aciu nesses últimos três anos, que análise faz do desenvolvimento econômico no município? Dá para sentir mudança?
AP -
 Uberaba cresceu muito nos últimos anos. Os governos estadual e federal fizeram muitas promessas aqui para a região e isso gerou muita expectativa de desenvolvimento. Tenho visto a luta do prefeito Paulo Piau em busca de investimentos para Uberaba e já conseguimos alcançar alguns objetivos. Mas queremos mais e temos força para isso. À frente da Aciu, pelos próximos dois anos, estarei junto nessa luta. 

JM - Sobre a planta de amônia da Petrobras e gasoduto, qual a sua expectativa? Acredita que ainda serão concretizados ou já é um projeto perdido? 
AP -
Mesmo que a planta de amônia e o gasoduto sejam viabilizados em breve, só conseguiremos realmente ver resultados em um prazo de uns 10 anos. Se a Petrobras fosse realmente patriota, fosse uma empresa preocupada de verdade com a nação, já tinha aberto espaço há muito tempo para quem realmente quer tocar o projeto e não deixado se instalar essa situação. 

JM - A Aciu integra o G9, que tem tido uma postura bastante crítica em relação às ações e posições do governo municipal... Sob sua presidência, a Aciu continuará participando ativamente da vida política de Uberaba? 
AP -
 A Aciu sempre participou ativamente da vida política da cidade. Sempre com coerência e defendendo os interesses da classe que representamos. É assim há quase cem anos, desde o surgimento da instituição. Daqui para frente não será diferente. Estaremos sempre presentes nas decisões importantes do município.







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