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ENTREVISTA
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ENTREVISTA
03/04/2016

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Com pouco mais de dois meses no comando do 8º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (8º BBM) em Uberaba, o tenente-coronel BM Rubem Cruz vem fazendo pequenas mudanças, porém significativas, principalmente quando se refere à integração entre a corporação e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Com 48 anos de idade, natural de Central de Minas (MG), o novo comandante é casado com Cláudia Agda Boaventura Cruz, com quem tem três filhas. Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, o comandante fala de acidentes, instalações, fiscalizações de prevenção de acidentes e incêndios e da necessidade de uma escada ou lança elevatória para debelar incêndios em edifícios. 

Jornal da Manhã - Qual o principal compromisso com o Corpo de Bombeiros em Uberaba hoje?
Tenente-coronel Rubem Cruz -
Entender as necessidades e expectativas da população, bem como dos militares do Corpo de Bombeiros. Neste entendimento, desenvolver ações que possam atingir os objetivos. Buscar preencher as lacunas deixadas pela falta de recursos com treinamentos específicos, aprimorando as técnicas e o conhecimento. 

JM - O 8º BBM em Uberaba atende a quantas cidades na região?
Rubem Cruz -
Atualmente temos sob nossa responsabilidade unidades, além de Uberaba, nas cidades de Campos Altos, Araxá, Frutal e Iturama, bem como cidades adjacentes, compreendendo 22 municípios.  

JM - A estrutura é compatível com o número de atendimentos?
Rubem Cruz -
Estamos ampliando as instalações junto à unidade localizada na avenida da Saudade, onde funciona a companhia de prevenção e futuramente a sede do batalhão. Além disso, estamos ampliando também o centro de treinamento, localizado na Univerdecidade. Na atual sede do batalhão, na rua 13 de Maio, há projeto para integração do Samu. À medida que aumenta o numero de ocorrências atendidas, precisamos nos adequar e é isso que estamos fazendo.  

JM - Os acidentes com veículos ainda correspondem à maior parte dos atendimentos?
Rubem Cruz -
A maior parte dos atendimentos é na área de prevenção a acidentes e incêndios. Os acidentes de trânsito ocupam o 4º maior grupo de atendimento, só no ano de 2015 o 8º Batalhão atendeu 2.434 ocorrências de trânsito de um total de 23.908. 

JM - A parceria bombeiros e Samu está dando certo?
Rubem Cruz -
Desde que cheguei a Uberaba sempre demonstrei interesse em manter o bom relacionamento com os órgãos dos diversos segmentos. Com o Samu não foi diferente. Já nos reunimos diversas vezes para tratarmos da integração. Estive em Belo Horizonte para tratar especificamente do convênio junto ao Estado-Maior da corporação. Paralelamente, mantemos contato direto com o comando operacional sediado em Uberlândia, para que possamos acelerar o processo. O projeto arquitetônico está quase pronto e o convênio está em fase final de tratativas. Estou muito confiante na integração, visto que o Corpo de Bombeiros vem mantendo um contato muito próximo com os envolvidos no consórcio intermunicipal de saúde (Cisvalegran). Quem tem a ganhar com a integração do Corpo de Bombeiros Militar e Samu é a sociedade. 

JM – Por que algumas obras demoram meses para ter a aprovação do Corpo de Bombeiros?
Rubem Cruz -
Precisaríamos analisar caso a caso. Existem vários aspectos a ser observados na aprovação de um projeto de incêndio. A inobservância de regras que regulam o ordenamento pode ocasionar um possível atraso. Na atualidade, o Corpo de Bombeiros demanda uma semana para análise de um projeto, não havendo correções no tocante às normas. Esse é o tempo para entrada e aprovação do projeto. Lembrando que o tempo previsto é de 30 dias. Sabendo da necessidade de se ter um projeto aprovado por parte dos interessados, temos concentrado um esforço enorme em diminuir o período do processo de aprovação.  

JM - O que efetivamente as construtoras devem observar nos projetos com relação à prevenção de incêndios, considerando imóvel residencial plano, prédio de apartamentos, construções comerciais e/ou industriais?
Rubem Cruz -
Resume-se a cumprir o que está previsto na lei de prevenção. Aqueles casos que fogem à norma precisam ser discutidos junto aos setores específicos do Corpo de Bombeiros Militar.  

JM - Uberaba está preparada para combater incêndio em edifícios com 15 ou mais pavimentos?
Rubem Cruz -
Estamos preparados e a cada dia estamos nos aperfeiçoando. O fato de não termos uma escada ou lança elevatória não traduz em despreparo para o atendimento a ocorrências em edificações altas.  

JM - Como enquadrar os imóveis antigos na nova legislação, mais exigente, que trata da prevenção de incêndios?
Rubem Cruz -
Precisamos verificar o que é possível ser feito para melhorar o sistema de prevenção. Não podemos simplesmente tratar a situação de um imóvel antigo como sendo só um imóvel antigo. Todos os imóveis estão sujeitos a riscos e nós precisamos identificá-los e propor medidas para diminuir estes riscos. O entendimento do Corpo de Bombeiros é que se faz o que é possível ser feito.  

JM - Até que ponto os bombeiros estão fiscalizando os imóveis e exigindo essas adaptações?
Rubem Cruz -
As fiscalizações são lineares. Não há escolha sobre qual imóvel fiscalizar. Toda exigência do Corpo de Bombeiros é centrada nas normas que regulam o sistema.  

JM - Quem está obrigado a manter mangueiras e extintores de incêndio? Qual a proporção de extintores por metro quadrado?
Rubem Cruz -
As exigências de sistema de mangueiras, extintores de incêndio e de outros sistemas preventivos e a proporção estão relacionadas ao tipo de imóvel e qual destino de uso. Para cada finalidade teremos uma exigência. É conveniente que aqueles que tenham dúvidas sobre quais regras adotar em sua edificação procurem o Corpo de Bombeiros, através do setor de análise de projetos e vistoria, para esclarecimento das necessidades. Telefone: (34) 3332-4164.  

JM - Como é feito o pagamento de taxas de incêndio e qual sua destinação?
Rubem Cruz –
O pagamento da taxa de incêndio é feito através de documento de arrecadação junto à Secretaria da Fazenda de Minas Gerais. Parte do recurso é repassada ao Corpo de Bombeiros para aplicação em investimento.







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