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ENTREVISTA
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28/02/2016

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Fred Mendes fala dos planos para continuar a modernização da ABCZ


Frederico Cunha Mendes liderou, ao lado do presidente Luiz Cláudio Paranhos, o Cau Paranhos, uma verdadeira revolução na área de melhoramento genético da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ). Como diretor de Tecnologia da Informação e também do Programa de Melhoramento Genético das Raças Zebuínas (PMGZ), articulou a formação de uma equipe altamente profissional, com técnicos da própria casa e cientistas das instituições de pesquisa mais avançadas do Brasil, além da aquisição de softwares de padrão internacional. Orientou a criação de novos serviços e os investimentos para fortalecimento do corpo técnico da entidade, dotando a associação das ferramentas mais modernas para melhoria da pecuária comercial brasileira nas próximas décadas, tanto na produção de carne como na de leite. Pela visão de mercado, capacidade de trabalho e energia com que conduziu tal missão, foi indicado pela maioria absoluta dos diretores para concorrer à presidência da entidade nas próximas eleições. Nessa entrevista, vamos conhecer um pouco mais sobre Fred.

 

Fred Mendes vislumbra uma pecuária brasileira moderna e competitiva

Há muitos anos a ABCZ não experimenta uma eleição com disputa. A que você atribui a formação de duas chapas concorrentes?

Fred Mendes - O presidente Cau Paranhos exemplifica muito bem a modernização por qual a ABCZ vem passando ao longo das últimas gestões, formando novas lideranças, pecuaristas que aliam paixão pelo zebu, gestão profissional e capacidade de articulação política, somando esforços com outras entidades na defesa do produtor rural brasileiro. Este trabalho precisa continuar. Então eu recebi a indicação e o apoio da maioria absoluta dos diretores - 15 dos atuais 17 estão do nosso lado -, e também de muitos criadores de diversas regiões do Brasil, de técnicos e de entidades parceiras da ABCZ, com muita responsabilidade e também com humildade. Quero continuar servindo à ABCZ, não por vaidade, mas por responsabilidade. Temos de continuar esta linha de evolução contínua que a ABCZ vem vivendo, com visão de futuro e foco na pecuária comercial. E sempre abertos aos criadores para que participem e debatam os rumos do zebu.


O próximo presidente da ABCZ vai dirigir uma entidade que acaba de receber, na pesquisa anual de satisfação dos associados, uma aprovação de 93,28%. Você acredita que esse fator se traduzirá em votos para a chapa da situação?

Fred Mendes – Em primeiro lugar, eu quero parabenizar toda a equipe da ABCZ, técnicos, colaboradores e diretores pelos excelentes resultados que tivemos nas avaliações feitas ao longo dos últimos anos. Foram mais de 30 mil avaliações dos serviços e milhares de avaliações respondidas voluntariamente pelos associados. Este é o nosso espírito - ouvir, aprender, modernizar, evoluir. Trabalhamos para continuar esta evolução. Acredito que as avaliações aumentam a nossa responsabilidade de responder à altura os desafios da entidade, de continuar evoluindo, se modernizando, representando cada vez melhor a pecuária produtiva, a pecuária como um todo.

Seu nome foi lançado pelo presidente Luiz Cláudio Paranhos com quase um ano de antecedência das eleições. Esse lapso temporal longo favorece sua campanha? E o desgaste emocional, como fica?

Fred Mendes – As articulações para escolha dos candidatos geralmente são feitas com bastante antecedência, pois a ABCZ é uma entidade nacional e a formação de uma chapa e de um plano de trabalho envolve muitas discussões. Na última eleição, por exemplo, a indicação do Cau para concorrer à presidência foi feita no início de novembro. A nossa foi em outubro. Então, foi praticamente na mesma época. Portanto, não há qualquer tipo de favorecimento, apenas confiança na escolha do candidato que melhor representa o trabalho desenvolvido. Desgaste emocional? Nenhum. Estamos seguros. Para presidir uma entidade complexa, com diversas áreas e responsabilidades, com a variedade de problemas e desafios que a ABCZ enfrenta, é preciso ter equilíbrio, controle emocional e capacidade de articular soluções com pessoas igualmente capazes. O presidente da ABCZ, hoje, tem de ser vendedor, para levar adiante nossas ideias. Construir parcerias com entidades, patrocinadores e apoiadores. Precisa tomar decisões o tempo todo sobre os processos da entidade, que vão das atividades técnicas, que todos conhecem, até o que pouca gente já teve oportunidade de se deparar, como uma sofisticada infraestrutura de tecnologia da informação, que envolve o desenvolvimento de softwares, manutenção de serviços online 24 horas e o maior banco de dados de raças zebuínas do mundo; uma área comercial atuante, que realiza grandes eventos; e um sistema de gestão com certificação internacional. É preciso muita disposição, energia, capacidade, vontade e conhecimento variado para lidar com todas estas questões no dia a dia.

