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ENTREVISTA
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ENTREVISTA
17/12/2017

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Cotado para ser candidato a deputado estadual em 2018, o vereador Franco Cartafina (PHS) falou com exclusividade ao Jornal da Manhã sobre a sua trajetória até aqui e o que vislumbra para o futuro. Ele foi eleito pela primeira vez com 25 anos e hoje, aos 31, experimenta a satisfação de ter sido reeleito com a maior votação das eleições de 2016, com quase 5.000 votos. Apesar de ter políticos na família - o avô Silvério Cartafina, que foi prefeito, e Teresinha Cartafina, vereadora -, Franco deixa claro que ingressar na carreira política foi uma decisão pessoal. Sobre a sua atuação na Câmara Municipal, Franco diz que vota com convicção e não por oportunismo. Seus posicionamentos têm chamado a atenção no momento em que a sociedade clama por ética na condução da coisa pública: não utiliza carro oficial e não usa diárias de viagens. Confira a íntegra da entrevista! 

Jornal da Manhã – Você foi reeleito para o seu segundo mandato em 2016 com 4.983 votos, foi o vereador mais votado da cidade, está em plena ascensão, muitos o consideram a grande novidade política de Uberaba nos últimos tempos. Como avalia a sua trajetória até aqui e o seu atual momento?
Franco Cartafina – 
Decidi entrar na vida pública por vocação e desejo de contribuir para a prática da nova e boa política. Eu percebia a indignação e decepção principalmente dos jovens em relação ao nosso quadro político. Muitos são críticos, mas ao mesmo tempo não sabiam como agir e evitavam assumir os sacrifícios e responsabilidades que toda mudança exige. Entendi que deveria enfrentar esse desafio para poder representar os que pensam como eu. Aos 25 anos, recém-formado em Direito, me candidatei e me elegi. Fui o menos votado entre os eleitos. Quatro anos depois, ser o mais votado, com quase cinco mil votos, é a comprovação de que tomei decisões corretas, pois represento milhares de cidadãos que, como eu, sabem que para mudar alguma coisa não adianta só reclamar, é preciso colocar a mão na massa. Dediquei-me ao mandato, trabalhei muito, bati de porta em porta, olhei no olho do eleitor, foi uma experiência fantástica. Eu queria ser reeleito, mas ser o mais votado foi um presente, um prêmio ao esforço do meu grupo, do meu partido, que ainda elegeu mais um vereador, o Cleomar Barbeirinho. Então, posso dizer que me sinto grato pelo reconhecimento da comunidade e ainda mais motivado a deixar uma marca positiva da minha passagem pela vida pública.

 JM – Você votou contra o reajuste dos salários dos vereadores e a terceirização da Saúde e apoiou a CPI da Saúde. Foram posições firmes vindas do vereador mais jovem da Câmara, isso chamou muita atenção e até lhe rendeu críticas veladas de outros vereadores. Passado o calor do debate, como vê isso hoje?
FC – 
Com absoluta tranquilidade e a consciência em paz! Eu estava certo em todas essas ocasiões que você citou. O reajuste era inoportuno e, apesar de ter sido aprovado com o meu voto contra, continuo discordando dele, tanto que faço doação do valor da diferença, para ser coerente com a minha posição. A contratação da Pró-Saúde se mostrou um equívoco e as recentes medidas judiciais contra ex-gestores da área demonstram que uma CPI era justificável. Sempre voto com convicção e não por oportunismo. 

JM- Por que você votou a favor do aumento de cadeiras para a Câmara Municipal a partir de 2021?
FC -
 Fui coerente com minha posição do passado, pois sempre achei 14 cadeiras muito pouco para uma cidade do tamanho de Uberaba, com mais de 300 bairros. Argumentei que o ideal seria voltar para 19 cadeiras, como sempre foi, mas fui minoria. Era uma votação que podia esperar um pouco mais, mas acharam por bem votar agora e eu me posicionei. Acho que regiões e segmentos importantes da cidade poderão se fazer representar na Câmara a partir de 2021. E é importante dizer que o repasse para a Câmara, definido pela Constituição Federal, é o mesmo com 14 ou 21 vereadores, ou seja, não haverá aumento de custos. 

JM – O que mudou do seu primeiro mandato para o segundo, em termos de atuação e de prioridades?
FC –
 No primeiro mandato me dediquei muito a todas as causas de interesse da juventude, como educação, esporte, lazer, emprego, noções de cidadania e formação política, por exemplo. Também busquei aproximar a Prefeitura de algumas comunidades que represento e que estavam se sentindo esquecidas, e isso deu muito certo. O maior exemplo são as melhorias na avenida Ramid Mauad, no Morumbi, uma iniciativa que me orgulhou muito, pois consegui uma boa sintonia entre Prefeitura, comerciantes e moradores. Continuo com estes compromissos nesse segundo mandato e acrescento a causa da saúde pública como uma prioridade também. Reuni-me por diversas vezes com o deputado federal Marcelo Aro, que é do meu partido, o PHS, e consegui R$300 mil em recursos para o fortalecimento da Atenção Básica no município, R$200 mil para o Hospital da Criança, R$100 mil para o Instituto de Diálise, todos esses recursos já foram liberados, o dinheiro está na conta da Prefeitura e das instituições. 

