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JUSTIÇA
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JUSTIA
13/02/2016

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Arquivo/Neto Talmeli

Médico foi preso no dia 21 de dezembro pela Polícia Federal, que foi acionada por corporação policial da Austrália

 O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o médico H.C.O., 30 anos, preso em 21 de dezembro de 2015, pelos crimes de produção, distribuição e armazenamento de material pornográfico envolvendo criança, conforme a Lei 8.069/90, e também por financiar e integrar pessoalmente organização criminosa transnacional, como previsto na Lei 12.850/13. As penas para os crimes imputados ao acusado, somadas, vão de 11 a 26 anos de prisão.

Segundo a denúncia, H.C.O., que se encontra preso na penitenciária de Uberaba, integrava uma organização criminosa internacional chamada NoLimitsFun (NFL), dedicada ao tráfico de pessoas, à exploração sexual de crianças e produção e distribuição de vídeos de pornografia infantil, entre eles um material em que uma criança de apenas 18 meses é torturada e violentada sexualmente. Composto por integrantes de pelo menos quatro países, grupo recebia orientações do acusado sobre como dopar as vítimas para que elas não oferecessem resistência aos abusos.

Os crimes foram descobertos pela Polícia Federal da Austrália, que encaminhou ao Brasil relatório identificando os integrantes da organização, liderada pelo australiano Peter Gerard Scully e composta pelos filipinos Carme Ann Alvarez e Liezyl Margallo, pelos alemães Christian Rouche e Jens Van Dijk e pelo brasileiro. A Polícia Federal de Uberaba instaurou inquérito para investigar o caso e executou busca na casa e no trabalho do médico, recolhendo farto material comprovando a prática dos crimes. Foram encontrados em seus computadores 37 mil arquivos contendo imagens de pedofilia e 700 vídeos apresentando crianças e adolescentes em cenas de pornografia ou sexo explícito.

Com o avanço da investigação, foi revelado que H.C.O. entrou para a organização no ano de 2012, quando ainda era estudante do curso de Medicina. A partir de agosto de 2013, ele começou a enviar constantes remessas de dinheiro para financiar a exploração sexual de crianças e a produção e distribuição dos vídeos de pornografia infantil, o que configura a efetiva participação do médico na organização criminosa.

Além do dinheiro, H.C.O. orientava outros membros da quadrilha sobre a forma adequada de dopar as vítimas, para que não oferecessem resistência aos abusos sexuais, e também distribuía o material pornográfico produzido por seus comparsas a outros usuários da internet. Em depoimento à Polícia, o médico admitiu que fazia isso para ganhar “prestígio” na organização.

 

 







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