Publicidade Rdio JM
Canais Facebook Twitter RSS RSS
Play Store App Store Estúdio Ao vivo
EDIÇÕES ANTERIORES:
 | 
BUSCA:     
Você está visitando a Edição do dia 10/04/2016

 
ENTREVISTA
Tamanho do texto: A A A A
ENTREVISTA
10/04/2016

Compartilhar:


OUTRAS COLUNAS



Com o número cada vez maior de furtos e roubos, muitos estão recorrendo à tecnologia de segurança predial mais eficiente para, no mínimo, dificultar a ação de infratores. Empresas especializadas neste segmento comemoram as vendas e não sentem a crise, muito pelo contrário, estão contratando e sempre inovando. O Jornal da Manhã entrevista hoje o técnico e consultor em segurança predial João Márcio Ferreira Ribeiro, 52 anos, casado e pai de três filhos. Ele é neto de João Uberabino, um dos pioneiros no Brasil na arte de instalar, consertar e abrir cofres bancários e outras fechaduras complexas. Foram mais de 60 anos desvendando segredos e criando dificuldades. João Márcio conta que aprendeu o ofício aos 12 anos de idade, inicialmente assistindo a seu avô, e 40 anos se passaram e hoje sua empresa, a João Uberabino, tem cerca 100 anos de existência e representa com exclusividade grandes marcas, como, por exemplo, Mul-T-Lock. 

Jornal da Manhã - A que se deve esse aumento no número de roubos e furtos em residências e empresas?
João Márcio Ferreira -
Acredito que a impunidade seja a mola propulsora, mas a falta de investimento em medidas de segurança preventivas é negligenciada e muitas vezes o cidadão só se da conta da necessidade de investimento em segurança depois que é vítima. A prevenção é essencial. Apenas 5% da população se previne. Por isto é importante o trabalho de conscientização nessa parte. Nossa empresa não é destinada a vender projetos ou assessórios de segurança. Inicialmente, trabalhamos com orientação, consultoria e, muitas vezes, sem custo algum para o cliente. Mostramos falhas. Nossa empresa é muito procurada para instalação de sistemas de segurança antes do crime, mas o número de pessoas que nos procuram depois que suas casas ou empresas foram arrombadas é ainda muito maior. É isso que eu gostaria de mudar. Fazer as pessoas entenderem que devem investir em segurança antes. Fica muito mais em conta. 

JM - Você começou a trabalhar com seu avô aos 12 anos, naquela época não havia tantos furtos e roubos a residências e empresas... Como descobriu que tinha vocação para se tornar um técnico em segurança predial?
JMF -
Desde 1978, quando meu avô morreu e eu tinha apenas 12 anos, me deparei com cofre que deveria ter sido aberto por ele, mas não deu tempo. Ele morreu antes. Foi então que abri meu primeiro cofre, altamente sofisticado para a época. E desde então venho prestando serviços graças ao nome do meu avô João Uberabino. Esse é nosso maior patrimônio. Eu não só herdei ofício, uma empresa. Herdei um nome, uma marca, que procuro honrar em cada serviço que fazemos. E fui me especializando e cheguei ao ponto onde estou hoje. Uberaba pode se orgulhar de ter uma empresa com o que existe de mais moderno em segurança predial. De uma simples confecção de chaves codificadas, sistema de alta segurança em fechaduras digitais ou biométricas, venda e assistência de qualquer tipo de cofre, cadeados e portas blindadas.  

JM - Seu avô foi pioneiro no Brasil e um dos principais técnicos em conserto e abertura de cofres de bancos... Como foi essa história?
JMF -
Quando ele começou, tinha habilidades manuais. Ele era ferreiro também, fazia vários trabalhos com peças pequenas, e acabei herdando essa habilidade do meu avô. Já são 40 anos trabalhando como chaveiro e técnico em segurança predial e em muitos casos tenho que recorrer às minhas habilidades manuais e passar horas no torno, desenvolvendo fechaduras para determinados clientes, exatamente como fazia meu avô [João Uberabino] há 100 anos.  

JM - Você é um empresário bem-sucedido, com uma estrutura onde quase todo projeto é você que desenvolve e põe em prática, e tem estoque de equipamentos de segurança de altíssima tecnologia... É um profissional para honrar o nome de seu avô ou tem realmente preocupação com a segurança das pessoas?
JMF -
Desde quando decidi que iria trilhar e honrar os caminhos de meu avô, tenho em mente a segurança das pessoas, porém tenho dificuldades de esclarecer o tanto que elas ficam vulneráveis. Hoje o meu trabalho principal é mostrar falhas na segurança, orientar e, se for o caso, criar projetos para solucioná-las. 

