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ENTREVISTA
17/01/2016

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A Associação de Supermercados do Triângulo Mineiro (Assuper) definiu a nova direção para o biênio 2016/2017 na última quinta-feira. O nome escolhido para comandar a entidade é de Neilson Batista de Carvalho. Além dele, a nova diretoria é composta pelo vice-presidente, José Vicente; pelos secretários Matusalém José Alves (ex-presidente) e Sérgio Marcos Guarato; e pelos tesoureiros Rosimeire Luiza Silva e Moacir dos Reis Batista. O novo presidente da Associação concedeu entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã e falou sobre a concorrência no setor “atacarejo”, o aumento nas vendas de repelentes com o surto de dengue e as perspectivas para a sua gestão.  

JORNAL DA MANHÃ: Atualmente, o setor supermercadista é promissor, principalmente em Uberaba, haja vista a grande quantidade de estabelecimentos que são abertos em vários bairros da cidade. Como o senhor enxerga essa concorrência?
NEILSON BATISTA:
A concorrência é muito importante para os clientes. Não diria concorrência, pois seria aquela que é desleal, que as pessoas trabalham um contra o outro. Então, acredito que o nosso setor é de companheiros de trabalho. Na verdade, quanto mais houver o que chamam de concorrência, mais parceiros, mais supermercados na cidade; melhor não só para Uberaba, mas também é importante para os clientes, porque têm onde podem fazer pesquisas, escolher onde é melhor para fazer suas compras. Isso é muito importante, quanto mais estabelecimentos, mais supermercados na cidade, como temos grandes, médios e pequenos, melhor para o cliente que tem a tranquilidade de definir e comprar no estabelecimento que tiver a melhor oferta para ele. 

JM: Tem crescido consideravelmente a entrada de grandes redes de “atacarejo” em Uberaba, sobretudo no que tange a incentivos para que isso aconteça. Essas redes, como Walmart, MartMinas, Makro e afins, acabam impactando o setor? Se sim, como? Outra coisa: o setor vê essa concorrência como desleal?
NB:
É importante porque a cidade cresce e as grandes empresas e supermercados, vão ‘olhando com bons olhos’ para Uberaba e, assim, vai sempre ser um bom negócio. A vinda do Walmart, MartMinas, que até está montando outra loja na BR-050, é muito importante para a cidade e aumenta a concorrência. Realmente, quando tem novidade, cada setor precisa se preparar e melhorar o seu negócio. Com a chegada de novas lojas, somos obrigados a melhorar o atendimento, as opções de compra, além de ser um ganho muito grande para a cidade. Quanto mais concorrência, melhor é para o usuário. Se ele não é bem atendido em um lugar, ele muda para outro, procurando um local que o satisfaça. Os empresários precisam procurar fazer bons negócios e sempre com lealdade. Acredito que hoje, em Uberaba, nós temos um mercado bem concorrido, mas com lealdade. Acompanhei vários estágios do setor aqui na cidade e sempre entendi que quanto mais lojas novas vierem para cá é melhor, não só para o setor, para a cidade, mas também para o cliente, que sai ganhando.  

JM: São muitos supermercados existentes em Uberaba. O número é suficiente para atender toda a demanda local?
NB:
Na medida em que a população vai crescendo, o número de lojas também cresce para atender toda a demanda. Hoje, a cidade é bem abastecida para atender o cliente de Uberaba e da região. Sem dúvida, a quantidade existente hoje na cidade é suficiente para atender toda a população.  

JM: O surto de dengue e agora a preocupação com o zika vírus têm influenciado o aumento nas vendas de repelentes. Há uma campanha específica para expor esses produtos nas gôndolas dos supermercados de forma que os consumidores os vejam mais facilmente? Isso é significante para o aumento de vendas nos supermercados?
NB:
Na verdade, esses produtos ficam disponíveis para o cliente e temos bastante estoque para atender toda a demanda. Acredito que todas as lojas têm compromisso para atender todo o seu público, já que esse tipo de surto está acometendo toda a cidade. Não pensamos em uma campanha porque todos já pensam na exposição destacada, na gôndola, dos produtos que saem mais. Normalmente, esses produtos “de época” ficam bem evidentes, de forma que o cliente já entre e os encontre. Na prática, o aumento na venda desse tipo de produto é muito significante, mas não é um gasto que impacta diretamente no aumento das vendas. Ele cresce uns 70% a mais do que é vendido normalmente, mas como são vários tipos de produtos que nós temos no supermercado, é difícil dizer que apenas um impacta em um aumento real. Cresce a venda diária, mas o ano inteiro esse tipo de produto é vendido.  

