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ENTREVISTA
12/02/2017

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Foto/Jairo Chagas

 

As eleições municipais de 2016 foram bastante disputadas, mas o resultado surpreendeu alguns uberabenses, que esperavam um segundo turno. Com 55,3% da votação, ou seja, com exatos 75.241 votos válidos, Uberaba reelegeu, em 2 de outubro passado, Paulo Piau (PMDB) como prefeito e João Gilberto Ripposati (PSD) vice-prefeito. Funcionário público concursado e licenciado da Epamig, a vivência política de João Gilberto Ripposati começou como líder comunitário, mas ganhou ainda mais força quando se elegeu pela primeira vez como vereador em 1996. Depois de quatro mandatos consecutivos no Legislativo, Ripposati decidiu alçar novo voo, agora no Executivo, e mais, na posição de vice-prefeito. Aos 55 anos de idade e descrito como um vereador combativo e fiscalizador ao longo dos últimos 16 anos, Ripposati promete colocar a mão na massa nos quatro anos seguintes, pois não quer trabalhar apenas quando for requisitado a substituir Paulo Piau em caso de afastamento. Após pouco mais de um mês de mandato, a edição de hoje do Jornal da Manhã traz partes da entrevista com o vice-prefeito, concedida na última segunda-feira (6) ao quadro “Na Família”, do programa JM Mulher, comandado pela jornalista Indiara Ferreira, na Rádio JM 730 AM

Jornal da Manhã – O que o senhor pensa da decisão da Prefeitura de Uberaba de não promover o carnaval na cidade este ano?
João Gilberto Ripposati –
A Prefeitura está trabalhando essa questão de buscar melhorar a sua administração, no sentido de pagar as suas dívidas e os seus compromissos. Este é um ano que está pautado em um pedido do secretário da Fazenda de colocar a Prefeitura em ordem, acertando dívidas com servidores que saíram em 2015 e 2016 e que ainda não receberam; com fornecedores, e até mesmo na área cultural tem artista que não recebeu até hoje. Então, realmente, o propósito é este. A cultura tem que ser valorizada, mas essa é a realidade e temos que trabalhar olhando para frente, para que as condições possam ser propícias. Naturalmente, o carnaval vai acontecer nos clubes, ou seja, no setor privado e de iniciativa comunitária, ONGs e tudo mais, mas pela Prefeitura essa é a realidade. 

JM – O senhor ficou 16 anos na cadeira de vereador e agora assume a posição de vice-prefeito... O que muda, em termos de trabalho, do Legislativo para o Executivo? Já deu tempo de sentir?
Ripposati –
Já. O sentimento que temos é de primeiro corresponder à confiança que foi depositada nas urnas, pois as pessoas confiaram no nosso nome, acreditando que o vice, ao fazer chapa com Paulo Piau, iria dar continuidade ao trabalho de olhar pela população. Trago minha experiência de legislador, que tem uma tarefa um pouco diferente, mas trago comigo o sentimento de continuar olhando pelo povo. No primeiro dia após a posse eu já estava trabalhando, com a estrutura de gabinete funcionando na Prefeitura, cujos telefones são (34) 3318-2050 e 3318-2051. De manhã estou rodando os bairros, pois não vou deixar o convívio com a população e de vivenciar o dia a dia da cidade. Hoje estamos vivendo o problema dos buracos. O tapa-buracos é um clamor das pessoas e é uma situação constrangedora, pois causa danos às pessoas. Por isso, já estamos comprando a massa asfáltica e estamos gastando 70 toneladas por dia. Então, não quero perder esse convívio e vou intensificar isto cada vez mais, pois essa é a expectativa do Paulo Piau, de que eu possa ajudar a termos essa integração com a população para ouvi-la, a fim de que as políticas públicas possam estar de acordo com que ela [a população] mais precisa. 

