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ENTREVISTA
31/08/2016

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Nova diretoria da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), gestão 2016/2019, toma posse hoje no Centro de Eventos "Rômulo Kardec de Camargos". Encabeçada por Arnaldo Manuel de Souza Machado Borges, a diretoria foi eleita com 50,9% dos votos e tem como principal proposta uma ABCZ para todos. Jornal da Manhã entrevista hoje Arnaldo Machado sobre assuntos relativos à entidade, quanto aos projetos que pretende desenvolver nos próximos anos e questões ligadas à pecuária e política. 

Jornal da Manhã - Durante sua campanha, o senhor prometeu uma ABCZ para todos; na prática, o que isso significará para o associado?
Arnaldo Manuel –
A ABCZ é uma entidade que nasceu em Uberaba e sempre teve uma participação muito importante da nossa comunidade. Nos últimos eventos observamos uma ausência de Uberaba, principalmente na ExpoZebu. Então, em um primeiro momento, tivemos encontro com o prefeito Paulo Piau, com a Câmara de Vereadores e entidades ligadas ao comércio de Uberaba, uma vez que a ExpoZebu é um evento importante para o município, a fim de que volte a ter a participação da comunidade no lazer e negócios da feira.  

JM - Também durante a campanha o senhor falou em resgatar os shows populares na ExpoZebu, para que o público possa prestigiar o evento como antigamente; no entanto, há um TAC que proíbe a ABCZ de promover shows noturnos no Parque Fernando Costa. Qual será solução neste caso?
AM –
Eu participei nos últimos meses de várias exposições no Brasil e vi parques que estão dentro da área urbana, como Londrina, Patos de Minas e Janaúba, e que durante as feiras são realizados as atrações musicais, os shows. Por isto, acredito que precisamos, com a Prefeitura e entidades, viabilizar essa ideia com as atrações e colocar isso em prática. Acredito que é possível. E, além do Parque Fernando Costa, a ABCZ tem a estância, com uma área grande, em que podemos desenvolver projetos para população de Uberaba e região. Essa é uma forma de fazer uma ABCZ para todos.  

JM - Qual é a real situação financeira da ABCZ hoje? E, diante da crise econômica no país, como aumentar as receitas da associação?
AM –
Vamos ter a última reunião da atual diretoria no dia 31 de agosto [hoje]. Então, acredito que será nesta reunião que terei conhecimento do balanço financeiro da ABCZ, fechado no mês de julho. O balanço financeiro é feito durante uma assembleia que, tradicionalmente, acontece no mês de março. Por três anos consecutivos tivemos um resultado deficitário. Mas as informações que tenho é de que neste primeiro semestre a principal fonte de renda da ABCZ, que são os registros genealógicos, apresentou um crescimento. Saberemos disso nesta reunião, com os dados dos seis últimos meses desta gestão.  

JM – Diante das informações que já tem sobre a situação financeira da entidade, o que senhor pretende fazer para melhorar?
AM –
Nestes 10 meses de campanha, tivemos a oportunidade de estar com criadores de várias regiões do país, eu pessoalmente estive em 16 estados e alguns companheiros de diretoria estiveram em outros três estados. Nestas visitas ouvimos muitos criadores, que questionaram bastante quanto à burocracia, exigências da ABCZ. Diante disso, tivemos uma reunião durante a ExpoGenética - que terminou no último domingo (28) -, com todo o corpo técnico da associação, e pedi o máximo de empenho. Daremos toda a autoridade a fim de que atenda o criador no que for necessário, resolvendo todas as questões para que não haja necessidade de uma nova visita, pois isso gera custos. A burocracia é produtora de gastos, lembrando que a principal fonte de renda da ABCZ são os registros genealógicos e que nos últimos três anos tivemos queda significativa. No RGN (Registro Genealógico de Nascimento) houve queda de 176 mil animais e no RGD (Registro Genealógico Definitivo) foram 56 mil animais que deixaram de ser registrados, com relação aos anos anteriores. Por isso pedi aos técnicos para que se empenhem e voltem a crescer os registros.  

JM - Quais as primeiras mudanças que o senhor pretende implementar logo após a sua posse?
AM –
A campanha para eleição da ABCZ criou uma motivação muito grande, sendo durante ou depois da campanha. Para se ter uma ideia, recebemos mais de quatro mil mensagens - principalmente por WhatsApp - de criadores, além daqueles que são de fora, como da Bolívia, Equador, Guatemala, México, entre outros países. Neste sentido, na nossa primeira reunião, a ser promovida depois da posse, já queremos que sejam levantadas demandas. Os conselheiros dos estados devem trazer sugestões com reivindicações. Nessa gestão teremos uma participação muito grande dos conselheiros estaduais, uma vez que cada Estado possui necessidades diferentes, como no Nordeste, em que são criadas todas as raças zebuínas e lá existem períodos críticos por falta de chuva. Então, tenho certeza que esta primeira reunião será proveitosa, com o anúncio do Conselho Deliberativo Técnico.  

