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ENTREVISTA
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ENTREVISTA
29/01/2018

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Liderada pelo empresário José Peixoto, a Associação Comercial e Industrial de Uberaba dá posse hoje à noite à diretoria eleita em dezembro. Para o próximo biênio, o presidente reeleito revela seus planos e avalia o que 2018 reserva para a economia brasileira, diante de eventos como eleições e Copa do Mundo.


José Peixoto assume nesta segunda-feira novo mandato à frente da Aciu para mais dois anos

 JM - Ao assumir o comando da Associação Comercial e Industrial de Uberaba para um novo mandato, quais são as suas prioridades para a entidade?
PEIXOTO - Minha prioridade é nosso associado. Temos trabalhado para buscar alternativas e soluções que possam auxiliar nosso empresário a crescer e se desenvolver, por meio de parcerias e capacitações. E o mais importante: representá-lo nas questões urgentes, como a luta pela unificação e redução dos tributos. Nosso objetivo é aproximar cada vez mais nosso associado e buscar as melhorias necessárias para o setor.

JM - O Brasil fechou 2017 com uma inflação abaixo da meta estabelecida para o ano. Na sua avaliação, as medidas adotadas pela área econômica do governo Temer foram excessivamente severas?
PEIXOTO - Não. Acredito que antes de pensar em redução de taxa de juros, o governo precisa é enxugar a máquina pública e não é isso que estamos vendo. O país está pagando caro para manter a taxa Selic baixa. A dívida interna é altíssima e isso gera uma série de consequências. A união não tem fôlego para manter essa taxa.

JM - O senhor está otimista em relação à retomada do crescimento no Brasil em 2018?
PEIXOTO - Eu sempre sou otimista. Acredito que nosso país pode e merece sair desta situação que se encontra. Em 2016, quando assumi o primeiro mandato como presidente da Aciu, estávamos no auge da crise e eu já afirmava o que ainda digo hoje. Nós estamos passando por uma crise política e moral, e isso não se resolve da noite para o dia. Vamos levar alguns anos para corrigir tudo isso e reerguer nosso país. Mas vai acontecer. Já saímos da UTI e estamos respirando, mas os problemas são muito grandes, não se resolvem com varinha de condão.

JM - Estamos em ano de Copa do Mundo, o que geralmente desvia o foco das atenções dos brasileiros para o futebol. Acredita que a economia sofrerá algum impacto negativo por conta da Copa?
PEIXOTO
- Com certeza. É natural do ser humano voltar suas atenções para aquilo que lhe é mais satisfatório. E nosso país tem tradição no futebol e etc. O foco da população será voltado para os jogos e isso cria uma atmosfera propícia para que os governantes tomem decisões importantes sem a real participação pública. Isso já aconteceu em outras oportunidades e pode acontecer novamente.

JM - Logo após a Copa teremos eleições para presidente, governador, deputados estadual e federal. Qual a sua expectativa em relação às
eleições de outubro? Acha que haverá mudança no quadro de representantes que aí estão hoje?
PEIXOTO
- Como disse, sou sempre muito otimista, e nesse ponto não seria diferente. Minha expectativa é de que tenhamos mudanças reais. Nosso país atravessa um período difícil e as eleições são o momento de buscar as mudanças que precisamos.

JM - Na sua opinião, qual o perfil ideal para o próximo Presidente da República? Vê essas características em algum dos nomes atualmente
cogitados para a sucessão de Michel Temer?
PEIXOTO
- O cenário político ainda está muito confuso. Não me arrisco a visualizar algum candidato, pois muita coisa ainda deve acontecer até outubro. Mas espero que tenhamos candidatos capazes, que realmente se preocupem com as causas urgentes do nosso país e que enxerguem o empresariado como ele deve ser visto, pois é esta classe que gera emprego e renda, e que é a mola propulsora deste país, seja ele agrícola ou urbano.

JM - Em 2017, a ACIU fez uma série de debates com os representantes de Uberaba à Câmara Federal e Assembleia Legislativa de Minas. Qual a
impressão que o senhor teve da apresentação feita por eles? Na sua avaliação, os nossos deputados poderiam fazer mais por Uberaba?
PEIXOTO
- O “Diálogo Político” que realizamos na Aciu ao longo de 2017 foi muito positivo. Nestes encontros pudemos conhecer melhor a atuação dos nossos parlamentares e também colaborar com pautas que acreditamos ser de interesse da classe empresarial e da população de Uberaba. A iniciativa gerou frutos e pudemos perceber a união de forças dos nossos representantes. Estive, pessoalmente, juntamente com colegas de entidades de classe e nossos deputados, em encontros importantes com o Ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil, Torquato Jardim, e também com o presidente Michel temer, onde conseguimos assegurar uma verba importante para a área da segurança pública na cidade. Vimos a importância da união de forças dos nossos representantes. Também acredito que sempre é possível fazer mais e por isso a Aciu continuará com a iniciativa em 2018, para continuar participando ativamente das lutas pelos interesses de Uberaba.

JM - A ACIU sempre foi uma entidade de classe apartidária. Mas pode liderar algum movimento pela renovação na política local ou, por outro
lado, para brecar a ação dos chamados candidatos "para-quedistas", que só vêm aqui em busca de votos?
PEIXOTO
- Claro. Somos regionalistas e defendemos nossa cidade. Não acredito ser justo alguns políticos que se dizem ser daqui, quando na verdade não são, virem só no período da eleição em busca de votos. Mesmo sendo apartidária, a Aciu é defensora da cidade e tem força para lutar pelo que é melhor para Uberaba.

JM - O que falta para Uberaba ter uma economia mais pujante, na sua opinião?
PEIXOTO
- Como eu disse, temos ótimos empresários, mas um fator que afeta diretamente a economia uberabense e mineira como um todo, são as altas cargas tributárias do nosso estado. Sou a favor da reforma tributária, urgente. Mas uma reforma de verdade, com unificação de impostos. O empresariado mineiro é penalizado e a guerra fiscal com os outros estados é uma realidade dura. Precisamos disso para que economia de Uberaba possa ser mais rica. Outro ponto importante é a inovação do empresariado. Não podemos mais agir como os comerciantes de antigamente, é preciso buscar modernização e capacitação. Acredito que a revitalização do centro também contribuirá para o fortalecimento do comércio e consequentemente para a economia da cidade.

JM - Para finalizar, como o senhor avalia a atuação do comércio e da indústria locais?
PEIXOTO
- Uberaba não é diferente do resto do país e sempre que o comércio e a indústria não vão bem em outras regiões, isso reflete aqui diretamente. Nosso setor do agronegócio é forte, nossa indústria é forte, mas nos últimos tempos, especialmente o setor do varejo, tem sofrido muitos revezes, pelo baixo poder de compra do consumidor, o desemprego e etc. Isso é uma reação em cadeia e acaba afetando todo mundo. De um modo geral, o comerciante uberabense sempre conseguiu driblar as crises, pois temos excelentes empresários aqui. A Aciu tem tentado mostrar o quanto a união de todos é importante. O associativismo é forte e é capaz de mudar a realidade do empresário. Não podemos mais enxergar o comerciante do mesmo ramo como inimigo, ele é nosso parceiro. Com o advento das tecnologias, das redes sociais, só restará aquele que estiver unido e lutando pelo mesmo propósito: o desenvolvimento.

 







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