JM – Sabe-se que você tem se dedicado também a dar visibilidade a entidades do terceiro setor...
FC – 
Uberaba é uma cidade solidária. Há muitas instituições desenvolvendo um trabalho sério e enfrentando enormes dificuldades até para a sua manutenção. Fiz a doação de violão autografado por artistas para que a Associação dos Voluntários do Hospital de Clínicas da UFTM, entidade que realiza um belo trabalho no HC, pudesse ter uma forma de arrecadar verba voltada para cobrir despesas emergenciais. Também temos um projeto que realiza cirurgias de catarata gratuitas para pessoas carentes, tudo isso sem nenhum centavo de recursos públicos, somente com ajuda de voluntários e de parceiros privados, que acreditam no meu trabalho. Tenho consciência de que isso é pouco perto da necessidade da nossa população, mas faço o que posso, arregaço as mangas e corro atrás! 

JM – O que o levou a promover ações em favor de instituições como o Abrigo dos Anjos, que cuida de animais abandonados?
FC –
 A causa animal também é uma questão de saúde pública, muitas doenças são transmitidas por animais abandonados. Também fiz a doação de violão autografado por artistas para que o Abrigo dos Anjos, entidade de proteção animal, fizesse promoções para arrecadar recursos no valor de R$2.195. Também consegui promover mutirões de castrações de animais, com a ajuda de parceiros, de quem confia na nossa atuação. E não vamos parar por aqui.  

JM – A classe política brasileira está desmoralizada, vários políticos estão presos por corrupção, as pessoas estão sem esperança nos políticos. No ano que vem tem eleições... Como os candidatos poderão resgatar a confiança do eleitor?
FC –
 Precisamos ver o lado do bom dessa fase triste da política nacional. Temos que enxergar como uma evolução o fato de tantos políticos estarem atrás das grades, dezenas de outros estão processados e ainda poderão ser presos e banidos da vida pública pela Lei da Ficha Limpa. Empresários milionários que se aproveitavam da corrupção na máquina estatal também estão presos. Quando a gente poderia imaginar isso iria acontecer há alguns anos? Agora, a atitude decisiva para que o país saia do lodaçal parte muito mais do eleitor, é ele que deve se conscientizar do valor do seu voto e da importância da participação política, pois candidatos bons e ruins vão se apresentar, caberá ao eleitor escolher aqueles que de fato têm capacidade, competência e compromisso com a ética e a transparência na política. 

JM – O que precisa ser feito para que haja mais respeito com o dinheiro público e, principalmente, para que o político não usufrua do cargo em benefício próprio?
FC – 
Toda regra que dê mais transparência à atividade política deve ser implementada e respeitada, mas é preciso considerar o aspecto moral das decisões de cada um. Nem tudo que é legal é moral, a meu ver. Eu, por exemplo, optei por não usar carro oficial no meu dia a dia, prefiro ir com o meu veículo particular. Eu também não participo de reuniões secretas durante as sessões no plenário da Câmara e não utilizo diárias de viagens quando preciso ir a Brasília ou a Belo Horizonte, pois não vou com tanta frequência assim e desse modo consigo custear essas despesas com a minha remuneração de vereador. Não condeno quem pensa diferente, mas a primeira lei que devemos seguir é a da nossa consciência. 

JM – Você será candidato a deputado estadual em 2018?
FC – 
Tenho disposição de me candidatar, mas costumo dizer que um projeto como esse não é uma empreitada individual, não basta só a gente querer. Tenho conversado muito com eleitores, apoiadores locais e lideranças de cidades da região a respeito dessa possibilidade, isso tem me motivado muito. Acredito no amadurecimento do eleitor diante da grave crise política e moral que vivemos. Tenho os pés no chão. Sei que há muitas pessoas que não querem a renovação que o meu nome representa, tentaram prejudicar a minha reeleição para vereador de forma covarde e já fui alertado que vão tentar de novo, caso eu seja candidato a deputado estadual. Tenho esperança de ver esse tipo de comportamento longe da política, mas, enquanto esse dia não chega, eu trabalho! 

JM – Quais as suas propostas para Uberaba e região, caso seu nome seja confirmado como candidato a deputado estadual em 2018?
FC – 
Em primeiro lugar, espero reverter a falta de prestígio de nossa cidade junto ao governo do Estado. Seja com o mesmo governador em 2019 ou com outro, será preciso mostrar que uma cidade tão importante como Uberaba não pode ser tratada desse jeito. Só para a saúde pública, o governo de Minas deve R$43 milhões à Prefeitura. Quando falamos de serviços que o governo do Estado presta diretamente à população, a situação só piora, já que a deficiência na prestação desses serviços vai desde a vergonhosa dificuldade de se emitir carteiras de identidade e carteiras de trabalho na UAI (Unidade de Atendimento Integrado), passando pela demora na construção de escolas estaduais, como a do Residencial 2000, que se arrasta por anos, até chegar à segurança pública. 