JM - Você disse que as pessoas estão constantemente com as portas de suas casas e suas empresas abertas, mesmo achando que trancaram tudo... O que isso significa?
JMF -
O que acontece é que as pessoas colocam uma fechadura em casa e acreditam que estão seguras. As pessoas estão trabalhando, ou dormindo, e se esquecem da segurança, porém o infrator tem o pensamento de arrombar as portas para furtar e depois fugir. As pessoas não sabem o que fazer. Aí entra o nosso trabalho de conscientização, para orientar qual a melhor tranca para a casa ou empresa, ou seja, a melhor forma de fechar uma porta. Porque existe a arte de se fechar uma porta, desde a mais simples até a mais complicada. Eu trabalho com a ideia de não deixar o ladrão entrar pelas portas, não tenho nada contra as câmeras, cerca elétrica, cerca concertina e alarmes, mas o propósito é não deixar o ladrão entrar na sua casa ou na empresa, por isto há fechaduras de todos os preços, que variam de R$100 a R$5 mil. Depende da tecnologia que a pessoa deseja, seja com biometria ou digital. A nossa empresa disponibiliza até mesmo portas blindadas, que são instaladas, e valores diferenciados. Entregamos tudo instalado e funcionando. Dá até mesmo para criar um “quarto do pânico”, para onde as pessoas vão em caso de suspeita de arrombamento. E tudo isso aqui mesmo, em Uberaba. Nossa empresa disponibiliza o que existe de mais moderno neste segmento e que é apresentado em feiras do mundo inteiro.  

JM - Que tipo de produto você mais oferece aos seus clientes?
JMF -
Um produto que gosto muito são as fechaduras Mul-T-Lock. As pessoas podem entrar no nosso site [www.joaouberabino.com.br] e verificar. Aqui, em Uberaba, sou o único representante. São chaves inopináveis e patenteadas. Mas trabalho também com a biometria (que lê as digitais), digital (acesso através dos números), eletromagnética, fechaduras com cartão e outras. Existem também os cofres, que hoje podem ser usados com fechaduras digitais ou até com biometria. 

JM - Quais os tipos de ladrões?
JMF -
Existem dois tipos de ser humano [ladrão], aquele que arromba, que vem, estraga a casa ou empresa da gente, e aquele que, normalmente, você mais confia, que está dentro de sua casa ou empresa, e, ainda, comete o furto. Por isto, nossos produtos são para atingir vários tipos de modalidade de furto. São produtos que não têm como abrir sem danificar. E estamos falando de danificar muito e com muito trabalho e barulho.  

JM - As casas e apartamentos que vêm sendo construídos atualmente estão sendo entregues aos seus proprietários levando-se em conta também a segurança?
JMF -
Venho fazendo uma pesquisa junto às construtoras e fiquei sabendo que, em algumas, as fechaduras não fazem parte da estrutura do imóvel. Eles entregam e depois o proprietário arca com os custos das fechaduras. As construtoras, com seus engenheiros e arquitetos, não entram nessa área de segurança. Nos seus projetos não estão incluídas fechaduras confiáveis. Todos precisam saber o que é trancar uma porta. Meu trabalho é diretamente feito com o cliente, proprietário do imóvel. Sempre procuro atuar oferecendo produtos de segurança extremamente confiáveis e que não entrem em desarmonia com o projeto arquitetônico do imóvel. Atualmente é difícil conscientizar as pessoas de que elas precisam se preocupar com seu patrimônio. É necessário ter obstrução física, pois o ladrão não está mais preocupado em ser filmado ou se um alarme disparar. Ladrão não tem que entrar na nossa casa. Existem soluções para todo tipo de problema, com total discrição. As construtoras, engenheiros e arquitetos precisam entender que, mais importante que a estética do imóvel, é a segurança. E quando falamos em segurança, é bom lembrar que vidas podem ser ceifadas depois que marginais invadem imóveis para roubar e acabam levando o maior patrimônio do ser humano: a vida.







San Marco - 16maio
EDIÇÃO DE HOJE
Edição de Hoje

ENQUETE
Voc concorda com a alterao do horrio de funcionamento de estabelecimentos comerciais e at mesmo da Prefeitura em decorrncia dos jogos da Seleo na Copa do Mundo?





JM FORUM
Voc acredita na briga de faces criminosas como motivao para as recorrentes mortes de detentos na penitenciria de Uberaba?
Comentar


AS EMPRESAS DO GRUPO JM DE COMUNICAÇÃO
JM Magazine JM Online JM JM Extra JM Rádio Vitória
Todos os direitos reservados ao Jornal da Manhã © 2018