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ENTREVISTA
29/04/2018

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Em abril, a diretoria da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu apresentou o balanço das suas atividades de 2017 e surpreendeu a todos com números altamente expressivos. Entre os dados que chamam atenção está o valor investido em imobilizações, que chega a R$2,2 milhões. Balanço financeiro positivo também surpreendeu, com R$3,09 milhões, contra resultado negativo de R$3,8 milhões de 2016. Números ainda mostram que a posição de caixa evoluiu de R$9,5 milhões em 2016 para R$12,3 milhões no ano anterior. Durante o acontecimento da maior feira mundial de gado zebu, o presidente da ABCZ, Arnaldo Manuel de Souza Machado Borges, analisa os resultados de 2017, fala das novidades da ExpoZebu/2018 e revela planos para o futuro. 

Jornal da Manhã - A apresentação do balanço de 2017 revelou um superávit da ordem de R$3 milhões, contra resultados negativos em anos anteriores... A que atribui esse resultado? Quais as medidas administrativas adotadas na sua gestão que conseguiram tirar a Associação do "vermelho"?
Arnaldo Manuel -
Assim que assumimos a ABCZ, fizemos um “raio-x” da entidade e identificamos alguns projetos e ações que poderíamos implantar. Visamos, sobretudo, a otimização de processos, redução dos custos de operação e, ao mesmo tempo, melhoria na prestação de serviço ao associado. Para isso, adotamos medidas de gestão importantes, como um rigoroso processo de fiscalização de gastos. Nossa filosofia administrativa é seguir o mesmo plano de responsabilidade fiscal que adotamos em nossas casas, fazendas e outros negócios: cortamos os excessos, mantivemos o essencial para o bom andamento da entidade e criamos novas soluções para a rotina administrativa da entidade. Economizamos e, ao mesmo tempo, conseguimos realizar importantes investimentos no Parque Fernando Costa e em programas que realmente tenham impacto para o criador e para a pecuária nacional.  

JM - Estamos começando a 84ª ExpoZebu, a segunda sob seu comando. Quais as suas expectativas com relação ao faturamento em leilões e negócios paralelos? Apesar da crise econômica enfrentada no país, acredita que a ExpoZebu/2018 poderá bater os números do ano passado? Por quê?
Arnaldo Manuel -
Temos muita confiança que isso irá acontecer. O cenário, como um todo, está muito melhor do que no ano passado. E em 2017 a ExpoZebu foi um sucesso de público, com 240 mil visitantes, e financeiro, com mais de R$150 milhões movimentados. Este ano, percebemos o pecuarista brasileiro e o cidadão uberabense mais confiantes no país, e, principalmente na ExpoZebu, e isso faz aumentar nossas expectativas. Prova é o volume de inscrições de animais, bem maior do que no ano passado, e a quantidade de áreas vendidas no Parque. A agenda de shoppings e leilões cresceu e a nossa programação também. Uma série de eventos técnicos e de lazer para a população deve atrair mais gente e movimentar ainda mais economicamente a feira.  

JM - Em que a ExpoZebu/2018 será diferente das edições anteriores? Quais serão os destaques da feira este ano?
Arnaldo Manuel -
A ExpoZebu/2018 comemora os 80 anos de delegação do Registro Genealógico pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) à ABCZ. E temos uma programação especial para isso, com homenagens e valorização do nosso "caranguejo" para a evolução da pecuária brasileira. O Parque Fernando Costa está mais bonito, com pavilhões reformados, que vão proporcionar mais conforto e bem-estar aos animais. Entre os destaques estão três feiras dentro da nossa ExpoZebu: a “+Gastronomia”, que valorizará o pequeno e médio produtor, o artesanato e as delícias do nosso Estado; a “EquiShow”, que movimenta a cidade com um grande evento de equinos na Fazenda Experimental Orestes Prata Tibery, que também sediará “Dias de Campo”, com mostra de tecnologia na propriedade. Além disso, este ano reforçamos o nosso compromisso de fazer uma ExpoZebu para todos, com uma agenda festiva ainda maior, que realmente busca trazer a população para o Parque. A Vila Universitária e o Festival de Food Truck estão de volta, acompanhando uma agenda de shows maior.  

JM - Recentemente a ABCZ lançou o Selo de Transparência. Quais os benefícios que esse selo trará para o criador?
Arnaldo Manuel -
O criador que atender nossos protocolos de probidade ética e decoro poderá chancelar suas atividades com o selo “ABCZ+Integridade”. Este certificado norteou-se nas regras da Controladoria Geral da União, Mapa e lei federal que exige que toda pessoa jurídica tenha um programa de compliance interno. 