JM: O senhor atuará no biênio 2016/2017 à frente da Assuper; o que pretende mudar na sua gestão?
NB:
Convoquei todos os associados para mostrar a eles a importância de todos, igualmente. Assumo agora como presidente, mas estou intimando que todos atuem como presidente. O que eu quero e desejo para nós é que todos tragam questionamentos, sugestões e possibilidades para que possamos melhorar as condições da nossa classe. O compromisso é de todos, é importante que todos façam a sua parte. 

JM: Quais serão as primeiras ações à frente da entidade?
NB:
Iremos nos reunir com todos os associados, ouvir cada um, e definir o melhor caminho para atender a todos. O que vejo como mais importante é trazer o associado para junto de nós, porque juntos somos mais fortes e conseguimos expor nossas sugestões e propostas. Na última estimativa que tivemos, mensuramos cerca de 78 associados. Mas, em princípio já adianto que todos desejam cursos profissionalizantes, por exemplo relacionados a padaria, açougue, para gratificar e incentivar os funcionários. Vários colegas já me questionaram sobre isso, para que consigamos qualificar o profissional, para ele estar adequado ao mercado e melhorar o resultado final para o cliente. Sempre, os fornecedores já têm programas para qualificar os funcionários. Isso é muito bacana e importante para a nossa área. 

JM: O ano de 2016 promete continuar sendo de grande dificuldade para os brasileiros. Nesse sentido, o senhor pretende fortalecer a união do setor e incentivar promoções no intuito de atrair mais clientes para as lojas?
NB:
A possibilidade de promoção é difícil, porque cada um tem que ver como é o seu negócio. Nós incentivamos, mas o profissional tem que ver como está a sua loja, para que não haja nenhum tipo de concorrência desleal. Tem gente que faz todo tipo de promoção, com preços bem abaixo, e depois não consegue arcar com os custos. O nosso objetivo é fazer negociações para conseguir uma quantidade ‘X’ de mercadorias mais baratas, e que isso seja igualitário para todos os associados.  

JM: Especialistas falam em cortes de gastos e demissões. Como será o ano no setor supermercadista, haverá demissões ou contratações?
NB:
Já passei por vários tipos de situações, com inflações de 80% ao mês. Então, o mercado se constitui de cada comerciante. Acredito que o mercado está em um ritmo que não tem como perder; talvez, não tenha como ganhar, mas perder de forma alguma. O mercado está firme, o setor supermercadista não tem como retrair, as vendas podem não aumentar, mas não acredito que vão diminuir. Acredito, ainda, que consigamos reagir, melhorar, e quem sabe no meio do ano consigamos aumentar o número de contratações? O nosso setor está com vendas razoáveis, deu uma diminuída, mas dá para administrar. Digo que o importante é saber administrar o seu negócio, porque vai fazer só o que consegue e é capaz de cumprir. Não é hora para fazer investimento, e sim administrar o que tem; o mercado não está para aumentar, ele está muito frio.  

JM: Para economizar, algumas pessoas estão optando por ficar em casa ao invés de sair ou viajar. Por isso, alguns setores estão conseguindo aquecer mais as vendas, já que as pessoas têm preferido comer em casa, fazer churrasco, etc. Essa é uma realidade em Uberaba?
NB:
Sou muito observador e vejo a reação do mercado mostrando que não há crise. Digo isso porque eu saio na cidade e vejo os bares todos cheios, bem movimentados; então, cada um faz a sua crise. Se a crise estivesse tão assoladora não teria ninguém sentado tomando uma cerveja com os amigos no fim de semana, não é verdade?! A opção de fazer as compras no supermercado e reunir em casa, não vai mudar. No momento em que a crise apertar realmente, as pessoas ficarão mais em casa e vão comprar o que precisam. Acredito que para conseguir emprego está mais difícil; na construção tem muitas pessoas que estão atrás de emprego, a gente sente isso. As pessoas têm que ficar atentas e gastar menos. No nosso setor, não acredito que haja crise, deu uma retraída no final do ano, não conseguimos bater o objetivo, mas também não foi de todo ruim, comparando com outros setores.  

JM: Estão sendo discutidas medidas para incentivar as compras para o carnaval? A abertura ou fechamento das lojas já foi definida? O consumidor pode esperar promoções em bebidas e alimentos para encarar a folia?
NB:
Acredito que até o dia 20 ou 25 deste mês nós já tenhamos todas as definições para o carnaval. É claro que o consumidor pode esperar boas promoções em bebidas e nos alimentos para o carnaval, porque em cada época a gente faz as negociações de compra sempre pensando em proporcionar o melhor atendimento e qualidade para os nossos clientes.







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