JM - Qual o enfoque que pretende dar aos programas que envolvem tecnologia no campo, criados pela ABCZ?
AM –
Nós temos o Programa de Melhoramento das Raças Zebuínas (PMGZ) e, através dele, nasceu o Programa Nacional de Avaliação de Touros Jovens (Pnat), que está tendo bastante sucesso. Quanto ao Pró-Genética, ele está bem consolidado: um programa que tem importância muito grande, pois é o elo da ABCZ com os pequenos e médios produtores rurais, levando a eles os reprodutores. Estes programas já estão bem consolidados e a tendência é que cresçam ainda mais, e não mudaria nada nestes que já estão criados. Inclusive, vamos criar duas comissões, a PMGZ Corte e PMGZ Leite, compostas de nove membros, criador e técnico, junto com diretor do departamento e consultores, e integrarão a comissão deliberativa. Vão se reunir nos próximos dias para analisar o que está sendo feito com o PMGZ e o que deve ser implantado, sempre há técnicas novas.  

JM - Os programas de sanidade animal do governo do Estado são eficientes?
AM –
Com certeza, inclusive durante a nossa campanha estivemos no Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal, o Sindan, para que a ABCZ tenha um elo forte com estas entidades, pois é importante manter este relacionamento para o mercado internacional que a carne brasileira conquistou, inclusive, recentemente, o mercado americano. Então, existe esse projeto, que é a integração lavoura, pecuária e preservação do meio ambiente, que vai ser bastante praticado na nossa gestão, uma vez que o corpo técnico da associação tem condições de colocar isso em prática, pois é uma exigência do mercado internacional. Essa parceria da ABCZ com as entidades ligadas à sanidade animal e com aquelas responsáveis pelo mercado internacional é muito importante, principalmente junto com os governos estadual e municipal.  

JM - Em nível nacional, o que pretende reivindicar do governo federal especificamente para a pecuária brasileira? Quais as principais demandas do setor?
AM –
A ABCZ é delegada do Ministério da Agricultura e Pecuária, desde 1938, para o melhoramento das raças zebuínas e seus cruzamentos, e desta forma sempre tivemos um elo com o governo federal. Hoje nós temos o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, que é nosso amigo, agricultor, pecuarista e, ainda, com experiência na atividade, e isso é importante, pois em outras ocasiões tínhamos ministros que não estavam ligados com a nossa atividade. Além disso, contamos com governadores, senadores e deputados federais, que também possuem um elo com a associação, inclusive muitos deles são associados. Enfim, temos um bom relacionamento.  

JM – Ainda falando de governo federal, diante desta situação atual em que o país vive, em meio a um processo de impeachment, essa situação enfraquece o setor?
AM –
Eu torço para que tome um caminho novo, da competência e do trabalho. É isso que o povo brasileiro exige hoje. Um governo que proporcione segurança de vida, de trabalho, estamos passando por um momento bem delicado, não me lembro de ter passado por essa situação antes. E, dentro dessa situação atual, o nosso setor se mantém forte, proporcionando emprego, divisas para o país e, desta forma, está sendo reconhecido. A tendência agora e ter apoio ainda maior da população e, com isto, com certeza, o governo deverá ter cuidado ainda maior com a nossa atividade. Vale destacar que o pecuarista trabalha 365 dias do ano e essa é a razão do sucesso da nossa atividade.  

JM - Como tornar as exportações acessíveis aos médios criadores brasileiros? A ABCZ pensa em criar um consórcio ou um sistema cooperativo para ampliar a base de exportadores brasileiros tanto de carne quanto de leite e sêmen?
AM –
É preciso começar a praticar em casa. Na gestão do Dr. João Gilberto Rodrigues da Cunha, a ABCZ tinha uma feira permanente de comercialização de animais das raças zebuínas e vamos voltar a realizar este evento, que é muito importante, pois proporciona aos pequenos e médios criadores a oportunidade de comercialização. Ele vai acontecer na Estância ABCZ. Além disso, temos os leilões. A ABCZ tinha os seus, e podemos voltar a colocar isto em prática. Quanto à área internacional, através dessa parceria que está acontecendo, principalmente com o Pró-Genética, sindicatos e entidades estaduais, é que vamos colocar o criador em condições de participar deste mercado, em que a exigência maior é uma mercadoria de qualidade.







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