JM – Durante seus mandatos no Legislativo, o senhor teve uma postura muito crítica com relação ao governo, ponderando projetos sempre de forma muito técnica, sempre solicitando alterações em diferentes pontos... Como vai se comportar agora que o senhor está do outro lado?
Ripposati –
Creio que está nascendo um novo projeto e, quem sabe, pode servir de exemplo para o Brasil. Aqui, quando me coloco na condição de um vice para somar, isso não é só em campanha. Nesse momento, eu e o Paulo Piau dividimos tarefa para multiplicar; ele ia para um lado e eu ia para outro, sempre com confiança um no outro. E isso também está acontecendo agora. Estou participando de todas as reuniões e ele está me chamando para acompanhar todas as decisões de perto, isso está me dando condições de aprimorar meus conhecimentos e, logicamente, estou compartilhando esse conhecimento e procurando tirar do papel muitas coisas que, como vereador, não pude fazer. Um exemplo é com relação aos ecopontos: um informativo que foi lançado agora, que, na condição de vereador, passei três anos e meio pedindo. Uma coisa simples, pois ele informa onde estão os ecopontos ou pontos ecológicos nos bairros e como utilizá-los. Sofri quando não podíamos passar para a população sobre como usar. Hoje, vemos jogados pela cidade afora fogão velho, geladeira e sofá. Agora, confeccionamos um informativo e vamos divulgar os lugares certos para popularizar isso. Esta já é uma ação do vice com as secretarias de Serviços Urbanos e Saúde. Nosso comandante maior se chama Paulo Piau e quero cada dia mais conquistar a confiança dele, dos secretários, dos servidores e da população para construirmos juntos um trabalho diferenciado. Não tenho vaidade, é bom deixar claro, e o objetivo principal é corresponder à confiança e demonstrar que o vice pode ser útil, sim, respeitando a ética para produzir um resultado positivo.  

JM – O senhor tem estrutura para desenvolver as ações às quais se propõe?
Ripposati –
Eu teria a opção de pedir uma secretaria, mas preferi estar presente em todas as secretarias. Até porque na minha passagem pelo Legislativo consegui fazer marcações fortes de políticas públicas em todas as áreas. Por isto, estou à disposição de todos os secretários para ouvi-los e compartilhar o que for possível com eles. Conforme isto vai acontecendo, vamos buscar criatividade e inovação. Hoje, a Prefeitura tem que modernizar seu sistema de informatização e vamos utilizar a ferramenta da tecnologia. Creio que o caminho é esse, chegar para somar com ética, e não no espírito de querer ser melhor que o outro, dessa forma, com certeza, vamos conquistar resultados positivos. 

JM – O senhor tem pretensão de sair deputado nas próximas eleições?
Ripposati –
Fico pensando, a política é tão rápida, não é? Primeiro, neste momento, quero retribuir a confiança da população e, lá na frente, se o partido entender que tenho condições para isso, nós vamos analisar o projeto. Não quero é ter a frustração de não corresponder à população, porque quero corresponder com amor, com carinho e com responsabilidade a confiança que foi depositada em mim. E lá na frente só vou ser candidato a prefeito ou a deputado se isso fluir, se isso naturalmente produzir um resultado positivo. Se isso seguir de forma positiva para a cidade, com certeza vou ter condições de discutir com os partidos, com as bases aliadas e com a população a melhor forma. 