JM – Falando em segurança pública, o que você considera mais grave na área? Pode-se dizer que o quadro reflete a ineficiência do Estado?
FC –
 A segurança pública, responsabilidade do governo estadual e é, sim, a face mais visível da ineficiência do Estado em nossa cidade. Não falo isso em virtude do episódio da Rodoban, que mostrou Uberaba em rede nacional, falo isso respaldado pelos números da criminalidade, que só aumentam a cada ano, por causa da falta de projetos sérios e multidisciplinares para enfrentar o problema das drogas, para a prevenção do vício e combate ao tráfico. Veja bem, o “Fica Vivo”, um dos poucos projetos para a área, foi desativado recentemente pelo governo de Minas, é inacreditável! O problema da falta de segurança é tão grave que pode colocar em risco a nossa economia local e regional, pois é uma ameaça ao agronegócio. A produção de cana e grãos bate recorde, exportamos carne e genética para o mundo todo, e, quando você conversa com o produtor rural, descobre que ele está pesquisando outros ramos de atividade, outra cidade para investir, porque não suporta mais a violência no campo. E esses problemas todos não são exclusividade de Uberaba, o governo do Estado deve para várias prefeituras da região e, como se não bastasse, agora está em atraso com o repasse do ICMS, uma das mais importantes fontes de receitas dos municípios. 

JM – O que é preciso fazer para reverter a situação que para muitos representa que a região não tem merecido atenção por parte do Estado?
FC –
 É necessário que a nossa voz seja ouvida e respeitada em Belo Horizonte e em Brasília; o Triângulo Mineiro é grande, é forte, merece mais respeito. Os municípios menores também estão sofrendo com a falta de estrutura das polícias em seus territórios e com a ineficiência do governo do Estado em outras áreas. Só para citar um exemplo, se arrastam há mais de três anos as obras de asfaltamento da rodovia MGC-455, que liga Pirajuba a Frutal. Agora, estão perto do fim, mas estamos falando de um trecho de apenas seis quilômetros! Acredita? Não conseguiram fazer seis quilômetros de estrada em mais de três anos! Outra coisa que me chamou atenção, recentemente: o governo federal realizou o leilão de quatro usinas hidrelétricas, todas na nossa região - Jaguara (Sacramento), Miranda (Indianópolis), São Simão (Santa Vitória) e Volta Grande (Conceição das Alagoas). Não vi, nem ouvi manifestações de nossos representantes, seja para criticar, apoiar ou esclarecer a respeito desse assunto, que é vital para a economia e para o meio ambiente dessas cidades e da região. Não é aceitável tal nível de omissão, descompromisso e passividade diante de assuntos tão importantes. 

JM – Qual a sua avaliação sobre os governos do presidente Michel Temer, do governador Fernando Pimentel e do prefeito Paulo Piau?
FC –
 A única expectativa que tenho a respeito do governo Temer é que passe depressa. Eu esperava mais do governo do Pimentel. Independente dos problemas resultantes das acusações às quais ele responde, esperava uma gestão mais eficiente, de quem já ocupou tantas funções executivas na carreira. Acho que o prefeito Paulo Piau tem enfrentado a falta de recursos com muita austeridade. A educação e o esporte vão bem, o desenvolvimento é uma área ativa e, apesar da crise, tem apresentado resultados; na Saúde, percebo melhorias na gestão das UBSs e no funcionamento do Hospital Regional, mas, convenhamos, tudo o que se fizer pela Saúde ainda é pouco diante da grande demanda na área. Reconheço também um grande esforço do prefeito em resguardar a posição de Uberaba como cidade-polo, por meio de ações abrangentes, como a reunião do G70, a criação da agência de desenvolvimento econômico regional, do Procon Regional, a luta pelo aeroporto de cargas integrado ao terminal da VLi. São ações que fortalecem a nossa posição política na região. 

JM – Você se considera preparado para assumir um desafio como esse, de representar uma região tão importante de Minas Gerais na Assembleia Legislativa?
FC –
 Estou no meu segundo mandato como vereador, me formei em Direito, me pós-graduei em 2015 em Gestão Jurídica Pública, tenho ótima saúde, muita disposição para o diálogo e para percorrer Minas Gerais de ponta a ponta, e tenho apenas 31 anos! Estou querendo dizer com isso é que o meu propósito de ser deputado estadual é poder dar o melhor de mim, é colocar a minha juventude e o meu entusiasmo a serviço de Uberaba e da região, incondicionalmente. Eu gosto do que faço e, por mais desgastante que seja a rotina de um político, eu acordo motivado todos os dias para cumprir as obrigações do meu mandato, sem hora para voltar para casa. Considero um grande privilégio representar Uberaba e região, e se isso acontecer, vou trabalhar todos os dias do mandato para honrar essa escolha. Então, por tudo isso, me considero preparado, sim!







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