Você é bisneto de Vicente Rodrigues, origem da Marca VR, neto do lendário Torres Homem Rodrigues da Cunha e filho de José Olavo Borges Mendes, que já presidiu a entidade. Até que ponto estas raízes influenciam sua experiência profissional?

Fred Mendes – A paixão pelo zebu, de fato, está no meu DNA. Está no meu coração. Como criador, vivo o zebu. Na ABCZ, atuei em dois mandatos como diretor, respondendo por áreas diversas, como relações internacionais e área técnica (1998-2001), com o Dr. Rômulo Kardec, e tecnologia da informação e melhoramento genético (2013-2016) na atual. Mas, desde muito jovem, tenho estado sempre muito próximo da entidade, seja como associado, técnico prestador de serviços e profissional da área de melhoramento genético e reprodução animal. Tenho mais de 20 anos de experiência nas áreas de inovação e tecnologia aplicadas à pecuária zebuína. Fui diretor do curso de Medicina Veterinária e presidente do Hospital Veterinário de Uberaba por seis anos, que são organizações complexas e exigem muito conhecimento técnico e administração. Tenho uma experiência empresarial bem sucedida, trabalhando com prestação de serviços e tecnologias inovadoras para alguns dos plantéis mais exigentes do país. Organizei com o presidente Cau as discussões técnicas e os arranjos institucionais com algumas das maiores universidades e centros de pesquisas do Brasil para instrumentalizar o Programa de Melhoramento Genético das Raças Zebuínas, com o qual podemos oferecer tudo de melhor para os nossos criadores associados. Trago, de uma vida inteira ligada à pecuária zebuína, sobretudo, meus valores pessoais, formação, capacidade de articulação e convivência com opiniões diferentes das minhas, mas que são igualmente importantes para a realização de qualquer trabalho; humildade e responsabilidade para somar. Disposição para ouvir e servir.

Quais serão os principais desafios na gestão da ABCZ?

Fred Mendes – Os desafios da ABCZ hoje são muito maiores que os de décadas atrás. A entidade se modernizou muito. E há, neste espírito de melhoria contínua, muito a avançar, sempre. Trabalhar para uma pecuária cada vez mais moderna, competitiva e sustentável, principalmente a pecuária comercial, de corte e leite. Manter os canais de relacionamento com entidades, que fortalecem o setor e amplificam alcance das nossas demandas. Continuar no caminho de uma gestão cada vez mais profissionalizada, de padrão internacional. Avançar na representação e defesa dos associados e dos produtores rurais.


De que forma você pretende incentivar os pequenos criadores a investir em melhoramento genético e nas exportações de carne? Seria possível através da ABCZ?

Fred Mendes - Vamos democratizar e divulgar ainda mais os programas que já existem e que são voltados para os pequenos criadores. Já realizamos cursos gratuitos de formação profissional, beneficiando mais de 8 mil criadores por ano; e cursos gratuitos via Canal Rural, o Agrocurso, que atingem milhões de pequenos produtores, mesmo os não associados. Distribuímos quase 50 mil doses sêmen de touros melhoradores, gratuitamente, através do Programa Nacional de Avaliação de Touros Jovens, o PNAT. Implantamos, recentemente, os acasalamentos gratuitos para pequenos criadores que fazem parte do PMGZ. Temos o Pró-Genética, que há dez anos vem melhorando a produtividade dos pequenos produtores, com um modelo de comercialização de baixo custo e recursos subsidiados. E realizamos, todos os anos, dezenas de encontros e dias de campo para difusão de novas tecnologias e informações para aumento da produtividade de nossa pecuária, em todo o Brasil, em parceria com patrocinadores. Repito, estes programas já existem. São gratuitos e milhares de pequenos criadores já estão fazendo uso. Vamos valorizar as conquistas atuais e continuar inovando. O zebu brasileiro vai alimentar o mundo.