JM – Nessa composição partidária que elegeu o atual governo tivemos PMDB, PSD e DEM, com lideranças conhecidas que já estiveram no poder antes de 2004... O senhor acredita que houve a volta do mesmo grupo que comandava a cidade em 2004?
Ripposati –
Pode ser que sim. Na verdade, esse grupo esteve em sintonia bem antes, com Paulo Piau, Luiz Neto, Marcos Montes, nosso saudoso Hugo Rodrigues da Cunha, que foi o baluarte que aglutinou esse grupo. O slogan dele era "honestidade e trabalho", numa época em que eu nem pensava em estar na política, e acompanhei isso desde o início. Espelho-me na pessoa do doutor Hugo, uma pessoa muito honesta, e esse foi o exemplo que ficou para todos nós. Pela naturalidade do tempo, pelo destino, houve esse reencontro, sim, e fico pensando que em 1992 eu ajudei a eleger o Luiz Neto, sem pensar em entrar na política como líder comunitário, trabalhando pela Epamig/Embrapa no setor de censo e pesquisa, onde atuei por 30 anos. E não imaginava que hoje estaria nas reuniões que tenho, vendo o Luiz Neto compartilhando conosco, com entusiasmo, colaborando e sugerindo ações que possam fluir em resultados positivos para a cidade. Ele já foi prefeito, teve seu momento e hoje pode contribuir com o município. Então, vejo que tudo isso traz para nós vários conhecimentos. Acima de tudo isso, a política mudou muito e temos que buscar o foco na verdade, na honestidade e na transparência. Hoje, as redes sociais são uma peça ou instrumento fundamental de transparência. Aproveitando a oportunidade, já pedi ao prefeito e ele acatou meu pedido de irmos aos bairros, após o carnaval, fazer audiências públicas para uma gestão participativa, a fim de ouvir a população. Ouvimos na eleição, mas passou a campanha e é muito importante irmos ao encontro da população e conferir quais são as prioridades para fazermos a inclusão no orçamento e do que será feito nos próximos quatro anos. Piau já concordou e estamos com o calendário pronto para, a partir de março, tão logo termine o carnaval, irmos com os secretários nos bairros, os quais dividimos em seis setores. Estou à frente disso e estou com os secretários e com o prefeito para construir essa integração e aproximação com a população. Por isto peço que a população fique atenta e venha participar com cidadania e nos ajude, com suas críticas construtivas e propostas, a acertar o nosso plano de governo. 

JM – Um ouvinte questionou a publicidade elaborada durante a sua campanha e que a realidade de Uberaba não tem nada a ver com as imagens bonitas que foram divulgadas; para ele, trata-se de propaganda enganosa... O que o senhor acha disso?
Ripposati –
É dessa crítica construtiva que vamos fazer os resultados acontecerem. Realmente estou na Prefeitura na condição de vice, trazendo uma vivência de olhar pela população, e vou continuar olhando. Sofro neste momento também como cidadão. Há locais onde não conseguimos passar, pois a chuva não está dando tempo, mas temos que nos aprimorar. A questão do Hospital Regional ficou muito marcante porque o governo Paulo Piau assumiu um hospital como se já estivesse terminado e, na verdade, o hospital não tinha sido concluído e hoje está mais de 95% pronto, mas é preciso ver com muita responsabilidade a gestão. Gastou-se R$30 milhões para fazer e serão gastos R$60 milhões para manter. Ele vai atender 27 cidades. O governo federal tem que cumprir a parte dele, assim como o governo estadual e as 27 cidades também, porque o hospital não é da Prefeitura, ele é regional. Então, é muita responsabilidade. Fui até lá outro dia com o secretário de Obras e verifiquei a situação, assim como acompanhei quando era vereador, quando fui escalado para fazer um relatório de fiscalização. Então, as obras vão acontecer dentro daquilo que foi proposto e existem vários projetos para acontecer, apesar da crise, que começa a ir embora. O município tem planejamento para daqui 20 anos, que precisa ser trabalhado com a sociedade, e hoje tenho certeza que a indignação está por toda parte, como nos locais onde não conseguimos passar com a operação tapa-buracos. Existe um problema sério em Uberaba que é a necessidade de revitalização asfáltica. Há lugares nos quais não adianta mais tapar buracos, tem que revitalizar e recapear. Na última reunião fiz um pedido ao Paulo Piau para fazermos um zoneamento das ruas e vias de Uberaba que não suportam mais operação tapa-buracos e que precisam ser recapeadas. Isso demanda recursos, mas é ouvindo a população que vamos saber. Nessa última eleição foi dado o recado, porque 76 mil eleitores não quiseram votar e 80 mil votaram, somando brancos e nulos, isso foi um recado. Sabemos o que nosso país está passando, o que reflete no município, mas só com tempo para as pessoas poderem conferir o que estou dizendo, e quero garantir que vou honrar com honestidade e com trabalho, fazendo tudo que posso em busca do melhor para atender à população.







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