JM - Além da eficiência na gestão financeira, a ABCZ está levantando bandeiras em defesa dos pequenos e médios produtores rurais, e não apenas dos criadores de zebu, como se viu recentemente com a renegociação das dívidas dos ruralistas junto ao Banco do Brasil. A que se deve essa mudança no foco da atuação da associação? Acredita que os pequenos e médios produtores estavam desassistidos em nível nacional? A ABCZ continuará sendo a voz desse segmento em outras frentes de trabalho político?
Arnaldo Manuel -
Não só o pequeno e médio. O produtor rural, de uma maneira geral, sofre com essa "desassistência". O agronegócio segura este país e, por isso, muitas vezes é visto como um setor rico. Mas é notório que a atividade tem uma baixa rentabilidade e alto risco. E é por isso que a ABCZ não se preocupa só com um determinado grupo de pecuaristas. Todo associado e todo produtor rural que integra a cadeia produtiva da carne e do leite é foco da nossa preocupação. A ABCZ representa diretamente 20 mil criadores e, indiretamente, todos envolvidos no nosso negócio. Um dos nossos objetivos é, cada vez mais, dar voz a este grupo. Desde o início do nosso mandato temos defendido, incansavelmente, os interesses da classe através de notas para a imprensa, reunião políticas, ações judiciais e até mesmo participação efetiva em movimentos em prol do produtor, como foi a manifestação contra o Funrural no início de abril, através da qual, felizmente e com ajuda da Frente Parlamentar, conseguimos bons resultados. O caso da renegociação das dívidas segue o mesmo propósito de todas as nossas outras ações: vamos lutar pelo produtor em todos os segmentos.  

JM - Os produtores de leite vêm se queixando de dificuldades quase intransponíveis para se manter na atividade, em especial devido à concorrência do produto importado, que chega ao mercado com preço mais baixo. O que a ABCZ tem feito em prol dos produtores de leite na sua gestão? Acha possível reverter essa situação em curto prazo?
Arnaldo Manuel -
A atividade leiteira é importantíssima para o Brasil. Está presente em 98% dos municípios brasileiros. De acordo com o último censo, são 1,350 milhão de produtores envolvidos. E que sofrem com falta de políticas públicas e de controle sob o preço do produto, excesso de impostos e essa concorrência desleal com os outros países. Todos estes pontos têm sido alvos constantes de reivindicações por parte da ABCZ em notas oficiais e encontros políticos. Também marcamos presença nos manifestos em prol da categoria. Além disso, a ABCZ se uniu a outras entidades do setor para a criação da Abraleite (Associação Brasileira dos Produtores de Leite). E, em menos de um ano de existência, a entidade já conseguiu colocar 16 projetos em tramitação e outros dois em estudo no Congresso Nacional. Os efeitos serão sentidos na cadeia de produção em médio e longo prazos.  

JM - Até que ponto os recentes escândalos envolvendo os grandes frigoríficos brasileiros, como JBS, com a carne, e BRF, com aves, afetou a pecuária brasileira?
Arnaldo Manuel -
Era inevitável que o setor fosse afetado. Mas acredito que com o posicionamento rápido do Mapa e dos produtores, através das entidades representativas, como a ABCZ, ficou claro que o produtor era mais uma vítima de toda e qualquer ação. O setor conseguiu usar da crise para reafirmar seu compromisso porteira adentro, com investimentos em saúde, nutrição e genética para o rebanho, fato que, sem dúvida, contribui para uma carne de qualidade. 

JM - Quais são seus planos para o futuro da ABCZ? Quais os projetos em gestação que devem ser implementados ainda este ano?
Arnaldo Manuel -
Criamos e temos em andamento importantes projetos para a ABCZ e para a pecuária nacional. Acredito que uma das grandes marcas da nossa gestão será o início oficial da era genômica das raças zebuínas. O projeto foi lançado no ano passado e temos dado novos passos a cada dia e nos aproximamos de um futuro mais promissor com um melhoramento genético mais rápido, eficiente e preciso. Valorizamos ainda mais os animais superiores com a criação da Marca da ABCZ. E, em paralelo, o projeto Carne de Zebu está analisando o touro PO (puro de origem) na produção de carne, com avaliação em rebanhos comerciais, e para o leite, em breve, também lançaremos um novo projeto. Além disso, temos exportado a nossa tecnologia através do PMGZ (Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos) Internacional, contribuindo com a pecuária mundial.







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