A comunidade uberabense reclama que a Expozebu tornou-se uma festa apenas para criadores de gado. É possível resgatar o modelo de exposição das décadas de 80 e 90, ainda que sem os shows noturnos?


Fred Mendes – A ABCZ tem como missão representar e defender a pecuária nacional, realizar o serviço de registro genealógico, as provas zootécnicas e o melhoramento genético, que são o coração da nossa atividade. Temos trabalhado forte para aumentar a produtividade da pecuária comercial. Isto envolve foco, estratégia e visão de mercado. Por isso, criamos diversos eventos altamente especializados, como a Expogenética, voltada para a evolução do melhoramento genético, e a ExpozebuDinâmica, dedicada a inovações e tecnologias que ajudem o produtor a aumentar a produtividade e a competitividade e fomentamos a vinda de outras exposições para Uberaba, a exemplo da Expoinel, Expobrahman, Expoinel Minas; além de destinar espaço para entidades, empresas e instituições parceiras, tornando o Parque Fernando Costa um grande conjunto de serviços dedicados à pecuária moderna. Com isto, ficamos sem espaço para realização de grandes eventos populares. Mas esta modernização trouxe outros benefícios para Uberaba. Tem atraído novos investidores, gerando empregos e ampliando oportunidades econômicas para a cidade. As exposições passaram a ter entrada franca. Antes cobravam-se ingressos. Hoje, todo mundo pode visitar o parque, o ano inteiro. Além disso, estamos construindo, na Estância Zebu, uma propriedade da ABCZ com 70 hectares, dentro da cidade, só que numa área mais livre, uma estrutura de pesquisa e desenvolvimento de provas e reservado um espaço que permitirá realizarmos uma variedade maior de eventos. O plano diretor já está pronto e já estamos iniciando as obras da primeira etapa. 

Em uma época de crises e incertezas no cenário nacional, como você pretende conduzir a entidade?

Fred Mendes – Junto com pessoas igualmente dedicadas e capazes. E de forma muito próxima a outras entidades que também trabalham pelo zebu, pela produção de carne e leite ou em defesa do produtor rural – associações, sindicatos, federações, órgãos de extensão e empresas do setor. Apesar da crise, a ABCZ tem crescido e inovado porque é uma entidade séria e ética. Temos maturidade e vivência profissional para liderá-la. E vamos fazê-lo junto com os associados, os diretores e os conselheiros. A ABCZ tem crescido ano após ano e vamos continuar nesse caminho. Com uma pecuária comercial competitiva, teremos uma atividade melhor remunerada e, por extensão, haverá melhores condições de investimentos em genética zebuína, juntamente com um pacote de produtos e serviços de nutrição, manejo, sanidade e empregos mais qualificados. Temos de atuar em conjunto com toda a cadeia produtiva.

E na área internacional, quais são as suas propostas?

Fred Mendes - O mercado internacional é extremamente importante para a pecuária brasileira. Temos um grande mercado interno e uma demanda crescente por parte dos países emergentes, em particular Ásia e Oriente Médio. Precisamos consolidar os mercados atuais e abrir novos mercados e agregar valor aos nossos produtos. Por isto temos feito um grande esforço para melhorar a produtividade da pecuária comercial brasileira. A ABCZ já vem trabalhando em sintonia com a Abiec (frigoríficos exportadores), Apex (agência do governo que promove as exportações brasileiras), e mais de 50 empresas e entidades que fazem parte do projeto Brazilian Cattle, além de patrocinadores e parceiros comerciais. O momento é agora, com uma pecuária que tem sanidade, qualidade, credibilidade; com uma ministra capaz, um câmbio favorável e companheiros de diretoria bem posicionados em instituições chave do setor. Com um trabalho conjunto e articulado, seremos cada vez mais fortes.


 







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